A segunda temporada de True Blood

Sem querer ser chato, mas já sendo, achei a season premiere de True Blood decepcionante, muito fraca. Sete meses de espera, expectativas, e o que vi foi um episódio arrastado, sonolento, sem continuidade, sem narrativa, enfim, abre um leque de possibilidades para o desenvolver da segunda temporada, mas nada que justifique o buzz em torno da série.

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Acho preocupante para True Blood que um dos grandes problemas do show está no casal protagonista. Fazer Sookie pagar peitinho ou mostrar a bunda do Bill não vai resolver o limbo em que os roteiristas enfiaram os dois. Quando há intrigas, por mais mundanas e maduras que sejam, há história. Quando tudo o que vemos é uma briga boba e uma declaração de amor piegas, cafona, escrita as pressas, é de se preocupar o que veremos para os dois virando a esquina, logo ali, ao fim da temporada. Espero que até lá eu queime a lingua e que a série volte aos eixos.

Os coadjuvantes também ficaram na mesmice. Tirando o plot da Maryanne, que apesar de super cliche – oh! a mulher misteriosa que ninguém sabe o que ela quer -, tem seu charminho, e, claro, a confirmação de que Lafayette – talvez o melhor coadjuvante do programa – está vivo. O resto são cenas desconexas encaixadas na season premiere. É tanta cena sem nexo uma com a outra, que independente da ordem, não mudaria em nada a narrativa da season premiere.

Mas enfim, quem se importa com o que penso? O que importa aos fãs é que True Blood retornou com muita força em termos de audiência neste segundo ano. O episódio teve um pico de de 3.7 milhões de telespectadores, maior audiência do canal desde a series finale de Sopranos.

‘Nurse Jackie’, cheiro de hit

Depois de Sopranos e de vencer diversos prêmios por sua atuação como Carmela Soprano na série, qualquer coisa que venha com o nome de Edie Falco é de se parar para assistir. Principalmente quando o assunto em questão é uma nova produção da Showtime, o cabo norte-americano mais controverso do momento – que exibe outras séries politicamente incorretas como Weeds, Californication e Dexter.

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Falco vive a personagem que da nome ao show, enfermeira que sofre problema crônico nas costas e busca o alívio através de drogas. Calma, as semelhanças com House terminam por aqui. Jackie é casada, tem duas filhas e é chefe de enfermagem do hospital em que trabalha. Todos os dias ela pega o metrô, enquanto sua chefe – diretora do hospital – e melhor amiga chega de taxi e salto alto Manolo Blahnik.

A série já causou polêmica nos Estados Unidos não só por mostrar uma funcionária de um hospital usando drogas, mas também por transar com médicos em troca de receitas, mostrar Jackie jogando uma orelha amputada de um paciente pela descarga, tirar a aliança todos os dias antes de entrar no trabalho, entre outros.

Nurse Jackie não só não deve nada para os grandes hits do canal, como já nasce com cheiro de sucesso. Engraçado, polêmico e com pequenos socos no estômago ao longo dos dois episódios disponíveis na Internet – apenas um já foi ar -, é de se esperar uma grande temporada do programa, que já estreou com o status de piloto mais assistido da história do canal, o que rendeu ao mesmo uma renovação precoce para uma segunda temporada.

A quinta temporada de ‘Weeds’

Recentemente, Mary-Louise Parker, a Nancy de Weeds, manifestou sem desejo em sair da série após o término desta quinta temporada. Mesmo com a chegada de Jennifer Jason Leigh, interpretando sua irmã Jill, seria uma perda irreparável para a produção. Em suma, Weeds não existe sem Parker.

A season premiere da quinta temporada confirma o que digo – todas as cenas em que a atriz está presente, são perfeitas.

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Retomando do ponto em que terminou o último ano, vemos Nancy domada por Estaban, que exige não só um teste de paternindade, mas um que comprove que o bebê é um homem, pois só com o consumo destes fatos ele poupará a vida de Nancy.

Enquanto isso, o plot da Celia sendo sequestrada por Quinn, sua filha, é excelente. Rodolfo, namorado de Quinn, liga para todas as pessoas que Celia conhece, mas ninguém está disposto a pagar o resgate da melhor amiga de Nancy. Enquanto isso, Doug, Andy e Silas cogitam plantar maconha em uma floresta nacional.

Weeds sempre demora um pouco para engatar. Uns três ou quatro episódios, mas a quinta temporada começa bem, com sobreforça, depois de um quarto ano meio sonolento e plots entediantes como a loja de fachada que Nancy comandava.

Vamos ficar de olho e torcer para que ainda vejamos Parker em muitas temporadas de Weeds.

O fim de ‘Prison Break’

Ta aí uma série que apanhou muito pelo caminho. Prison Break estreou na Fox em agosto de 2005 para cobrir espaço aberto na programação do canal. Nenhum executivo dava nada por um programa que falava sobre um homem tentando tirar seu irmão da cadeia tatuando a planta da mesma em seu próprio corpo, mas a audiência correspondeu e, meio que as pressas, a emissora olhou com mais carinho para aquela série que viria a ter quatro temporadas. Prison encerrou sua jornada no mês passado.

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A primeira temporada da série foi impecável. Ainda que a demora para que as coisas acontecessem irritasse um pouco, é inegável que através de seus cliffhangers, a série soube rapidamente achar seu público, que lhe garantiu uma segunda temporada. Alguns dizem que apenas a primeira temporada se salva, mas discordo. Acredito que a segunda manteve um nível muito bom, apresentando ainda aquele que seria um dos principais personagens do show nas temporadas seguintes: Alex Mahone, muito bem interpretado por William Fitchner.

O terceiro ano é de se apagar. Impossível engolir as reviravoltas apresentadas, mas, de novo, fomos apresentamos a outro ótimo personagem: Gretchen Morgan, vilã que não deve nada as grandes vilãs da TV.

Com a queda de audiência desde o começo da segunda temporada era eminente que o futuro da série estava há poucos episódios de distância e acertadamente, a Fox resolveu encerrar a série de maneira correta. A saga de Michael Scofield precisava de um final, e as vezes, continuamos acompanhando um programa justamente para saber como ele terminará, mesmo depois da qualidade do mesmo se deteriorar.

E com uma temporada derradeira que iniciou bem, teve seus tombos no meio e terminou de forma sensacional, Prison Break dá adeus a televisão norte-americana e fica a certeza que a série será muito bem lembrada no futuro, como referência de série sobre prisão, caça humana e perseguição.

Alguns falaram mal de ‘Prison Break – The Final Break’, o filme feito após o fim da série, mas eu gostei. Fiquei feliz de saber que o Michael morreu para libertar Sarah e a cena final é uma das coisas mais bonitas que já vi em seriado, ainda que cliche:  dada toda a temática da série, é arrepiante acabar com Michael dizendo: “We are free!”.

Para quem não entendeu porque todo aquele lance de colocarem a Sarah na prisão com a Gretchen e a demora na construção de vários outros personagens, há um tempo atrás rolou um boato de que Prison Break deixaria um spinoff, que seria ambientado em uma prisão feminina. Mas a idéia foi descartada recentemente pelos executivos da Fox. Talvez esta tenha sido uma resposta dos produtores do show: “Nós poderíamos fazer algo bacana.”

Arrested Development

Em 2003, um sujeito chamado Mitchell Hurwitz criou o que seria a melhor série de comédia já existente. Não é apenas minha opinião, é senso comum. Você já viu AD? Espero que sim.

Ao longo de três temporadas, Arrested nos apresentou o dia a dia dos Bluth, uma família disfuncional que precisa a aprender a gastar menos depois que patriarca, George Bluth, é preso por corrupção.

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Os personagens são maravilhosamente construidos. Temos os quatro filhos: Michael, Lindsay, Gob e Buster. O primeiro, é o único “normal” da família, aquele que assumirá os negócios e tentará – na maioria das vezes em vão – manter todos unidos. Já Lindsay, é casada com Tobias, mas vive a procura novos romances fora de seu casamento. Gob, o primogênito, talvez o personagem mais engraçado da série, é um mágico ilusionista, recentemente expulso da Aliança dos Ilusionistas, que ele mesmo criou. E Buster, o filho mais novo, que sempre ficou debaixo das asas de sua mãe e por isso, não possui nenhum tipo de habilidade social e ocasionalmente, sofre ataques de pânico.

Lindsay é casada com Tobias. Se uma expressão denominasse Tobias, esta seria “never-nude”. Como diz o próprio narrador da série – que no caso é o Ron Howard, que além de narrar também é produtor executivo -, a expressão é exatamente o que você imaginou. Tobias não consegue ficar nu e por isso, quando deveria estar pelado, está com um mini shortinho jeans desfiado. Michael possui um filho: George Michael. E Lindsay e Tobias possuem uma filha: Maybe. Sim, o nome da menina é Maybe. George Michael é apaixonado por Maybe, sua prima.

Por fim, temos Lucille, uma espécie de Benjamin Linus das comédias. Ela é tão manipuladora que sempre consegue colocar seus filhos um contra o outro e desde pequeno, os convence de coisas absurdas como quando diz a Lindsay que não tem problema comprar uma garrafa de vinho e bebe-la logo de manhã, pois o vinho só se torna alcoolico, após anos guardado.

Apesar de cult, a série conseguiu chamar atenção na cultura pop criando e viralizando diversas cenas e situações que até hoje são muito lembradas em sites como YouTube. Uma delas, é a Chicken Dance, onde os membros da família faziam uma dança RIDÍCULA: http://migre.me/1RWX. Escrevendo “chicken dance” no YouTube, você acha diversas impressões diferentes de fãs da série. Outro vídeo memorável é o que apresenta o advogado da família Bob LobLaw, nome que quando falado rápido, soa como BlaBlaBla: http://migre.me/1RXh. Sem falar no show de truques ilusão de Gob: http://migre.me/1RXm.

Arrested nunca teve a audiência que merecia, mas em suas três anos, teve o apoio incondicional não só dos críticos, mas também da FOX, emissora que exibia a série e odiada por muita gente por ter tirado o programa do ar. Na época, mesmo com audiências pífias, a FOX fez o que pode e deu o suporte necessário para que três temporadas fossem ao ar. Arrested ganhou diversos prêmios, incluindo o de Melhor Comédia no Globo de Ouro e o prêmio “Futuro Clássico” da TV Land.

Há alguns anos corre a notícia de que a série teria sua versão cinematográfica. Pois semana passada, o site Zap2It lançou a informação de que as filmagens já estariam rolando na Madison Square, em Nova York. Porém, uma fonte do site afirma que a informação não é verdadeira e que o roteiro do filme, ainda nem foi finalizado. Mas uma coisa é fato: o filme VAI acontecer.

Vá atrás da série, você vai me agradecer. E para os que já viram, revejam! Eu revejo todo ano e faz bem para a alma!

O piloto de ‘Glee’

Eu estava com a faca nos dentes, pronto para falar mal de ‘Glee’. Muitas coisas me desagradam no piloto, mas ao término dele, a sensação é de que se bem trabalhada, a série tem sim bastante potencial, como escrevi na coluna da semana passada.

Engraçado é que o piloto tem uma atmosfera de cinema indie norte-americano. O argumento não parece sustentar uma série, várias temporadas. E por Ryan Murphy (Nip/Tuck) estar por trás, fico ainda mais desconfiado. Nip/Tuck é uma novela travestida de seriado que ao não saber que rumo seguir, decide por apenas chocar quem assiste.

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‘Glee’ é uma mistura de filmes escolares como Eleição com High School Musical. Não dá para fugir do óbvio aqui, é isso mesmo. O grande problema é o elenco e o excesso de estereótipos – a negra que fala Y’ALL, o viadinho que se veste de Marc Jacobs, o atleta popular que no fundo é boa praça e a professora das cheerleaders com aquela postura dyke. Mas talvez seja aí, que a série consiga achar sua audiência, atraindo fãs das séries de adolescente da Disney, American Idol e outros seriados teens.

Ao término do piloto, a sensação é de que ‘Glee’ pode sim dar certo, ainda mais se levarmos em consideração que os shows teens de qualidade estão em baixa – sem falar que a próxima temporada de One Tree Hill, o melhor show teen no ar, deve ser a última.

E Fox, ainda há tempo para substituir Matthew Morrison, o professor Will, totalmente sem carisma aqui.

Beckstage #1

Coluna originalmente publicidada na Revista Paradoxo.

Terminator / Dollhouse

Realmente não sei o que dizer da renovação de ‘Dollhouse’ e o cancelamento de ‘Terminator: The Sarah Connor Chronicles’. As séries praticamente empatavam em todas as demos, tinham a mesma audiência quase toda semana, mas como uma diferença: a primeira é péssima enquanto a segunda, se tratando de TV aberta, era uma pequena jóia.

A Fox, entre outros motivos, alegou esgotamento criativo. Patético. Enquanto isso, os executivos da emissora renovam Dollhouse alegando que Joss Whedon tem um público muito fiel. A minha dúvida é: desde que TV é TV, para sobreviver, é preciso ter anunciantes. Para ter anunciantes, é preciso ter audiência. Quem sabe em um futuro próximo, exibições via streaming e downloads legais e ilegais contem, mas atualmente, ainda não conta. Sendo assim, onde está esta base de fãs fieis, seguidores de Whedon?

Prometo não falar mais deste assunto.

Criminal Minds

Achei a season de ‘Criminal Minds’ impecável, mas a finale, apesar de dupla e tudo mais, é muito fraca. OK, a decisão de exibir uma season finale dupla, em termos de audiência, foi acertada, não questiono isso. Mas o plot do episódio foi um dos mais fracos da temporada. E vamos combinar, este lenga lenga de terminar temporada de cop show com alguém levando um tiro já cansou. A série volta e o personagem, quando muito, está no hospital e sobrevive.

24 Horas

Ninguém merece Sprague Grayden em 24. Péssima em John Doe, Six Feet Under, Weeds, Over There, Joan of Arcadia, Sons of Anarchy e péssima em 24.

Agora, impressionante é como em todas as temproadas de 24 Horas, por trás de um grande ditador negro, sempre há um terrorista doméstico. Mesma fórmula over and over again. E, mesmo assim, admiro a capacidade dos produtores de levarem o show tão longe, ainda que a audiência não responda mais com tanto fervor.

Serião. A Kim Bauer deve ter jogado muita pedra na cruz, há sete anos que ela só atrai maluco, assassino, sequestrador, psychos de todos os tipos. Por mais gostosa que ela seja, se batasse aqui em casa, eu saia correndo.

A próxima temporada do seriado terá um novo cenário de fundo. Nova York substitui Los Angeles/Washington. O oitavo ano tem tudo para ser muito bom, ainda mais depois do boatos de que seria o último pior dia da vida de Jack Bauer.

Quanto a temporada, não achei TÃO boa igual falaram por aí. A Presidente Talor é muito fraca, pior é saber que ela volta para a próxima temporada. Outra coisa que me desagradou bastante foi a última cena da season finale. Sem sal. Pensar que 24 Horas já teve cliffhangers como Mia Kirshner tentando assassinar o Presidente Palmer.

Glee

A audiência da pré-estréia de ‘Glee’ foi boa. Foi acertada a decisão da Fox de levar ao ar o piloto agora e ter um feedback inicial não só de burburinho e crítica, mas de audiência. Glee, se bem trabalhada, tem tudo para se tornar o próximo hit da Fox.

Supernatural

Sensacional a season finale de ‘Supernatural’. O cliffhanger é previsível, mas o episódio em si é maravilhoso. Palmas para toda a temporada, sem dúvida a melhor. Quanto mais sombrio o show se torna, mais qualidade vemos nos episódios. Sem falar que este foi, foi o que mais vimos episódios mitológicos e o que menos vimos monsters of the week, o que sempre valoriza a série.

Melhor ainda é saber que o Misha Collins, o anjo Castiel, entra para o elenco regular na próxima temporada – que aliás, em minha opinião, deveria ser a última. Não só porque sou a favor de seriados com ciclos de cinco temporadas, mas porque acredito que a jornada dos irmãos Winchester deveria ter um fim anunciado e não esbarrar em um eventual cancelamento por parte da CW.

Lost

Não sou um fã entusiasta e incondiconal de Lost. Sou um admirador. Não acredito nos produtores quando dizem que desde o episódio piloto já tinham em mente o desenrolar de TODA a série. Aliás, quem acredita nisso?

Achei a quinta temporada boa. Só boa. É melhor que a terceira e a quarta, mas muito inferior a primeira e a segunda. Alguns personagens fazem a diferença, Faraday deu super certo, é verdade, outros ainda não vimos tudo que eles podem dar, caso de Miles – que, sem dúvida, terá um papel IMPORTANTÍSSIMO na temporada derradeira que se aproxima.

Quanto a season finale, é PÉSSIMA. Se eu quisesse brincar de escolhas e andar de lá pra cá, jogaria Doom. Incompreensível os personagens mudarem tanto suas motivações e opiniões.

Mas há de se fazer algumas ressalvas:

Fala-se muito mal do Jack, mas para mim, ele é um personagem fascinante e observar como, aos poucos, ele abandona a ciência e abraça a fé é de parar, levantar e aplaudir a construção do personagem.

Outra. A cena inicial da season finale É MEMORÁVEL, FABULOSA. Talvez a melhor coisa que tenha visto em Lost. Pensar nas implicâncias daquela cena é de explodir a mente.

No fim, após o término da série, Lost será lembrada como a primeira grande série do século XXI a ter um culto igual ao maior que o de Arquivo X. Mas também será lembrada  como a série que, por seis temporadas, construiu o que poderia ter sido exibidido em três. Parte culpa dos produtores, mas a grande culpa aqui é da ABC, claro, que visa potencializar ao máximo seus shows – basta ver o limbo criativo no qual Desperate Housewives se meteu após seu primeiro ano.

Fringe

Alguns falam muito mal de Fringe. Não bastasse carregar o rótulo de “novo Arquivo X”, é uma criação de JJ Abrams, criador de Felicity, Alias e Lost.

Para mim, é uma das melhores séries da temporada. Não acho que o show demore para ficar bom, igual dizem por aí. Acho que demora para achar seu caminho, sua trama, sua mitologia. E esta demora é justificável quando colocamos a temporada na balança e vemos os 20 episódios entregues. Fringe tem audiência, anunciantes, ótimos roteiros, um bom cast e, principalmente, uma ótima protagonista.

Tenho certeza que o caminho é longo para esta série – e assim torço, sou fã.

Quanto a season finale,  os últimos cinco minutos são sensacionais, o cliffhanger então… de cair o queixo – ainda que bastante apelativo. Mas o episódio como um todo, foi meia boca.

30 Rock

Sensacional a season finale de 30 Rock. Todas as participações especiais foram ótimas e colocar o Clay Aiken para ser primo do Kenneth foi GENIAL. You go, Tina Fey! A temporada em si teve seus altos e baixos, nem sempre participações mais que especiais seguram as pontas, exemplo de Steve Martin e Jennifer Aniston. Outras, como a de Oprah, foram ridículas de tão engraçadas.

Para a próxima temporada, alguém podia transformar o Dr. Leo Spaceman em regular. O personagem é PERFEITO!
Que tal uma compilação com TODAS as falas do Tracy Jordan desta temporada? http://migre.me/1jWC

That’s a deal-breaker, ladies!

***

Dexter

A quarta temporada de Dexter já tem data oficial de retorno:  27 de setembro. Outra boa notícia envolvendo a série, é que Keith Carradine voltará para viver novamente o agente Frank Landis.

My Name is Earl

Earl tinha uma pequena chance de sobreviver depois do cancelamento da série pela NBC. Ethan Suplee, o Randy, anunciou via Twitter que o programa está oficialmente cancelado depois de 96 episódios. O mais triste aqui é uma série tão bacana ficar sem um gran finale. Merecia.

24 Horas

Freddie Prinze Jr, casado com Sarah Michelle Gellar e astro dos filmes do Scooby-Doo, está confirmado no oitavo (e último?) dia mais difícil da vida de Jack Bauer – que terá sua  season premiere em 17 de janeiro de 2010.

Mad Men

A boa notícia é que a série, que anteriormente só voltaria em 2010, volta em agosto. A má notícia? Por causa da crise, a AMC pediu que todos os episódios da série tenham dois minutos a menos, assim a emissora pode colocar mais um comercial durante a transmissão do programa. Pode parecer pouco pra você, mas são 26 minutos a menos da melhor série no ar atualmente.

A história do Golden Globe e todos os vencedores

Pense nas dez séries mais premiadas da história do Globo de Ouro. Arriscaria um palpite? Seinfeld? Six Feet Under? Com certeza não. Arquivo X? Sopranos? Sim, sim, talvez. M*A*S*H? Definitivamente!

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Pesquisando os prêmios do Globo de Ouro, imaginem minha surpresa ao descobrir que M*A*S*H, com nada menos do que oito estatuetas, encabeça ao lado de Sex and the City e All in the Family (!), a lista das séries mais vencedoras da premiação que incluem programas para lá de bizarros como, por exemplo, o The Carol Burnett Show. Oito estatuetas pode parecer pouco para as três séries mais vitoriosas do Globo de Ouro, mas se pensarmos que a premiação tem bem menos categorias para televisão do que o Emmy e que em algumas categorias ainda concorre junto com o cinema (como os coadjuvantes), oito acaba se tornando um bom número.

O Globo de Ouro é uma premiação norte-americana criada em 1944 que visa premiar os melhores filmes e os melhores programas de televisão do ano. Não é a toa que é considerado uma prévia do Oscar: a audiência e sua tradição perdem apenas para a festinha dos tios da Academia e para o Grammy, respectivamente. A premiação, que tradicionalmente acontece no começo de todo ano, é baseada quase que por completo, nos votos de mais de 80 veículos jornalísticos de Hollywood.

Apesar do primeiro Globo de Ouro ter sido em 1943 e ter ido parar nos estúdios da 20th Century Fox, foram apenas 12 anos depois, em 1956, que surgiram na cerimônia os prêmios para os melhores da televisão. Porém, a coisa era ainda um pouco confusa, com prêmios diferentes a cada ano, sem um padrão ano após anos. Apenas em 1970, foi estabelecido o conceito que conhecemos hoje, o de Melhor Drama, Comédia/Musical, Ator, Atriz, Ator e Atriz coadjuvante. Ou seja, pode-se dizer que a história do Globo de Ouro para os aficionados por televisão tem apenas 39 anos.

Partindo desse princípio, criei uma lista com as dez séries mais vitoriosas de todos os tempos (que na verdade são 11 – calma aí que já explico) na categoria televisão. Saiba qual foi a primeira série a ganhar o prêmio, qual série mais ganhou, com quem ela concorria, quais eram as expectativas e muito mais!

Sopranos, Arquivo X, L.A. Law, Dinastia, Alice e The Carol Burnett Show

Em último lugar, com cinco votos para cada, temos seis séries. Com isso, o TOP 10 acaba virando TOP 11, pois acima dessas seis, empatadas, temos cinco séries com mais do que cinco estatuetas.

The Carol Burnett Show

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De todas as dez séries, a primeira a ganhar o prêmio de melhor série (no caso programa) foi The Carol Burnett Show, em 1971, humorístico ao vivo – diferente da maioria dos programas da época que eram pré-gravados) apresentado por Carol Burnett, Tim Conway, Harvey Korman, Vicki Lawrence e Lyle Waggoner que levou ao ar originalmente na CBS 278 episódios entre 1967 a 1978.

O programa, longe de revolucionário, era até bem bacana e apresentou alguns quadros inesquecíveis como “Went with the Wind”, paródia de “E O Vento Levou” onde Burnett representava Scarlett O’Hara.

A série original acabou tendo outras versões caça-níqueis como “Carol Burnett and Friends” e “Carol & Company”, duas tentativas frustradas por parte da CBS e NBC, respectivamente, de repetir o sucesso do original. Em 1991, a CBS ainda tentou fazer um revival do programa, trazendo-o de volta para uma nova temporada. Resultado? Fracasso absoluto e apenas nove episódios exibidos.

Em seu auge, The Carol Burnett Show, que chegou a ter participações muito especiais como as de Shirley MacLaine, Liza Minelli, Cher e Vincent Price, era difícil de ser batida. Com cinco Globo de Ouro debaixo do braço, ganhou consecutivamente o prêmio de melhor atriz de comédia em 77 e 78 e também consecutivamente o prêmio de melhor ator coadjuvante 75 e 76.

Apesar dos cinco prêmios na bagagem, a estatueta de Melhor Série de Comédia foi levada pelos comediantes apenas em 1971, mesmo ano em que a série Missão: Impossível estrelada por Martin Landau sagrava-se vitoriosa em Melhor Drama.

Alice

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Exibida pela primeira vez em 1976, Alice foi uma sitcom de grande sucesso. Estrelado por Linda Lavin no papel-título e exibida pela CBS, era baseada no filme vencedor do Oscar de Melhor Atriz, Alice Não Mora Mais Aqui, de 1974.

Alice contava a historia de uma mulher que após a perda de seu marido, resolve sair de New Jersey com seu filho e viajar de carro para Los Angeles, na esperança de se tornar uma cantora de sucesso. Com o carro quebrado em Phoenix e sem dinheiro para o conserto, Alice arruma um emprego como garçonete na lanchonete Mel’s Diner e de lá só sairia novamente em 2 de julho de 1985, quando foi ao ar o último episódio da série.

Mesmo com a forte concorrência da antológica série Taxi, que venceu o Globo de Ouro três vezes consecutivas de 1979 a 1981 na categoria Melhor Série de Comédia, Alice não se intimidou, “roubou” metade do Globo de Ouro de 1980, quando ao lado da série de Andy Kaufman, também consagrou-se vencedora na categoria Melhor Comédia.

No ano anterior, 1979, apesar de Taxi ter faturado o prêmio de melhor série, foi Alice quem faturou o de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. No primeiro prêmio, Linda Lavin desbancou a própria Carol Barnett, favorita naquele ano. Já na segunda estatueta, Polly Holliday, que concorria por sua popular personagem Flo em Alice, desbancou Marilu Henner, uma das protagonistas de Taxi.

Voltando para 1980, a história parecia fadada a se repetir. Na categoria de Melhor Série, que Taxi ganhava pela segunda vez consecutiva, também concorriam entre outras, Alice e M*A*S*H. Mas se Taxi desbancou M*A*S*H, Alice desbancou Taxi. E novamente nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Dessa vez, o páreo de Linda Lavin era acirrado: de um lado, Jean Stapleton, protagonista de All in the Family, do outro, Loretta Swit, a major Margaret Houlihan de M*A*S*H. Já na categoria coadjuvante, novamente Polly Holliday contra Marilu Henner. E novamente deu Holliday.

Dynasty

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Um dos maiores equívocos da televisão é a soap opera (mais novela do que seriado – vide Desperate Housewives) Dinastia, famosa por seus cliffhangers e erros de continuidade.

Exibida pela ABC de 1981 a 1989, Dinastia tinha seus conflitos em torno de duas famílias de Denver, Colorado que se odiavam: Carringtons e Colbys.

A primeira temporada teve audiência consistente, mas foi apenas no segundo ano da série, mais especificamente em sua season premiere, que Dinasty decolou, abrindo com o episódio “Enter Alexis”, um clássico, onde o personagem misterioso da primeira temporada retirava seus óculos escuros revelando a atriz inglesa Joan Collins (muito Ugly Betty, isso).

Alguns episódios depois a série já estava no topo da audiência figurando sempre no Top 20 da Nielsen. Em 1985, na quinta temporada, alcançou o apogeu conquistando o primeiro lugar na audiência e ganhando convidados para lá de luxuosos como o ex-presidente americano Gerald Ford – também não é para tanto, nos EUA tudo quanto é político participa de seriado. Mas na mesma velocidade em que os números subiram, eles declinaram: com o revival de comédias que se estabelecia na época (Cosby Show, Cheers etc.) Dynastia acabou perdendo o primeiro lugar para nunca mais voltar ao topo.

Apesar de todos os altos e baixos, a série teve uma carreira de sucesso nos Globo de Ouro. Levou cinco estatuetas para casa, incluindo a de Melhor Série de Drama em 1984, quando bateu a concorrência de Hill Street Blues – vencedora nos dois anos anteriores. O grande feito da novelinha talvez tenha sido conquistar estatuetas em três anos seguidos – 1982-1984. Em 82, Linda Evans deu o primeiro troféu da premiação ao programa ao vencer o prêmio de Melhor Atriz em Drama empatada com Barbara Bel Geddes, sua concorrente direta em Dallas. 1983, era uma incógnita: com grandes séries como M*A*S*H, Hill Street Blues, Dallas, Magnum, Cheers e Fame na disputa, Dynastia saiu no lucro ao levar para casa duas estatuetas: as de melhor ator e atriz de drama para John Forsythe e Joan Collins, respectivamente.

Em 1984, além do prêmio de Melhor Drama do ano, John Forsythe viria a ser coroado novamente como melhor ator do ano em drama.

Sua grande contribuição para a TV foi o surgimento de um personagem gay – que tinha até amante – em uma trama noturna de grande audiência, fazendo com que as pessoas olhassem para a situação dos gays em plena era da AIDS.

L.A. Law

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Criada por Steven Bochco, criador de Nova York Contra o Crime (NYPD Blue), L.A. Law pode ser considerada a mãe das séries de tribunal e sem dúvida, dá um show em qualquer criação de David E. Kelley, que participou aqui como escritor e produtor executivo e alcançou a glória com Emmys de Melhor Roteiro em 1990 e 91.

Vencedora de cinco estatuetas do Globo de Ouro, a série teve uma longa duração de nove temporadas e é considerada até hoje uma das séries mais populares do final da década de 80, início da de 90.

Mostrando o dia-a-dia de uma firma de direito de Los Angeles, a série deu bastante sorte em 87 e 88 quando venceu consecutivamente o prêmio de Melhor Drama do ano barrando concorrentes como Murder, She Wrote, drama/suspense que havia vencido também consecutivamente o prêmio de melhor série de drama nos dois anos anteriores.

Ainda no ano de 1988, talvez na maior zebra daquele ano, L.A. Law consagrou a atriz Susan Dey, vencedora do prêmio de Melhor Atriz de Drama, batendo a favorita da noite, Angela Lansbury (de Murder, She Wrote). Já em 1989, a historia se fadava a repetir e Jill Eikenberry acaba saindo-se a grande vencedora da noite na mesma categoria, batendo de novo Lansbury.

1990 e 1991 foram os grandes anos de Cheers e Twin Peaks e L.A. Law acabou saindo um pouco dos holofotes. Apenas em 1992 a série retornou como favorita em alguma indicação: Amanda Donohoe levou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante, derrotando as protagonistas de The Golden Girls e Cheers.

L.A. Law durou até 1994 e acumulou diversos prêmios em sua bagagem, incluindo três Emmys consecutivos de Melhor Série de Drama entre 1989 e 1991.

Quem já viu L.A. Law sabe que David E. Kelley vem copiando pequenas coisas da série em todas as séries.

Arquivo X

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Arquivo X, uma das grandes séries de todos os tempos, é uma criação de Chris Carter e foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1993. O seriado é considerado um dos primeiros hits da Fox americana e ficou famoso por emplacar slogans mundialmente famosos na cultura pop como “The Truth Is Out There”, “Trust No One”, “Deny Everything” e “I Want to Believe”, como Heroes hoje em dia com o seu precoce “Save the cheerleader, save the world!”.

A série rodava em torno da vida dos agentes Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson), responsáveis pelas investigações dos chamados “arquivos x”, arquivos marginalizados pelo FBI devido a seu conteúdo paranormal. Duchovny fazia o papel do agente de mente aberta enquanto a personagem de Anderson havia sido originalmente transferida para o departamento para investigar as ações do trabalho inconvencional de Mulder. Apenas originalmente, pois mais tarde eles acabam virando parceiros, amigos e, bem… marido e mulher.

O auge da série foi no meio dos anos 90 e depois de cinco temporadas a série ainda gerou um filme de sucesso (“Arquivo X: O Filme”) para depois encerrar com mais quatro temporadas e um outro filme: “Arquivo X: I Want to Believe”. Nas duas últimas temporadas, a série teve um significante declínio, principalmente pelo esgotamento criativo dos roteiristas que não sabiam mais onde levar aquelas personagens e pela vontade de Duchovny de sair da série para se dedicar a sua carreira no cinema.

Na época de seu episodio final, em maio de 2002, Arquivo X era em toda a história, a série de ficção cientifica a mais tempo no ar (nove temporadas e 201 episódios) mas eventualmente perdeu o posto para Stargate SG-1. É considerada pelo TV Guide como a série de maior culto de todos os tempos, atrás apenas da franquia Star Trek. Estamos falando de um culto americano, pois mundialmente falando, perderia para Dr. Who e O Prisioneiro.

A carreira de Arquivo X no Globo de Ouro teve quatro anos de duração, sendo que em três, sendo eles 1995, 97 e 98, a série saiu-se vitoriosa na categoria Melhor Série de Drama. Em 95, a concorrência não era lá essas coisas e a série só teve que passar por cima de ER.

Em 97, houve a grande consagração da série, que levou para a Fox os três mais importantes prêmios da noite. Na categoria de melhor drama, 95 se repetiu, só que aqui a disputa foi mais apertada, mas não com ER e sim com Party Of Five que havia vencido na categoria no ano anterior. Em Melhor Ator, Duchovny passou de bom ator para grande celebridade do ano ao vencer ninguém menos do que George Clooney que concorria por ER. Interessante aqui, é que quem também concorria na categoria, era Lance Henriksen, protagonista de Millennium, série também criada por Carter. Já em Melhor Atriz, Gillian superou a incrível Christine Lahti que começava a se destacar por seu papel em Chicago Hope. Um dia inesquecível para qualquer “excer”.

O final ainda estava longe, assim como seu declínio, mas 98 chegou e foi o último ano que ganhou alguma coisa na premiação. Sem os prêmios de Melhor Ator e Atriz, parecia que Arquivo X sairia com as mãos abanando, já que dessa vez era a série que corria por fora no prêmio de Melhor Drama enquanto ER e Law & Order disputavam os holofotes. Doce engano. Somava ali, sua quinta e última estatueta na premiação.

The Sopranos

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Uma das séries mais importantes dos últimos anos The Sopranos é ambientada na terrível New Jersey. O seriado mostra o dia-a-dia de Tony Soprano (James Gandolfini), ítalo-americano que tem como desafio comandar duas famílias. De um lado, sua mulher, seu filho e sua filha. Do outro, a máfia. Grande marco da HBO ao lado de Six Feet Under, a série estreou no final da década de 1990 para no ano seguinte já conquistar quatro estatuetas do Globo de Ouro.

Desde que foi ao ar em 1999, o seriado se tornou um fenômeno cultural ganhando popularidade pelo mundo ao mostrar com exatidão a comunidade ítalo-americana, os efeitos da violência e a tênue linha que divide o certo e o errado na sociedade.

Além da notável habilidade de atuação por parte do elenco, alguns atores também se destacam por um lado mais negativo: o de quando a vida imita a arte. Como exemplo, o ator Robert Iler, que da vida a Anthony Jr., que em 2001, foi preso por assaltar à mão armada dois turistas brasileiros. O ator foi condenado a quinze anos de prisão, mas por ser menor de idade e ter alegado culpa, ganhou uma condicional de três anos.

Sopranos começou com o pé direito no Globo de Ouro. Em 2000, levou para casa os principais prêmios da cerimônia: Melhor Drama, Melhor Ator de Drama e Melhor Atriz de Drama, sem falar no prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Sem dúvida a maior concorrente da série no ano, era a premiada The West Wing, porém, o prêmio ficou mesmo com James Gandolfini.

Na categoria feminina parecia certo que o prêmio iria para Sopranos. A verdadeira questão, era para quem: Edie Falco ou Lorraine Bracco, que interpretavam Carmela Soprano e Dra. Jennifer Melfi, respectivamente. No fim, melhor para Falco. Ainda em 2000, o show levou outra estatueta: a de Melhor Atriz Coadjuvamente, pelo brilhante papel de Livia Soprano, mãe de Tony, interpretado pela incrível Nancy Marchand.

Com os anos seguintes monopolizados por The West Wing e Six Feet Under, Sopranos acabou levando apenas mais uma estatueta: Melhor Atriz em Drama, de novo para Falco, em 2003, derrotando nomes como Jennifer Garner e Rachel Griffiths.

Cheers

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Cheers estreou na NBC em 1982 e tinha como ponto de partida um bar de Boston onde um grupo de pessoas se reunia para beber e se divertir. Quase cancelado ainda em sua primeira temporada devido a péssima audiência, os produtores apostaram um pouco mais e Cheers acabou durando 11 temporadas e 273 episódios.

Vencedora de 26 Emmys, a série teve uma bela carreira no Globo de Ouro, sendo a quarta maior vencedora da história da premiação, e responsável pela consagração de Kelsey Grammer que interpretava a personagem Frasier, que eventualmente ganhou seu próprio show. Frasier também teve passagem pelo Globo de Ouro com dois prêmios para o próprio Grammer na categoria Melhor Ator em Comédia.

Os anos dourados de Cheers foram 1990 e 1991. Porém, foi em 1983 que a série ganhou pela primeira vez. Concorrendo com nomes de peso como Loretta Swit de M*A*S*H, Shelley Long não era favorita por ser o primeiro ano de Cheers no evento, mas a zebra rolou e Long venceu, dando a Cheers não apenas sua primeira estatueta no Globo de Ouro, mas a primeira na historia do seriado em premiações.

Em 1985, a série levou um prêmio mais importante: o de Melhor Atriz de Comédia. O engraçado aqui, é que novamente a vencedora foi Shelley Long, já que os produtores resolveram apostar e indicá-la como Melhor Atriz, uma vez que sua personagem havia crescido consideravelmente de importância durante os anos.

Depois de um longo sumiço, em 1990 a série voltou a figurar entre as vencedoras ao levar o prêmio de Melhor Ator em Comédia, faturado por Tad Danson que desbancou o grande favorito da noite, o grandalhão John Goodman, que concorria por Roseanne.

Sem dúvida, 91 foi o grande ano para Cheers no Globo de Ouro que faturou a tríplice coroa: Melhor Série, Ator e Atriz de Comédia. Na categoria de melhor ator, Danson novamente superou Goodman (e Burt Reynolds!) e levou a melhor. Já em Melhor Atriz, a vencedora foi Kirstie Alley por Cheers, ela mesma, de Fat Actress e Veronica’s Closet.

Murder, She Wrote

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Apesar de ter sido um sucesso em sua época, vencedora de seis Globo de Ouro, série de suspense de maior longevidade da história, e ter tido doze temporadas, Murder, She Wrote sempre foi renegada pela crítica.

Murder, She Wrote era assim: uma série de suspense sobre Jessica Fletcher (Angela Lansbury), famosa escritora de romances policiais que sempre, e por sempre eu digo SEMPRE, esbarrava com assassinatos em todos os lugares que ia. A polícia então começava a investigar, sem muito êxito culpando alguém qualquer, e Jessica não satisfeita com a resolução, dava uma de detetive e resolvia o crime sozinha.

Não me levem a mal, a série era sim muito boa, mas doze temporadas, ou 263 episódios é dose.

Claro que sempre rolava aquele negócio da polícia vir e mandar Jessica largar o caso por não fazia parte das investigações, mas a escritora, acabava conseguindo uma vaga de perita por ter algum fã de seus livros dentro da polícia.

Iniciada em 1984 na CBS, Murder, She Wrote foi sucesso absoluto de público, porém, ao longo de suas temporadas, foi declinando na audiência pelo esgotamento criativo dos roteiristas que até tentaram dar uma nova guinada na série mudando Jessica para Nova York, mas era tarde demais: Em 1994 estreava Friends na televisão e por dois anos “Murder” teve que concorrer diretamente com a comédia. Os índices começaram a despencar até que eventualmente, em 1996, o show deu seu adeus definitivo.

A carreira da série no Globo de Ouro começou em 1985 quando levou os prêmios de Melhor Drama do Ano (derrotando as favoritas Dinastia e Hill Street Blues) e Melhor Atriz de Drama para Lansbury. Em 86, novamente a série fatura o prêmio, dessa vez, deixando para trás Miami Vice e Dinastia entre outras.

Em 1987, 90 e 92, Lansbury novamente ganhava o prêmio de Melhor Atriz de Drama consolidando-se como uma das grandes atrizes da televisão do final dos anos 90. Suas principais concorrentes em cada ano foram John Collins de Dinastia, Susan Dey e Jill Eikenberry por L.A. Law e Dey novamente por L.A Law, respectivamente.

Ao longo de Murder, She Wrote, diversos rostos conhecidos do grande público passaram pela série, dando ao público oportunidade de rever seus atores favoritos da infância e adolescência.

Sex and the City

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Sex and the City, também conhecida como “a série que todo mundo já viu no Brasil”, estreou em 1998 e teve seis temporadas, terminando em 2004.

Mostrando a vida de Nova York através dos olhos de Carrie Bradshaw, colunista de sexo de um jornal da capital, a série foi um enorme sucesso no mundo todo e foi uma das mais revolucionárias e divisoras de águas da televisão, ao falar tão abertamente sobre sexo. Algo que claro, só a HBO trazia na época (hoje em dia temos outras como FX, AMC e Showtime).

A série, baseada no livro homônimo de Candace Bushnell, focava a vida de quatro melhores amigas de trinta e poucos anos e suas desventuras com os homens, o sexo e a noite nova-iorquina regada a muitos cosmopolitans.

Por ter sido um verdadeiro marco da televisão, foi um arrasa quarteirão no Globo de Ouro: nomeada 24 vezes a premiação e levou nada menos do que oito estatuetas. Em 2000, 2001 e 2002 não teve para ninguém e o programa faturou consecutivamente o prêmio de Melhor Comédia do ano. Na categoria de Melhor Atriz de Comédia, mesma coisa: Sarah Jessica Parker faturou três vezes consecutivas. Durante os três anos, a atriz teve como grande concorrência Calista Flockhart por Ally McBeal e Debra Messing por Will & Grace. Já a série, teve como concorrentes favoritas, Ally McBeal, Will & Grace e Spin City (vencedora do prêmio de 98 a 2000 e em 2001).

Em 2003 e 2004 a série saiu da premiação com um prêmio em cada ano. No primeiro, o de Melhor Atriz Coadjuvante para Kim Cattrall, dona do papel de Samantha, personagem inesquecível na mente de qualquer marmanjo. Em 2004, novamente o de Melhor Atriz de Comédia para Sarah Jessica Parker, tornando-a a maior vencedora da categoria na história da premiação.

All in the Family

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Voltemos para 1971, um ano após a revolução do formato do Globo de Ouro. A série All in the Family, clássico da televisão, foi vencedora de também oito estatuetas e foi ao ar pela primeira vez em 12 de janeiro de 1971 na CBS.

Baseada na série britânica Til Death Us Do Part, era protagonisada por Jean Stapleton e foi revolucionário em seu tempo por abordar verdadeiros tabus da sociedade como racismo, homossexualismo, liberdade da mulher, estupro, câncer e impotência.

Em 2002, buscando as 50 melhores séries, o TV Guide apontou All in the Family como o quarto melhor programa de todos os tempos e apontou Archie Bunker, personagem da série, como melhor personagem de todos os tempos. Por falar em Archie Bunker, em 1979, a série foi reformulada e simplesmente mudou de nome (!) para Archie Bunker’s Place. Quatro anos se passaram até que foi finalmente cancelada em 1983.

Os oito prêmios aconteceram entre 1972 e 1978, sendo quatro para Melhor Série de Comédia (72-74 e 1978), dois para Melhor Atriz de Comédia (1973 e 1974), um para Melhor Ator de Comédia (1972) e um para Melhor Atriz Coadjuvante (1975).

Em Melhor Comédia, não teve dificuldades para vencer três anos consecutivos. Suas maiores concorrentes foram The Carol Burnett Show e M*A*S*H. Em Melhor Atriz, a concorrência foi mais apertada. Em 1973, Jean Stapleton teve que passar por cima de Carol Burnett e Julie Andrews (ela mesma!). Em 1974, de novo Carol Burnett, e Cher! Na categoria de Melhor Ator, de volta a 1972, Carroll O’Conner não teve dificuldades para sair-se vencedor, porém, passando pelo talentosíssimo Dick Van Dyke.

Em 1975, a série ganhava seu sétimo prêmio: o de Melhor Atriz Coadjuvante para Betty Garrett que concorreu com Vicki Lawrence de The Carol Burnett Show, entre outros. Por fim, o último prêmio da série no Globo de Ouro: o quarto de Melhor Comédia, em 1978. A concorrência no ano não era tão forte: apenas The Carol Burnett Show já em descenso. Sua verdadeira oponente naquela noite era Happy Days, que faturou o prêmio duplo de Melhor Ator de Comédia para Henry Winkler e Ron Howard (sim, ele mesmo, que como diretor, era um ótimo ator…).

No Brasil, All in the Family foi exibida por apenas um ano, com o título de Tudo em Família. Depois, foi retirada do ar pela censura.

M*A*S*H

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Criada por Larry Gelbart em 1972, a série era inspirada no livro Catch-22 e baseada no filme de mesmo nome dirigido por Richard Hooker em 1970.

Foi através de M*A*S*H que surgiu o termo “dramédia”, devido ao seu conteúdo parte drama, parte comédia, sem uma linha de segmentação fixa. O programa, produzido pela 20th Century Fox para a CBS, acompanhava um time de médicos e seus funcionários em um hospital de Uijeongbu, durante a Guerra da Coréia. Apesar da sinopse, é visível que a série tinha como verdadeira inspiração, a Guerra do Vietnã.

M*A*S*H não foi inesquecível apenas por seus oito Globo de Ouro, mas também por ter tido a series finale de maior audiência da historia da televisão mundial. A “dramédia” teve 251 episódios e durou onze temporadas, cobrindo um período de três anos de guerra.

A história de M*A*S*H no Globo de Ouro começou em 1974, quando McLean Stevenson levou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em Comédia. Em 1975 e 1976, Alan Alda levou o prêmio consecutivamente ao derrotar nomes de peso como Carroll O’Connor e Johnny Carson. De 1977 a 1979, Alda continuou concorrendo, mas sem nenhuma vitória. Os anos dourados estavam por vir: Em uma incrível sucessão de prêmios, Alda levou a estatueta de Melhor Ator em Comédia em quatro anos consecutivos: de 1980 a 1983, sendo que em 82, M*A*S*H ainda consagrou-se como Melhor Série de comédia do ano.

M*A*S*H foi a primeira série da história da exibir um episódio com a narrativa em tempo real. Escrito por Alan Alda, em 1978, o roteiro mostrava médicos realizando uma cirurgia em 20 minutos. No canto inferior da tela, um relógico cronometrava tudo.

Que venham as próximas…

Bem capaz que esta lista permaneça intacta por alguns bons anos enquanto não surgir uma nova Sex and the City, uma nova All in the Family ou uma nova M*A*S*H. A conferir.

Planilha

planilha

Criei uma planilha com os vencedores de todos os anos nas principais categorias do Globo de Ouro. Para consultar, clique aqui ou na imagem acima.

40 anos de Star Trek*

Matéria originalmente publicada na revista Seriados de TV.

No dia 8 de setembro de 1966 a rede norte-americana de televisão NBC deu sinal verde para a tripulação da nave estelar USS Enterprise levantar vôo. 40 anos depois, a missão ainda ocorre.

O impacto cultural da marca “Star Trek” vai muito além das telas de cinema e televisão. Em 40 anos de história, Star Trek emprestou seu nome para 4 séries de TV, 11 longas-metragens no cinema, 46 videogames, 7 role playing games, 3 máquinas de fliperama, 10 jogos de tabuleiro e 1 jogo de cartas. Isso tudo sem falar no universo expandido e todos os produtos não-oficiais criados por fãs.

A Criação

No dia 8 de setembro de 1966 a NBC levava ao ar o programa que viria ser a série de maior culto de todos os tempos – é por aí, sem controvérsias. Jornada nas Estrelas, ou Star Trek no original. O termo refere-se a um universo de ficção científica criado por Gene Roddenberry, e é um dos nomes mais influentes do século XX no que diz respeito a entretenimento sci-fi.

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Estrelada pelos memoráveis William Shatner (Kirk), Leonard Nimoy (Spock) e DeForest Kelley (Dr. McCoy), contava a história de uma tripulação representante da Federação dos Planetas Unidos (FPU) e suas aventuras onde nenhum homem jamais pisara. Em uma visão totalmente utópica do futuro – mais especificamente do século XXIII, e coloca totalmente nisso – os representantes da Federação encontravam-se em uma missão de cinco anos cujo objetivo era a exploração de novos mundos, formas de vida e civilizações.

Apesar de todo frisson que se causou em tono da estréia, seus níveis de audiência eram baixos e para o desespero dos fãs, houve uma ameaça de cancelamento no final do segundo ano. Depois de uma campanha de divulgação por parte dos trekkers, talvez ainda maior do que a NBC seria capaz de fazer – já que em nenhum momento conseguiu promover a série – uma terceira temporada foi encomendada. O programa passou a ser exibido às sextas-feiras, limbo em que até hoje nenhuma série com raras exceções – vide Arquivo X – consegue sobreviver. E então, novamente os índices de audiência foram insignificantes e no dia 3 de junho de 1969 foi decretado o fim de Star Trek.

Foi através das reprises, depois de sua curta vida, que a série alcançou seu apogeu. Por meio da divulgação boca-a-boca (o peer-to-peer atual) e do reconhecimento de sua originalidade por parte de outras emissoras que compraram os direitos de exibir reprises do programa, a série tornou-se um fenômeno. A repetição nesses canais só fez aumentar o número de fãs espalhados pelo mundo, afinal ela acabou sendo exibida em diversos países.

No Brasil, a série foi originalmente exibida pela extinta TV Excelsior no final da década de 1960 e posteriormente pela Rede Bandeirantes, sendo transmitida até os dias atuais, agora nas mãos do Universal Channel.

O Criador

O principal “culpado” pela criação das idéias e plots centrais de Star Trek foi um sujeito chamado Wesley Eugene Roddenberry, ou, Gene Roddenberry. Responsável pela produção, pelos roteiros e pela direção da série, o cara passou o começo da década de 1960, trancado em um quarto dando forma às suas idéias.

Com propostas talvez exageradamente inovadoras para a época, como um Primeiro Oficial mulher e um Oficial Cientista com orelhas pontudas e pele vermelha – originalmente proveniente de Marte – entraram em cena DC Fontana e Gene L. Coon, respectivamente sua secretária e um amigo próximo, que juntos de Roddenbery, criaram a USS Enterprise 1701 – também foi de Coon a concepção dos Kligons. Apesar de diversas opiniões positivas que enriqueceram o universo criado por Roddenberry, preferiu contrariar seus chegados e manter como Primeiro Oficial uma mulher, além de definir que a tripulação seria cinqüenta por cento feminina, outra atitude no mínimo ousada para a época.

O ano era 1964, e com um plot caprichado e todo um universo bem definido, era hora de vender seu peixe. E foi através do termo “western espacial” que Gene apresentava o piloto original – “The Cage” – para diversas emissoras televisivas, divulgando sua criação como uma versão futurista das histórias de bang-bang tão populares naqueles tempos.

Depois da recusa imediata da CBS que alegou procurar por um foco um pouco diferente, Roddenberry fez seu primeiro contato com a NBC que se recusou a produzir a série, alegando ser demasiada cerebral e ter pouca ação. Porém, confiantes no talento do criador e impressionados por sua originalidade, os executivos sugeriram que ele trabalhasse um pouco mais, revisse alguns conceitos e voltasse para apresentar um segundo episódio piloto. Um dia histórico. Nascia ali “Where No Man Has Gone Before”.

Spin-offs: As séries derivadas

Os spin off, ou séries derivadas, baseadas em outras séries já existentes, são mania hoje em dia. Tome Buffy e as franquias CSI e Law & Order como exemplo. Mas esta mania surgiu na verdade com a franquia de Roddenberry, que no acúmulo dos últimos 40 anos, é responsável por outras 4 séries de TV e uma animação dublada pelos mesmos atores da série original. São elas: The Animated Series, The Next Generation, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise.

The Animated Series

A série animada surgiu em 1973. No formato convencional de séries infantis, exibiu um total de 22 episódios (divididos em duas temporadas). Apresentava como principal chamariz, as vozes originais dos mesmos atores da série de 1966.

Apesar do nome famoso que levava, a série decepcionou. Mesmo com toda a liberdade que a animação concedia para as grandiosas paisagens, a qualidade do desenho era de gosto muito duvidosa – e ainda estamos sendo gentis -, fato atribuído principalmente ao baixíssimo orçamento.

Vale ressaltar que os acontecimentos do desenho não faziam parte da cronologia oficial do universo Trek, algo que na época, causou muito reboliço.

The Next Generation

Datada 90 anos após as primeiras missões da Enterprise original, inovou ao apresentar ao lado de uma nova tripulação, uma nova nave estelar: a Enterprise-D. Esta primeira franquia não-animada estreou em 1987 com um episódio duplo de duas horas de duração. Ao longo de sete temporadas, teve uma audiência respeitosa e trouxe ainda mais adeptos para a mitologia criada por Roddenberry.

A série divergiu consideravelmente da idéia original. O mais interesse neste primeiro “filhote”, fator de maior credibilidade, foi a inserção de novos personagens na mitologia, como por exemplo, o Capitão Jean-Luc-Picard, e o andróide Data, que durante as temporadas persegue insaciavelmente o objetivo de se aperfeiçoar e se tornar “mais humano”.

TNG foi a série que obteve maior audiência de todas as séries da franquia e foi a única a ser nomeada para o Emmy, tendo concorrido em 1994, em sua última temporada, na categoria Melhor Série de Drama.

Deep Space Nine

Apesar do final de The Next Generation ter acontecido em 1994, antes disso, no ano de 1993, mais uma série do universo criado por Roddenberry estreava na TV. Foi a primeira e última vez que duas séries baseadas em Star Trek foram ao ar paralelamente. Deep Space Nine foi a primeira e única série situada em uma estação espacial ao invés de uma espaçonave.

Debutou em janeiro de 93 e narrava os acontecimentos sucedidos na estação espacial que da o nome a série. A mesma se localizava perto de um “buraco de verme” – espécie de túnel no espaço-tempo – que permitia uma viagem imediata para o distante Quadrante Gama da galáxia, um dos quatro quadrantes da via-láctea. Devido a extraordinária localização, a estação acabava se tornando um importante centro de comércio do espaço, vital para a exploração do infinito universo.

A série teve seu fim decretado no dia 2 de junho de 1999, depois de sete temporadas ou 176 episódios.

Voyager

Lendária por ser a única série da franquia que apresenta uma nave comandada por uma mulher, a capitã Kathryn Janeway, a série teve um início frenético no ano de 1995 mostrando em seu primeiro episódio os eventos que se sucederam depois que a nave USS Voyager é misteriosamente transportada para o Quadrante Delta, a setenta e cinco mil anos-luz da Terra.

Tendo seus eventos datados basicamente na mesma época de Deep Space Nine, a série inovou ao excluir vários fatores e raças que até então eram considerados fundamentais em todas as franquias da série. Apesar do susto inicial, a ousada iniciativa possibilitou a criação de novas raças e novas tramas na mitologia da franquia fazendo com que Voyager também tivesse uma vida de sete temporadas.

Enterprise

O diferencial de Enterprise está no fato de ser um prelúdio das restantes e não uma seqüência. As aventuras do episódio piloto acontecem dez anos antes da fundação da FPU, entre os eventos mostrados no filme Primeiro Contato, e a série original.

O prelúdio, que foi ao ar entre 2001 e 2005, mostrava a exploração do espaço por uma tripulação capaz de ir mais longe e rápido que qualquer ser humano anterior. A equipe era comandada pelo capitão Jonathan Archer, sujeito impulsivo que junto de seus comandados, tinham de enfrentar pela primeira vez espécies pra lá de conhecidas por nós como os Borgs e Kligons.

Outro fator marcante era que como prelúdio, mostrava os Vulcanos como uma espécie militarmente agressiva e conseqüentemente, os fatos que os levaram à postura quase monástica conhecida das séries anterior e descrita na série original.

A série teve uma vida de quatro temporadas (duas delas graças aos fãs) tendo até um bom e promissor começo, mas foi perdendo audiência ao longo dos anos e acabou cancelada em fevereiro de 2005.

Da TV para o cinema

Contando com o último longa-metragem dirigido por JJ Abrams, foram exibidos 11 longas no cinema baseados na franquia de Roddenberry.

Estes filmes podem ser divididos em três categorias: os baseados na série original (O Filme, A Ira de Khan, À Procura de Spock, A Volta Para Casa, A Fronteira Final e A Terra Desconhecida), os baseados em diferentes franquias da série (Generations) e os baseados exclusivamente em The Next Generation (Primeiro Contato, Insurreição e Nêmesis).

“Star Trek: O Filme” foi inicialmente criado para chegar aos lares norte-americanos e não aos cinemas, a idéia era de uma segunda série planejada para a primavera daquele 1978. O título da franquia que nunca existiu seria “Phase Two”, e a idéia central era mostrar a tripulação original da Enterprise em uma nova missão de cinco anos.

“Um modo de vida, uma filosofia, uma obsessão”

Acredita-se que a franquia Star Trek tenha sido responsável pela motivação da criação de diversas tecnologias como computadores mais avançados, o notebook e os celulares. Star Trek também se destaca por ter trazido a discussão sobre teletransporte à sociedade científica.

O sucesso e reconhecimento pelo lado cientifico é tão grande que as cinzas de Gene Roddenberry, falecido em 1991, foram enviadas ao espaço em 1997 no que se pode chamar de primeiro “vôo espacial funerário” realizado pelo homem.

*43 anos, na verdade.

Dead Like Me – The Movie

Os norte-americanos e sua obsessão por transformar seriados em filmes. Isto acontece desde que a TV existe, é verdade, mas é possível contar nas mãos os trabalhos revelantes que foram derivados de seriados – nestes, incluo Beavis and Butt-Head Do America, Arquivo X – Fight the Future, Os Intocáveis e MASH, entre poucos outros. Dead Like Me – O Filme não é o caso.

Estrelada por Mandy Patinkin (”Chicago Hope”, “Criminal Minds”), “Dead Like Me” foi uma dramédia levada ao ar pelo canal a cabo Showtime no ano de 2003 e contava a história de Georgia “George” Lass, uma menina perdida em seus 18 anos: sem ambições, emprego, diploma, amigos. Joy – repara no nome -, mãe de George, a força a conseguir um emprego em uma agência de empregos temporários chamada Happy Time, que acaba por selar o destino da menina, uma vez que ao sair para sua primeira hora de almoço, é vítima fatal de um assento sanitário que cai de uma estação espacial.

Onde uma história de vida deveria acabar, é apenas onde começa. George descobre que foi escolhida para ser uma Ceifadora de Almas e após conhecer seus co-workers, sua nova vida e seu novo trabalho, começa a questionar sobre suas escolhas quando era viva. Em suma, Dead Like Me era uma série sobre a vida após a vida.

Por diversos motivos incluindo problemas contratuais e a venda da MGM para a Sony, “Dead Like Me” foi cancelada em 2004, após duas temporadas, deixando para fãs e críticos, aquela sensação de que poderia ter rendido muito mais – não há dúvidas quanto a isto.

Eis que cinco anos depois, é confirmado o boato que há muito rondava diversos sites e foruns sobre seriado: Dead Like Me se tornaria um filme. Nunca fui um destes entusiastas da idéia, mas o filme aconteceu. Pior: foi lançado com release direct-to-DVD e sem Mandy Patinkin, que não aceitou fazer o projeto – sábio. Sim, eu acredito que a série ainda tinha alguma coisa a dizer, mas não acredito que isto poderia ser feito através de um filme de oitenta minutos em DVD. Não é o formato ideal e ainda, considero a linguagem da série um pouco datada.

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E a verdade, é que para não dizer nada, pouquíssimas coisas funcionam no filme. A fita abre com uma narração similar a de George na series premiere da série: todo aquele lenga lenga sobre como Deus criou a morte e como a mesma fugiu, aquele lance do sapo e tudo mais. Mas já começamos com um porém: esta abertura é feita através de uma linguagem de quadrinhos, ou seja, vemos tudo isto em uma HQ que tem suas páginas viradas conforme Goerge vai narrando a história. Me desculpe, mas por quê? O que a temática quadrinhos tem a ver com “Dead Like Me” ou com a mitologia da série? Nada. Esta temática é usada e abusada durante o filme.

Outro grande problema é que o filme, que tem apenas uma hora e vinte, perde quase 10 minutos introduzindo as personagens, fato extremamente irritante. Ao contrário de filmes como Beavis and Butt-Head Do America, Arquivo X – Fight the Future, Os Intocáveis e MASH, fica claro que não é um filme apenas para fãs, para matarmos a saudade das personagens, e sim um produto voltado a conquistar novos adeptos. Por que motivo eu realmente não sei, considerando que a série tem ZERO chance de voltar ao ar e uma franquia cinematográfica é praticamente uma utopia – ainda bem.

O plot do filme é o seguinte: err… qual é o plot do filme? São tantos, ao mesmo tempo, que tudo é tão profundo como um pires. Temos o plot do desaparecimento de Rube, temos o plot de George se aproximando de Reggie, temos o plot de Reggie apaixonada por um menino em coma, temos o plot do sofrimento de Delores com os últimos dias de seu gato Murry, temos o plot de Joy (Cynthia Stevenson perfeita como sempre) se aventurando como autora de auto-ajuda e mediadora de grupos para pais que perderam filhos, e temos o plot da chegada de Cameron, o substituto de Rube.

O filme não tem um plot principal e com isto, todos se tornam bobos, supérfluos. Para que introduzir um novo chefe, se Cameron (interpretado por Henry Ian Cusick, o Desmond de “Lost”), aparece na tela por no máximo cinco minutos ou quatro cenas? E o que dizer de Crystal, recepcionista da Happy Time, uma das melhores personagens da série, que no filme, aparece em apenas UMA CENA sem ter ao menos UMA FALA? E qual foi da descaracterização do Mason? Na série ele era um loser, fracassado, que não conseguia se dar bem com mulher alguma. No filme, eis que ele se torna um garanhão e pega duas ao mesmo tempo.

Delores Herbig… and her big brown eyes continua incrível. Retomamos um dos plots do final da série, a doença de Murry, e ela proporciona as cenas mais engraçadas do filme. Roxy não muda muito também e continua badass. Já Daisy, que na série era magistralmente interpretada por Laura Harris, aqui é terrivelmente vivida por Sarah Wynter – que em uma coincidência bizarra, contracenou ao lado de Harris na segunda temporada de “24 Horas”. Se Harris não quis voltar, por que não deixar sua personagem quieta? Ou por que não introduzir uma nova interpretada para Wynter?

Ellen Muth continua incrível com aquela mesma cara de bunda e sexy ao mesmo tempo. O problema é que o plot de George se aproximando de Reggie simplesmente não cola. As duas se reencontram porque o namoradinho secreto de Reggie na escola é um atleta que sofre um acidente e entra em coma. E adivinhem? George é a responsável por recolher a alma do cara. Tudo no filme é forçado demais.

Impossível contar os erros deste filme, que já se desenhava uma bomba quando Bryan Fuller, produtor original da série, recusou-se a participar do mesmo. “Dead Like Me” foi uma série muito importante para o Showtime, ajudou a consolidar o canal a cabo no mapa, mas sua mitologia parece meio ultrapassada, para não dizer brega. “Dead Like Me – The Movie” é um exemplo de como algumas coisas enterradas, devem permanecer assim. Mas o que realmente assusta é que o filme acaba com um SUPER cliffhanger (gancho) que, dependendo das vendas do DVD, pode ocasionar uma continuação.

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Pedro Beck é jornalista, crítico e colunista de TV, redator, colecionador, roteirista e flamenguista.


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