A imprensa britânica pode ser dividida em duas: a imprensa britânica e imprensa britânica que escreve sobre música. Sobre a primeira, apesar de um pouco sensacionalista, faz o bê-á-bá do jornalismo como manda o figurino. Já a segunda, é digna de um aprofundamento.
Adjetivos controversos como sensacionalista e “pró-hype” parecem ser requisitos básicos para escrever sobre música na terra da rainha. Todas as semanas os jornalistas musicais elegem uma nova banda, um novo cantor ou uma nova cantora a “salvador da pátria”: aquele ou aquela que veio para nos libertar do marasmo, do limbo, do buraco negro em que se meteu o rock’n’roll. Citando o Titãs, resume-se: o que se busca todos os dias é “a melhor banda de todos os tempos da última semana”.

A nova coqueluche da cena pop inglesa não tem sequer um álbum lançado. Mas quem precisa de um quando meninas de 15 anos surgem para o mundo jogando meia dúzia de canções no MySpace? A banda The Ting Tings certamente não. Com apenas quatro canções o duo formado por Jules De Martino e Katie White apareceu para o mundo, para as pistas e para a mídia em 2006 após encerrar suas atividades na finada Dear Eskiimo – banda que fez relativo sucesso no underground inglês por alguns anos, mas nunca conseguiu por a cabeça fora d’água – e criar o TTT.
Estamos falando de um duo que só toca guitarra e bateria, o sobrenome da front woman é White, mas o Ting Tings não é o novo White Stripes. Nem soa como. O desempenho de Katie White no palco é um misto entre a loucura de Betty Ditto e voracidade da natureza enfurecida com New Orleans. Se as letras são consideradas simplórias, melosas, a sonoridade é literalmente um caso de “leve três e pague dois”: diferente de Jack e Meg, o Ting Tings não faz um rock cru e tem o auxílio de software de mixagem com diversos loops e sintetizadores.

Com a fama repentina veio o convite para participar do Glastonbury Festivals 2007, hoje o maior e mais importante festival de rock do mundo que acontece todos os anos – geralmente no mês de junho. E foi no palco “Introducing Stage” que a banda se consagrou, tornando popular seu segundo single: “Great DJ”, depois de ter um desempenho apenas razoável com a primeira música de trabalho: “That’s Not My Name”.
Passados alguns meses o Ting Tings possui diversos shows agendados por toda a Europa, um álbum (“We Started Nothing”) prontinho para sair do forno em maio, críticas positivas, críticos entusiastas em boa parte do mundo e memorável desempenho no SXSW Music Festival.
O single “Great DJ” já recebeu um remix de peso assinado pelo gênio mundial dos remixes, Calvin Harris, e Huw Stephens , DJ da Radio One, mais famosa rádio de rock do mundo, já profetizou: “o Ting Tings será a banda principal nos maiores festivais dos próximos anos.”
À conferir.
Será que alguém aí ainda lembra e precisa de Franz Ferdinand?



oi pê!
que texto bacana. acho que nunca tinha lido algo mais “corrido” , só aquele roteiro, sabe? adorei. aliás, eu gosto um tanto de Ting Tings e sinceramente não entendo como “thats not my name” não emplacou. “aaaaaare you calling me darling?”
acho ótima!
mais um blog para os meus favoritos!

agora lerei os outros posts.
Great DJ é viciante!!!!! depois de ler o post não consegui parar de ouvir em looping
cara
n consegui rodar o vídeo
deu erro aqui
n sei qual foi
mas n roda
vou procurar essa banda em todo caso
abraços
Hoje mesmo vim escutando Ting Tings na LOC da Sirius, foi a primeira vez. Pooorrtanto, nao sei se e super legal ou nao, e se vai durar ou nao, mas que grudou na cabeca isso com certeza. Mas legal ler um pouquinho mais por aqui e nao ter que procurar em outros lugares.