Archive for the 'Uncategorized' Category

Audiência TV americana – 02/11

O jogo 5 do World Series impressinou a todos e deu 17.1 milhões de telespectadores para a Fox e 5.3 pontos na demo qualificada 18-49. A audiência foi 33% maior do que o mesmo dia e horário há um ano atrás, e foi o Jogo 5 mais assistido e melhor qualificado desde 2003 (Yankees Vs. Marlins).

THE BIG BANG THEORY

Enquanto isso, a CBS voltou a exibir seus seriados depois de muitas reprises na semana passada. ‘How I Met Your Mother’ (8.8 milhões e 3.5 pontos), ‘Accidentally on Purpose’ (8.1 milhões e 3.1 pontos) ficaram estáveis. Já ‘Two And a Half Men’ (13.5 milhões e 4.4 pontos) e ‘The Big Bang Theory’ (12.7 milhões e 4.7 pontos) cairam 8% e 11%, respectivamente, assim como ‘CSI: Miami’ que fechou a noite com 9.4 milhões e 3.6 pontos.

A ABC exibiu ‘Dancing With the Stars’ (16.7 milhões e 3.4 pontos) e ‘Castle’ (9.4 milhões e 2.4 pontos). As duas séries tiveram quedas ligeiras.

Já a NBC, ah a NBC… ‘Heroes’ até que subiu um pouquinho, fechando em 6.2 milhões e 2.6 pontos. ‘Trauma’ foi bem depois de ter sido cancelada semana passada pela emissora. Fechou em 5.8 milhões e 1.9 ponto. Já ‘The Jay Leno Show’ caiu um pouco e atingiu novo recorde negativo nas noites de segunda-feira: 3.9 milhões e 1.2 ponto.

A CW exibiu ‘One Tree Hill’ (2.3 milhões e 1.1 ponto) em queda de 15%, e ‘Gossip Girl’ (2 milhões e 1.0 ponto), em queda preocupante de 17%.

ABC anuncia retorno de Scrubs

A ABC anunciou esta semana a data oficial do retorno de ‘Scrubs’. A comédia veterana voltará ao ar no dia 1 de dezembro às 21h, uma terça-feira. Após a season premiere, a série muda para as terças-feiras, no mesmo horário, onde a partir da semana seguinte terá ‘Better Off Ted’ como companhia.

scrubs

A nona temporada da comédia vem sendo chamada até aqui de ‘Scrubs 2.0′, já que o show deixa de ser ambientado em um hospital, ganha novos sets e personagens.

Audiência TV americana – 28/09

A noite era de expectativa por conta da series premiere de ‘Trauma’, nova série de ação da NBC sobre paramédicos. E a estréia foi decepcionante, ficando em último lugar no slot das 9pm e falhando em reter a audiência de ‘Heroes’, lead-in do programa. A volta de ‘Lie to Me’ e sua segunda temporada obteve números modestos.

trauma

A Fox ganhou a noite com ‘House’ em queda em relação a semana passada. 14.7 milhões de telespectadores e 5.8 pontos na demo qualificada 18-49: audiência 15% menor a da season premiere. ‘Lie to Me’ voltou com 7.7 milhões de telespectadores e 2.9 pontos na demo, perdendo 41% da audiência quando comparada a sua series premiere no começo do ano. Ainda assim, é uma audiência boa, e melhor que o retorno de ‘Prison Break’ na temporada passada, no mesmo horário.

Em segundo lugar, uma forte CBS com os segundos episódios de ‘Two And a Half Men’ (13.9 milhões de telespectadores e 4.8 pontos) e ‘The Big Bang Theory’ (13.3 milhões e 5.3 pontos). A segunda teve crescimento de 9% enfrentando ‘Trauma’ – semana passada enfrentou ‘Heroes’. Vale lembrar ainda outro dado importantíssimo: é a maior audiência da história do seriado nerd.

‘How I Met Your Mother’ se manteve firme mesmo sem Neil Patrick Harris que ficou fora do episódio devido as gravações do Emmy Awards. A série marcou 3.6 pontos e atingiu 8.7 milhões de telespectadores. Já ‘Accidentally on Purpose’ teve pequena queda de 6%, fechando o slot das 8pm com 8 milhões de telespectadores e 3.1 pontos na demo qualificada. ‘CSI: Miami’ fechou a noite da emissora com queda de 5%: 13.5 milhões e 4.1 pontos.

A ABC foi a terceira da noite mesmo com o episódio duplo de ‘Dancing With the Stars’ que abocanhou 3.7 pontos, atraindo 17 milhões de telespectadores. Apesar do número alto de pessoas assistindo, vale lembrar mais uma vez: o que realmente importa é a audiência qualificada, ou seja, pessoas de 18 a 49 anos. E nesta demo, o programa não foi bem e teve queda de 12%. ‘Castle’ voltou regular com 9.6 milhões de telespectadores e 2.3 pontos na demo: números suficientes para uma temporada completa, caso a série consiga se manter neste patamar.

Em quarto lugar, a NBC e o segundo episódio de ‘Heroes’: 5.7 milhões de telespectadores e 2.5 pontos – queda de 11%. Já ‘Trauma’, a estréia da noite, teve queda de 23% quando comparada a estréia de ‘My Own Worst Enemy’, no mesmo horário, há um ano atrás: 6.7 milhões de telespectadores e 2.2 pontos na demo. Além disso, a crítica pegou pesado com o seriado. Esta deve ser a única season premiere da série – que tem sim, chances de ganhar uma temporada completa. ‘The Jay Leno Show’ fechou a noite da emissora com 5.5 milhões e 1.7 pontos.

Em último lugar, a CW: ‘One Tree Hill’ fez 2.5 milhões de telespectadores e 1.1 ponto enquanto ‘Gossip Girl’ melhorou um pouco em relação a semana passada: 2.4 milhões e 1.2 ponto na demo.

The Good Wife e o fascínio pela humilhação pública

O prólogo de ‘The Good Wife’, novo drama da CBS, possui uma das melhores sequências da TV aberta nos últimos anos: Alicia e Peter Florrick, de mãos dadas, atrás de uma porta. Do outro lado desta porta, milhares de jornalistas esperam por uma coletiva de Peter (interpretado por Chris Noth, o Mr. Big de ‘Sex And the City’), político do estado de Illinois acusado de desviar dinheiro público e flagrado em câmera praticando sexo com prostitutas. A cena inteira tem como trilha sonora a batida violenta do coração de Alicia, magistralmente interpretada por Julianna Margulies, a boa esposa que dá título ao seriado.

thegoodwife

Com constantes revelações de escândalos políticos nos Estados Unidos, ‘The Good Wife’ não poderia ter vindo em melhor hora. Além de preencher um espaço vazio que outrora já foi de séries como ‘The West Wing’, ‘Spin City’ e até ‘Commander in Chief’, a série tem uma áurea “‘Damages’ para tv aberta”, ou seja, uma trama complexa mas com menos reviravoltas e sem flashbacks.

O piloto avança seis meses. Após a prisão de Peter, que sempre que possível alega inocência – pelo menos no que se refere as acusações de desvio de dinheiro público -, Alicia é obrigada a enfrentar o papel de chefe da família, retomando sua carreira de advogada, a qual não exercia há 13 anos, tempo dedicado exclusivamente aos filhos e ao marido. Ela é contratada por uma grande firma de advocacia, onde se torna uma associada-junior e sofre com os maltratos da única sócia do sexo feminino da firma: Diane, em ótima interpretação de Christine Baranski. Alicia é quase uma figura pública e sua chegada na firma se torna conversa de corredor, mas como diz Diane em determinado momento do piloto, apontando para uma foto sua com Hilary Clinton: “Se ela consegue, você consegue”.

A protagonista é logo designada para um caso praticamente perdido pela firma por falta de novas testemunhas a favor do acusado. Enquanto corre contra o tempo para provar que é capaz de dar um novo rumo ao julgamento, ela precisa se preocupar com o jovem Cary Agos (Matt Czuchry, o Logan de ‘Gilmore Girls’), outro novo associado-junior da firma, que disputa com ela um único cargo de sócio que será aberto pela firma alguns meses dalí, além de sofrer nas mãos de juízes e promotores, muitos deles inimigos de seu marido.

Fora do trabalho, Alicia ainda tem sua sogra que agora cuida de seus filhos (Grace e Zach) e a desilusão de Peter, que acredita que uma apelação de seu caso esteja muito próxima de acontecer. Ao mesmo tempo em que demonstra o mínimo de compaixão indo visitar seu marido na cadeia, a interpretação de Margulies passa a imagem de uma mulher segura, que sim, decidiu permanecer ao lado de seu marido, mas é tão fria e tão distante que sua raiva se torna clara ao dizer para Peter que está pouco se lixando para sua apelação, enquanto circula na Internet um vídeo dele chupando os dedos de uma prostituta.

O perigo de uma série como ‘The Good Wife’ é justamente sua superioridade intelectual perante ao básico da programação aberta. Mas os criadores, Robert e Michelle King (marido e mulher), parecem buscar um balanço pleno entre o drama serializado de uma mulher traida e humilhada, e a história de uma mulher com um novo emprego disposta a dar a volta por cima. ‘The Good Wife’ não possui um grande mistério que demorará toda uma temporada para se desvendar, o que ajuda a criar mais facilmente uma base de telespectadores – um público menos exigente que busca apenas entretenimento. O fato de ser um show com boa publicidade e ser exibido pela CBS ajuda muito, já que qualquer arroz com feijão na emissora, quando bem trabalhado, logo torna-se um hit.

Audiência TV americana – 23/09

WOW! A noite não poderia ter sido mais perfeita para a ABC que ganhou a noite estreando suas duas novas comédias: ‘Modern Family’ e ‘Cougar Town’. A primeira, protagonizada pelo veterano Ed O’Neill, estreou aos olhos do público com 4.3 pontos na demo 18-49 e seduziu 12.7 milhões de telespectadores. Já Cougar, nova comédia de Courteney Cox, atingiu 11.4 milhões de telespectadores, fazendo os mesmos 4.3 pontos na demo qualificada.

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As novas comédias cresceram 34% em relação a ‘Dancing With the Stars’ (14.9 milhões de telespectadores e apenas 3.2 pontos), programa exibido no slot anterior. Engraçado notar aqui, que tais números talvez teriam causado desespero na CBS, mas na ABC, canal que tem muita dificuldade em produzir comédias de sucesso, é definitivamente algo a se comemorar. É a maior audiência de um debut de segunda-feira desde que ‘Samantha Who’ estreou na emissora, dois anos atrás. Além disso, a audiência das comédias foi 30% maior que a de ‘Accidentally on Purpose’ e 13% maior que a de ‘Community’.

Agora, apesar da excelente audiência de ambos os programas, as críticas não poderiam ter sido mais opostas. Enquanto a crítica especializada chama Family de “a melhor comédia da fall season”, não há uma resenha favorável à Cougar. O jeito é esperar semana que vem e ver como a série de Cox fica na audiência.

No slot das 10pm, a premiere de ‘Eastwick’ atraiu 8.5 milhões de pessoas, fazendo 3.0 pontos na demo e perdendo 30% da audiência das comédias. Mas o número ainda é bom: 25% maior que a premiere de ‘Dirty Sexy Money’ ano passado.

A ABC e a CBS travaram batalha pelo primeiro lugar na demo qualificada (com vitória da ABC), mas a emissora com maior número de telespectadores foi a CBS, que exibiu o retorno de ‘The New Adventurous of Old Christine’, atraindo 7.7 milhões de telespectadores e marcando 2.3 pontos na demo, números parecidos com aos da premiere de ‘Gary Unmarried’, que fez 2.4 pontos na demo, abocanhando 7.3 milhões de telespectadores.

Já no slot seguinte, a premiere de ‘Criminal Minds’ voltou em queda de 11%: 15.4 milhões de telespectadores e 4.2 pontos na demo, enquanto ‘CSI: NY’ atraiu 14.6 milhões e marcou 4.0 pontos, mesma audiência de sua premiere no ano passado.

Já a Fox ficou em terceiro na noite com outro episódio de ‘So You Think You Can Dance’ (5,6 mihões de telespetadores e 2.5 pontos – números um pouco melhores que os da semana passada). ‘Glee’ teve queda de 6% atraindo apenas 6.6 milhões de telespectadores e 3.0 pontos na demo. Em outra emissora, a série estaria decretada ao fracasso. Por ser da Fox, já tem temporada completa de 22 episódios garantida.

Em quarto lugar na noite, a NBC estreou ‘Mercy’ que fz 2.3 pontos e atingiu 8.2 milhões de telespectadores, número 8% menor que o da premiere de ‘Knight rider’ ano passado. Já ‘Law & Order: SVU’ sofreu um grande baque com perdas de elenco e caiu 34%, fazendo 2.5 pontos e atraindo 8.4 milhões de telespectadores. No slot seguinte, o famigerado ‘The Jay Leno Show’ se manteve estável: 2.0 pontos e 6.4 milhões de telespectadores.

Em último lugar, adivinha? A The CW, que estreou o drama teen ‘Beautiful Life’, estrelado por Mischa Barton, com resultado pífio: 0.5 ponto na demo e apenas 1.1 milhão de telespectadores. Já ‘America’s Next Top Model’ fez melhor e foi visto por 2.8 milhões de telespectadores, fazendo 1.3 pontos na demo qualificada.

‘Nurse Jackie’, cheiro de hit

Depois de Sopranos e de vencer diversos prêmios por sua atuação como Carmela Soprano na série, qualquer coisa que venha com o nome de Edie Falco é de se parar para assistir. Principalmente quando o assunto em questão é uma nova produção da Showtime, o cabo norte-americano mais controverso do momento – que exibe outras séries politicamente incorretas como Weeds, Californication e Dexter.

nursejackie
Falco vive a personagem que da nome ao show, enfermeira que sofre problema crônico nas costas e busca o alívio através de drogas. Calma, as semelhanças com House terminam por aqui. Jackie é casada, tem duas filhas e é chefe de enfermagem do hospital em que trabalha. Todos os dias ela pega o metrô, enquanto sua chefe – diretora do hospital – e melhor amiga chega de taxi e salto alto Manolo Blahnik.

A série já causou polêmica nos Estados Unidos não só por mostrar uma funcionária de um hospital usando drogas, mas também por transar com médicos em troca de receitas, mostrar Jackie jogando uma orelha amputada de um paciente pela descarga, tirar a aliança todos os dias antes de entrar no trabalho, entre outros.

Nurse Jackie não só não deve nada para os grandes hits do canal, como já nasce com cheiro de sucesso. Engraçado, polêmico e com pequenos socos no estômago ao longo dos dois episódios disponíveis na Internet – apenas um já foi ar -, é de se esperar uma grande temporada do programa, que já estreou com o status de piloto mais assistido da história do canal, o que rendeu ao mesmo uma renovação precoce para uma segunda temporada.

A quinta temporada de ‘Weeds’

Recentemente, Mary-Louise Parker, a Nancy de Weeds, manifestou sem desejo em sair da série após o término desta quinta temporada. Mesmo com a chegada de Jennifer Jason Leigh, interpretando sua irmã Jill, seria uma perda irreparável para a produção. Em suma, Weeds não existe sem Parker.

A season premiere da quinta temporada confirma o que digo – todas as cenas em que a atriz está presente, são perfeitas.

weeds

Retomando do ponto em que terminou o último ano, vemos Nancy domada por Estaban, que exige não só um teste de paternindade, mas um que comprove que o bebê é um homem, pois só com o consumo destes fatos ele poupará a vida de Nancy.

Enquanto isso, o plot da Celia sendo sequestrada por Quinn, sua filha, é excelente. Rodolfo, namorado de Quinn, liga para todas as pessoas que Celia conhece, mas ninguém está disposto a pagar o resgate da melhor amiga de Nancy. Enquanto isso, Doug, Andy e Silas cogitam plantar maconha em uma floresta nacional.

Weeds sempre demora um pouco para engatar. Uns três ou quatro episódios, mas a quinta temporada começa bem, com sobreforça, depois de um quarto ano meio sonolento e plots entediantes como a loja de fachada que Nancy comandava.

Vamos ficar de olho e torcer para que ainda vejamos Parker em muitas temporadas de Weeds.

O fim de ‘Prison Break’

Ta aí uma série que apanhou muito pelo caminho. Prison Break estreou na Fox em agosto de 2005 para cobrir espaço aberto na programação do canal. Nenhum executivo dava nada por um programa que falava sobre um homem tentando tirar seu irmão da cadeia tatuando a planta da mesma em seu próprio corpo, mas a audiência correspondeu e, meio que as pressas, a emissora olhou com mais carinho para aquela série que viria a ter quatro temporadas. Prison encerrou sua jornada no mês passado.

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A primeira temporada da série foi impecável. Ainda que a demora para que as coisas acontecessem irritasse um pouco, é inegável que através de seus cliffhangers, a série soube rapidamente achar seu público, que lhe garantiu uma segunda temporada. Alguns dizem que apenas a primeira temporada se salva, mas discordo. Acredito que a segunda manteve um nível muito bom, apresentando ainda aquele que seria um dos principais personagens do show nas temporadas seguintes: Alex Mahone, muito bem interpretado por William Fitchner.

O terceiro ano é de se apagar. Impossível engolir as reviravoltas apresentadas, mas, de novo, fomos apresentamos a outro ótimo personagem: Gretchen Morgan, vilã que não deve nada as grandes vilãs da TV.

Com a queda de audiência desde o começo da segunda temporada era eminente que o futuro da série estava há poucos episódios de distância e acertadamente, a Fox resolveu encerrar a série de maneira correta. A saga de Michael Scofield precisava de um final, e as vezes, continuamos acompanhando um programa justamente para saber como ele terminará, mesmo depois da qualidade do mesmo se deteriorar.

E com uma temporada derradeira que iniciou bem, teve seus tombos no meio e terminou de forma sensacional, Prison Break dá adeus a televisão norte-americana e fica a certeza que a série será muito bem lembrada no futuro, como referência de série sobre prisão, caça humana e perseguição.

Alguns falaram mal de ‘Prison Break – The Final Break’, o filme feito após o fim da série, mas eu gostei. Fiquei feliz de saber que o Michael morreu para libertar Sarah e a cena final é uma das coisas mais bonitas que já vi em seriado, ainda que cliche:  dada toda a temática da série, é arrepiante acabar com Michael dizendo: “We are free!”.

Para quem não entendeu porque todo aquele lance de colocarem a Sarah na prisão com a Gretchen e a demora na construção de vários outros personagens, há um tempo atrás rolou um boato de que Prison Break deixaria um spinoff, que seria ambientado em uma prisão feminina. Mas a idéia foi descartada recentemente pelos executivos da Fox. Talvez esta tenha sido uma resposta dos produtores do show: “Nós poderíamos fazer algo bacana.”

Arrested Development

Em 2003, um sujeito chamado Mitchell Hurwitz criou o que seria a melhor série de comédia já existente. Não é apenas minha opinião, é senso comum. Você já viu AD? Espero que sim.

Ao longo de três temporadas, Arrested nos apresentou o dia a dia dos Bluth, uma família disfuncional que precisa a aprender a gastar menos depois que patriarca, George Bluth, é preso por corrupção.

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Os personagens são maravilhosamente construidos. Temos os quatro filhos: Michael, Lindsay, Gob e Buster. O primeiro, é o único “normal” da família, aquele que assumirá os negócios e tentará – na maioria das vezes em vão – manter todos unidos. Já Lindsay, é casada com Tobias, mas vive a procura novos romances fora de seu casamento. Gob, o primogênito, talvez o personagem mais engraçado da série, é um mágico ilusionista, recentemente expulso da Aliança dos Ilusionistas, que ele mesmo criou. E Buster, o filho mais novo, que sempre ficou debaixo das asas de sua mãe e por isso, não possui nenhum tipo de habilidade social e ocasionalmente, sofre ataques de pânico.

Lindsay é casada com Tobias. Se uma expressão denominasse Tobias, esta seria “never-nude”. Como diz o próprio narrador da série – que no caso é o Ron Howard, que além de narrar também é produtor executivo -, a expressão é exatamente o que você imaginou. Tobias não consegue ficar nu e por isso, quando deveria estar pelado, está com um mini shortinho jeans desfiado. Michael possui um filho: George Michael. E Lindsay e Tobias possuem uma filha: Maybe. Sim, o nome da menina é Maybe. George Michael é apaixonado por Maybe, sua prima.

Por fim, temos Lucille, uma espécie de Benjamin Linus das comédias. Ela é tão manipuladora que sempre consegue colocar seus filhos um contra o outro e desde pequeno, os convence de coisas absurdas como quando diz a Lindsay que não tem problema comprar uma garrafa de vinho e bebe-la logo de manhã, pois o vinho só se torna alcoolico, após anos guardado.

Apesar de cult, a série conseguiu chamar atenção na cultura pop criando e viralizando diversas cenas e situações que até hoje são muito lembradas em sites como YouTube. Uma delas, é a Chicken Dance, onde os membros da família faziam uma dança RIDÍCULA: http://migre.me/1RWX. Escrevendo “chicken dance” no YouTube, você acha diversas impressões diferentes de fãs da série. Outro vídeo memorável é o que apresenta o advogado da família Bob LobLaw, nome que quando falado rápido, soa como BlaBlaBla: http://migre.me/1RXh. Sem falar no show de truques ilusão de Gob: http://migre.me/1RXm.

Arrested nunca teve a audiência que merecia, mas em suas três anos, teve o apoio incondicional não só dos críticos, mas também da FOX, emissora que exibia a série e odiada por muita gente por ter tirado o programa do ar. Na época, mesmo com audiências pífias, a FOX fez o que pode e deu o suporte necessário para que três temporadas fossem ao ar. Arrested ganhou diversos prêmios, incluindo o de Melhor Comédia no Globo de Ouro e o prêmio “Futuro Clássico” da TV Land.

Há alguns anos corre a notícia de que a série teria sua versão cinematográfica. Pois semana passada, o site Zap2It lançou a informação de que as filmagens já estariam rolando na Madison Square, em Nova York. Porém, uma fonte do site afirma que a informação não é verdadeira e que o roteiro do filme, ainda nem foi finalizado. Mas uma coisa é fato: o filme VAI acontecer.

Vá atrás da série, você vai me agradecer. E para os que já viram, revejam! Eu revejo todo ano e faz bem para a alma!

O piloto de ‘Glee’

Eu estava com a faca nos dentes, pronto para falar mal de ‘Glee’. Muitas coisas me desagradam no piloto, mas ao término dele, a sensação é de que se bem trabalhada, a série tem sim bastante potencial, como escrevi na coluna da semana passada.

Engraçado é que o piloto tem uma atmosfera de cinema indie norte-americano. O argumento não parece sustentar uma série, várias temporadas. E por Ryan Murphy (Nip/Tuck) estar por trás, fico ainda mais desconfiado. Nip/Tuck é uma novela travestida de seriado que ao não saber que rumo seguir, decide por apenas chocar quem assiste.

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‘Glee’ é uma mistura de filmes escolares como Eleição com High School Musical. Não dá para fugir do óbvio aqui, é isso mesmo. O grande problema é o elenco e o excesso de estereótipos – a negra que fala Y’ALL, o viadinho que se veste de Marc Jacobs, o atleta popular que no fundo é boa praça e a professora das cheerleaders com aquela postura dyke. Mas talvez seja aí, que a série consiga achar sua audiência, atraindo fãs das séries de adolescente da Disney, American Idol e outros seriados teens.

Ao término do piloto, a sensação é de que ‘Glee’ pode sim dar certo, ainda mais se levarmos em consideração que os shows teens de qualidade estão em baixa – sem falar que a próxima temporada de One Tree Hill, o melhor show teen no ar, deve ser a última.

E Fox, ainda há tempo para substituir Matthew Morrison, o professor Will, totalmente sem carisma aqui.

Beckstage #1

Coluna originalmente publicidada na Revista Paradoxo.

Terminator / Dollhouse

Realmente não sei o que dizer da renovação de ‘Dollhouse’ e o cancelamento de ‘Terminator: The Sarah Connor Chronicles’. As séries praticamente empatavam em todas as demos, tinham a mesma audiência quase toda semana, mas como uma diferença: a primeira é péssima enquanto a segunda, se tratando de TV aberta, era uma pequena jóia.

A Fox, entre outros motivos, alegou esgotamento criativo. Patético. Enquanto isso, os executivos da emissora renovam Dollhouse alegando que Joss Whedon tem um público muito fiel. A minha dúvida é: desde que TV é TV, para sobreviver, é preciso ter anunciantes. Para ter anunciantes, é preciso ter audiência. Quem sabe em um futuro próximo, exibições via streaming e downloads legais e ilegais contem, mas atualmente, ainda não conta. Sendo assim, onde está esta base de fãs fieis, seguidores de Whedon?

Prometo não falar mais deste assunto.

Criminal Minds

Achei a season de ‘Criminal Minds’ impecável, mas a finale, apesar de dupla e tudo mais, é muito fraca. OK, a decisão de exibir uma season finale dupla, em termos de audiência, foi acertada, não questiono isso. Mas o plot do episódio foi um dos mais fracos da temporada. E vamos combinar, este lenga lenga de terminar temporada de cop show com alguém levando um tiro já cansou. A série volta e o personagem, quando muito, está no hospital e sobrevive.

24 Horas

Ninguém merece Sprague Grayden em 24. Péssima em John Doe, Six Feet Under, Weeds, Over There, Joan of Arcadia, Sons of Anarchy e péssima em 24.

Agora, impressionante é como em todas as temproadas de 24 Horas, por trás de um grande ditador negro, sempre há um terrorista doméstico. Mesma fórmula over and over again. E, mesmo assim, admiro a capacidade dos produtores de levarem o show tão longe, ainda que a audiência não responda mais com tanto fervor.

Serião. A Kim Bauer deve ter jogado muita pedra na cruz, há sete anos que ela só atrai maluco, assassino, sequestrador, psychos de todos os tipos. Por mais gostosa que ela seja, se batasse aqui em casa, eu saia correndo.

A próxima temporada do seriado terá um novo cenário de fundo. Nova York substitui Los Angeles/Washington. O oitavo ano tem tudo para ser muito bom, ainda mais depois do boatos de que seria o último pior dia da vida de Jack Bauer.

Quanto a temporada, não achei TÃO boa igual falaram por aí. A Presidente Talor é muito fraca, pior é saber que ela volta para a próxima temporada. Outra coisa que me desagradou bastante foi a última cena da season finale. Sem sal. Pensar que 24 Horas já teve cliffhangers como Mia Kirshner tentando assassinar o Presidente Palmer.

Glee

A audiência da pré-estréia de ‘Glee’ foi boa. Foi acertada a decisão da Fox de levar ao ar o piloto agora e ter um feedback inicial não só de burburinho e crítica, mas de audiência. Glee, se bem trabalhada, tem tudo para se tornar o próximo hit da Fox.

Supernatural

Sensacional a season finale de ‘Supernatural’. O cliffhanger é previsível, mas o episódio em si é maravilhoso. Palmas para toda a temporada, sem dúvida a melhor. Quanto mais sombrio o show se torna, mais qualidade vemos nos episódios. Sem falar que este foi, foi o que mais vimos episódios mitológicos e o que menos vimos monsters of the week, o que sempre valoriza a série.

Melhor ainda é saber que o Misha Collins, o anjo Castiel, entra para o elenco regular na próxima temporada – que aliás, em minha opinião, deveria ser a última. Não só porque sou a favor de seriados com ciclos de cinco temporadas, mas porque acredito que a jornada dos irmãos Winchester deveria ter um fim anunciado e não esbarrar em um eventual cancelamento por parte da CW.

Lost

Não sou um fã entusiasta e incondiconal de Lost. Sou um admirador. Não acredito nos produtores quando dizem que desde o episódio piloto já tinham em mente o desenrolar de TODA a série. Aliás, quem acredita nisso?

Achei a quinta temporada boa. Só boa. É melhor que a terceira e a quarta, mas muito inferior a primeira e a segunda. Alguns personagens fazem a diferença, Faraday deu super certo, é verdade, outros ainda não vimos tudo que eles podem dar, caso de Miles – que, sem dúvida, terá um papel IMPORTANTÍSSIMO na temporada derradeira que se aproxima.

Quanto a season finale, é PÉSSIMA. Se eu quisesse brincar de escolhas e andar de lá pra cá, jogaria Doom. Incompreensível os personagens mudarem tanto suas motivações e opiniões.

Mas há de se fazer algumas ressalvas:

Fala-se muito mal do Jack, mas para mim, ele é um personagem fascinante e observar como, aos poucos, ele abandona a ciência e abraça a fé é de parar, levantar e aplaudir a construção do personagem.

Outra. A cena inicial da season finale É MEMORÁVEL, FABULOSA. Talvez a melhor coisa que tenha visto em Lost. Pensar nas implicâncias daquela cena é de explodir a mente.

No fim, após o término da série, Lost será lembrada como a primeira grande série do século XXI a ter um culto igual ao maior que o de Arquivo X. Mas também será lembrada  como a série que, por seis temporadas, construiu o que poderia ter sido exibidido em três. Parte culpa dos produtores, mas a grande culpa aqui é da ABC, claro, que visa potencializar ao máximo seus shows – basta ver o limbo criativo no qual Desperate Housewives se meteu após seu primeiro ano.

Fringe

Alguns falam muito mal de Fringe. Não bastasse carregar o rótulo de “novo Arquivo X”, é uma criação de JJ Abrams, criador de Felicity, Alias e Lost.

Para mim, é uma das melhores séries da temporada. Não acho que o show demore para ficar bom, igual dizem por aí. Acho que demora para achar seu caminho, sua trama, sua mitologia. E esta demora é justificável quando colocamos a temporada na balança e vemos os 20 episódios entregues. Fringe tem audiência, anunciantes, ótimos roteiros, um bom cast e, principalmente, uma ótima protagonista.

Tenho certeza que o caminho é longo para esta série – e assim torço, sou fã.

Quanto a season finale,  os últimos cinco minutos são sensacionais, o cliffhanger então… de cair o queixo – ainda que bastante apelativo. Mas o episódio como um todo, foi meia boca.

30 Rock

Sensacional a season finale de 30 Rock. Todas as participações especiais foram ótimas e colocar o Clay Aiken para ser primo do Kenneth foi GENIAL. You go, Tina Fey! A temporada em si teve seus altos e baixos, nem sempre participações mais que especiais seguram as pontas, exemplo de Steve Martin e Jennifer Aniston. Outras, como a de Oprah, foram ridículas de tão engraçadas.

Para a próxima temporada, alguém podia transformar o Dr. Leo Spaceman em regular. O personagem é PERFEITO!
Que tal uma compilação com TODAS as falas do Tracy Jordan desta temporada? http://migre.me/1jWC

That’s a deal-breaker, ladies!

***

Dexter

A quarta temporada de Dexter já tem data oficial de retorno:  27 de setembro. Outra boa notícia envolvendo a série, é que Keith Carradine voltará para viver novamente o agente Frank Landis.

My Name is Earl

Earl tinha uma pequena chance de sobreviver depois do cancelamento da série pela NBC. Ethan Suplee, o Randy, anunciou via Twitter que o programa está oficialmente cancelado depois de 96 episódios. O mais triste aqui é uma série tão bacana ficar sem um gran finale. Merecia.

24 Horas

Freddie Prinze Jr, casado com Sarah Michelle Gellar e astro dos filmes do Scooby-Doo, está confirmado no oitavo (e último?) dia mais difícil da vida de Jack Bauer – que terá sua  season premiere em 17 de janeiro de 2010.

Mad Men

A boa notícia é que a série, que anteriormente só voltaria em 2010, volta em agosto. A má notícia? Por causa da crise, a AMC pediu que todos os episódios da série tenham dois minutos a menos, assim a emissora pode colocar mais um comercial durante a transmissão do programa. Pode parecer pouco pra você, mas são 26 minutos a menos da melhor série no ar atualmente.

Fall TV pilots 2009

Dramas serializados e story lines complexos perdem cada vez mais espaço na audiência dos principais canais abertos norte-americanos. É difícil acompanhar um programa serializado, com diversos cliffhangers e afins, por isso, todas as emissoras querem um ‘The Mentalist’ para a próxima temporada, não um ‘Lost’ ou ‘Heroes’.

Para a próxima fall season, NBC, ABC, CBS e FOX não cansam de encomendar produções de pilotos que abordam o cotidiano de médicos, policiais e advogados, ou remakes de séries e filmes de outrora.

Portanto, fiz uma lista dos pilotos que estou mais ansioso para assistir: menos pelo o que pode ser visto até agora – quase nada -, mais pelos produtores, criadores, atores e plots por trás do projeto.

nbc

Projeto: Mercy
Produtor: Liz Heldens (‘Friday Night Lights’)
Gênero: Dramédia
Plot: Dramédia sobre a vida pessoal e profissional de três amigas enfermeiras de um hospital.

Por que assistir: Liz Heldens escreveu alguns de meus episódios favoritos de ‘Friday Night Lights’.

Projeto: Legally Mad
Produtor: David E. Kelley (‘Boston Legal’)
Gênero: Drama
Plot: Pai e filha com family issues trabalhando no mesmo escritório de advocacia.

Por que assistir: Com o fim de ‘Boston Legal’, este será o único drama de David E. Kelley no ar. Mais o grande motivo da ansiedade, é presença de Kristin Chenoweth (Pushing Daisies) no elenco.

Projeto: Lost and Found
Produtor: Dick Wolf (‘Law & Order’)
Gênero: Policial
Plot: Tessa é uma detetive da polícia de L.A. que usa métodos não-ortodoxos para identificar suas vítimas e suspeitos. Ela é designada para esta função pouco prestigiada depois de “bater cabeça” com seus superiores. Sua mesa de trabalha fica em um porão.

Por que assistir: A série é criada por Dick Wolf e estrelada por Katee Sackhoff (‘Battlestar Galactica’). Sackhoff também foi a única coisa bacana do remake de ‘Bionic Woman’. E convenhamos, série policial é o que há!

Projeto: Southland
Produtor: John Wells (‘ER’)
Gênero: Policial
Plot: Drama ambientado em L.A. sobre o dia a dia de policiais, criminosos, vítimas e suas famílias.

Por que assistir: Elenco super bacana: Michael McGrady, Michael Cudlitz, Benjamin McKenzie e Regina Kings. Outro promising cop show.

abc

Projeto: Brothers & Detectives
Produtor: Daniel Cerone (‘Dexter’)
Gênero: Policial
Plot: Após a morte do pai, detetive sem prestígio descobre que tem um irmão gênio de 11 anos de idade que passa a ajuda-lo a solucionar crimes.

Por que assistir: Realmente, isso parece uma bomba. Só coloquei na lista porque foi escrito e terá produção executiva do mesmo produtor de ‘Dexter’. O projeto é uma releitura de um drama argentino exibido na Telefe, canal aberto por lá.

Projeto: Eastwick
Produtor: Maggie Friedman (‘Jack & Bobby’)
Gênero: Comédia / Sci-Fi
Plot: Baseada no filme de 1987, a série conta a história de três mulheres modernas que após um estranho acontecimento, descobrem ter poderes mágicos.

Por que assistir: Honestamente, é outra que não eu colocaria a mão no fogo. Mas quando eu leio o nome ‘Jack & Bobby’, tudo muda.

Projeto: Happy Town
Produtor: Josh Appelbaum, Andre Nemec, Scott Rosenberg (‘October Road’)
Gênero: Crime
Plot: História de um pequeno vilarejo chamado Happy Town após o acontecimento de um grande crime.

Por que assistir: Ser criador/produto de ‘October Road’ não me diz nada, mas ser uma releitura de ‘Twin Peaks’ diz tudo. E é isto que os produtores dizem sobre a série. Como disse o Davi Garcia do Dude News, com Lynch não se brinca. Vamos ver o que sai daqui. Piloto de duas horas de duração.

Projeto: Flash Forward
Produtor: Daivd Goyer, Brannon Braga (‘Threshold’)
Gênero: Sci-Fi
Plot: Todas as pessoas do mundo apagam por dois minutos e têm visões de seu futuro. O caos se instala.

Por que assistir: Pode ser que seja muito trash ou muito boa, mas o argumento pelo menos é original. O lance é ver se há fôlego para mais de uma temporada. Provavelmente não.

Projeto: Inside the Box
Produtor: Shonda Rhimes (‘Grey’s Anatomy’)
Gênero: Drama
Plot: O dia a dia de repórteres de uma agência de notícias em Washington.

Por que assistir: O nome Shonda Rhimes me desanima. Mas todo o resto me apetece.

Projeto: Untitled Dave Hemingson
Produtor: Dave Hemingson (‘How I Met Your Mother’)
Gênero: Dramédia
Plot: Jovem boa pinta consegue emprego de advogado em uma poderosa firma de entretenimento em L.A.

Por que assistir: Um dos melhores argumentos da fall season. ‘Entourage’ meets ‘Melrose Place’ meets ‘L.A. Law’. Parece divertida e ‘How I Met Your Mother’ é um ótimo cartão de visitas.

Projeto: V
Produtor: Scott Peters (‘The 4400′)
Gênero: Sci-Fi
Plot: Baseada na clássica mini série de 1983, conta a história da resistência humana contra alienígenas-lagartos.

Por que assistir: Sempre fui contra uma releitura de ‘V’, mas se é para acontecer, Scott Peters é um bom nome para ser o showrunner. E quem não gosta de uma invasão alienígena?

cbs

Projeto: House Rules
Produtor: Michael Seitzman, Mark Gordon (‘North Country’, ‘Grey’s Anatomy’)
Gênero: Drama
Plot: Congressistas iniciando suas carreiras em Washington.

Por que assistir: Realmente não sei. Mas pode ser bacana. Faz tempo que as emissoras tentam emplacar alguma série bacana que se passe em Washington.

Projeto: Back
Produtor:
?
Gênero:
Drama
Plot:
Um homem volta para casa e descobre que ele é considerado desaparecido pelos últimos oito anos, desde o 11 de setembro. Ele então tenta se reconectar com sua família e com o mundo.

Por que assistir: O argumento parece bom demais para a TV aberta. Curioso para entender melhor como a série vai se desenvolver.

fox

Projeto: Masterwork
Produtor: Paul Scheuring (‘Prison Break’)
Gênero: Aventura
Plot: Uma equipe tem como função viajar o mundo e recuperar artefatos e obras preciosas. Alguma coisa nos moldes de ‘National Treasure’ e ‘Código Da Vinci’.

Por que assistir: Só porque é do Paul Scheuring, pois tem cara de ser uma bomba.

Projeto: Maggie Hill
Produtor: Ian Biederman (‘Shark’)
Gênero: Drama
Plot: Todo gênio tem seus problemas. Maggie Hill é uma cardiologista brilhante, mas também sofre de esquizofrenia.

Por que assistir: Médica e louca… House de saia?

Projeto: Virtuality
Produtor: Ron Moore (‘Battlestar Galactica’)
Gênero: Sci-Fi
Plot: Drama de ficção-científica que se passa em dois mundos diferentes: no espaço e em mundo virtual sem limites (?).

Por que assistir: Preciso dar uma chance para um plot tão bizarro quanto este, e por ser um projeto do Ron Moore. Mas as coisas não parecem boas, considerando que a FOX pediu uma segunda versão do piloto.

E você? Quais destas você mais está ansioso para assistir? Deixei alguma de fora injustamente?

Roy Lichtenstein

O que exatamente torna Roy tão diferente, tão atraente?

Vida e obra do pintor norte-americano que valorizou os clichês das histórias em quadrinho como forma de arte

* Artigo escrito em colaboração com a jornalista Paula Manzo

A importância de Max Horkheimer e Theodor Adorno, famosos filósofos e sociólogos alemães, é de extrema relevância para o Pop Art. Juntos, nos anos 20, cunharam o termo “indústria cultural”, fundamental para um debate que estava por vir: a oposição entre a alta cultura e a baixa cultura. Ambos acreditam que o consumo em excesso era uma forte característica do século XX e consequentemente da “sociedade de massa”, e que ao nomear a cultura, já se estabelecia um rebaixamento de nível.

1960 adentro. A cena artística exige cada vez mais a incorporação de histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema na cultura de massa, cultura pop. Ganha vida a Pop Art, criada na Inglaterra e previamente intitulado de Independent Group (ou Grupo Independente, em tradução livre). A obra “O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes?” é a primeira do movimento a ganhar notoriedade. A obra é assinada por Richard Hamilton, pintor britânico, que se junta a Eduardo Luigi Paolozzi, Richard Smith e Peter Blake entre os principais expoentes britânicos do movimento.

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Os artistas se beneficiam inicialmente das mudanças tecnológicas que acontecem ao redor do mundo. O leque de possibilidades e formas de trabalho no Pop-art é infinitamente maior quando comparado a outros movimentos antiquados.

O trilho que colocou os Estados Unidos na linha do trem da Pop-Art foi o deslumbramento que a Inglaterra possuía ao olhar para o país americano. Era pós-guerra na terra da rainha e os ingleses vislumbravam prosperidade econômica baseada no “american way of life”. Com isto, dois nomes surgem com força como percussores do movimento na América: Andy Warhol e Roy Lichtenstein.

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Responsável por criar diversos mitos e imagens marcantes, Warhol contribuiu com a “glamouralização” de ícones da cultura norte-americana como Marilyn Monroe, Elvis Presley, Liz Taylor e Marlon Brando. Também são de sua autoria embalagens eternizadas e para sempre guardadas em nossa lembrança como referências principais do pop arte, entre elas, os rótulos das garrafas de Coca-cola e os rótulos das latas de sopa Campbell.

Já o também nova-iorquino Lichtenstein contribui para a Pop Art valorizando os clichês das histórias em quadrinhos em forma de arte, inserido dentro de um movimento que buscava criticar a cultura de massa, tornando-a objeto da arte. O consumo em excesso gerava a desvalorização de conteúdo e conseqüente “vazio”, em estruturas que não comportavam qualquer mensagem, além do próprio consumismo desenfreado. Talvez seja esta a maior contribuição deste período: a tentativa de desmistificar o valor do produto, a necessidade de sua existência e seu significado enquanto valor de consumo na cultura pop.

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Seu interesse pelas histórias em quadrinhos começa com uma pintura do ícone Mickey Mouse, – personagem criado por Walter Disney -, realizado em 1960 para o agrado dos filhos. Seus quadros feitos a óleo e tinta acrílica, em tons fortes, brilhantes, planos, delineados por um traço negro, reproduziam os procedimentos gráficos com fidelidade, ampliando as características dos cartoons.

Técnicas de pontilhismo simulavam pontos reticulados das pequenas histórias, sempre de grande impacto visual, resultando na linguagem uma combinação de arte comercial e abstração. Quadros que reproduzem uma reflexão sobre linguagem e formas artísticas, desvinculados do contexto de uma história, viram símbolos ambíguos do mundo moderno, industrializado.

Mas afinal, tem sentido a arte contemporânea?

Assim como qualquer outra manifestação artística, dependente dos olhos de quem a vê, interpreta e utiliza para si como conceito, não se pode tentar dar sentido a qualquer forma de expressão, mas pode-se, ainda assim, identificar suas origens e objetivos, enquanto existentes, como descrito nas letras anteriores deste.

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Deste Duchamp, artista que criava pinturas de inspiração impressionista, expressionista e cubista, criador do “readymade” – transporte de elemento da vida cotidiano, a princípio não reconhecido como artístico, para o campo das artes – a expressão passa a incorporar materiais de uso comum às suas esculturas, não as trabalhando artisticamente, mas considerando prontas a serem exibidas como obra de arte.

A simples mudança de um vaso sanitário de posição causa uma interrogação acerca de suas possibilidades enquanto arte e questionamento. O Pop Art revê estes conceitos, mesmo não ligados inerentemente, pois Duchamp explora, ao abandonar a Europa para viver em Nova York, questões da utilização e desconfiança sobre os objetos a serem vistos sobre outro ângulo, também tomando como partida o sentido de quem vê e toma para si as dúvidas artísticas: “Eu mesmo poderia fazer aquilo”, é um pensamento comum.

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Mas entre o fazer e o que há necessidade de ser mostrado, passam interrogações tanto nos movimentos anteriores, como no Pop Art de Lichtenstein. Algumas décadas depois, a obra do pintor não só continua relevante, mas serve como referência para outros movimentos e artistas – não necessariamente ligados ao Pop Art. Entre os anos de 1997 e 1998, a banda irlandesa U2 fez um tour mundial para promover, na época, seu último trabalho: o álbum “Pop”. O nome do tour em questão era “PopMart”.


Culpado

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Pedro Beck é jornalista por formação, publicitário por opção, crítico e colunista de TV, redator, colecionador, roteirista e flamenguista.


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