Posts Tagged 'hbo'
Novo ator no elenco de True Blood
Published December 1, 2009 True Blood 1 CommentTags: FOX, hbo, Marshall Allman, Prison Break, True Blood
TRAILER: A quarta temporada de Big Love
Published December 1, 2009 Big Love , Vídeos Leave a CommentTags: Big Love, hbo, Interpol, Untitled
Aqui vai um trailer quentinho promovendo o quarto ano do drama ‘Big Love’, exibido na HBO.
A música do trailer é ‘Untitled’, do Interpol.
Finale de Curb é a mais vista em cinco anos
Published November 24, 2009 Curb Your Enthusiasm Leave a CommentTags: audiência tv a cabo, Curb Your Enthusiasm, hbo, HBO On Demand, Seinfeld
A season finale da sétima temporada de ‘Curb Your Enthusiasm’, que reuniu todo o elenco de ‘Seinfeld’ novamente, foi o episódio mais visto da série nos últimos cinco anos.
Cerca de dois milhões de pessoas assistiraram ao episódio no domingo a noite. O número é 24% maior quando comparado a season finale do sexto ano da série, em 2007.
Se somarmos exibições na TV, as reprises por DVR e as exibições no HBO On Demand (streaming), ‘Curb’ fecha a temporada com uma média de 5.1 milhões de telespectadores, audiência 36% maior que a da temporada passada.
TRAILER: HBO estreia The Pacific
Published November 17, 2009 The Pacific , Vídeos Leave a CommentTags: hbo, The Pacific
Nova minissérie da HBO sobre sobre três fuzileiros do exército norte-americano:
Vai ao ar esta semana na emissora.
HBO renova In Treatment
Published October 23, 2009 Renovação , in treatment Leave a CommentTags: hbo, in treatment
É oficial!
Depois de meses de silêncio e especulações, a HBO finalmente se pronunciou: ‘In Treatment’ acaba de ser renovada para uma terceira temporada.

A produção do terceiro ano está marcada para começar no primeiro semestre de 2010. Ainda não há notícias sobre o elenco e a volta de personagens.
Big Love retorna em janeiro na HBO
Published October 16, 2009 Big Love Leave a CommentTags: Big Love, hbo, Sissy Spacek
A HBO anunciou que a quarta temporada do drama ‘Big Love’ estreia dia 10 de janeiro na emissora a cabo. A última temporada também começou a ser exibida em janeiro.

A grande novidade em relação ao retorno da série é a presença da atriz Sissy Spacek, que foi integrada ao elenco fixo do show. Sua participação começa no terceiro episódio.
Spacek foi indicada seis vezes ao Oscar de Melhor Atriz e levou a estatueta duas vezes para casa.
HBO renova Bored to Death
Published October 7, 2009 Bored to Death , Renovação , audiência Leave a CommentTags: Bored to Death, Curb Your Enthusiasm, hbo
A HBO renovou esta semana a comédia ‘Bored to Death’ para uma segunda temporada. A decisão é uma estratégia recente das emissoras de TV a cabo, enviando subliminarmente uma mensagens aos fãs: “pode se viciar nesta série preocupações, ela não será cancelada”.

Exibida após ‘Curb Your Enthusiasm’, a novata foi renovada com apenas três episódios exibidos, mas seu grande feito foi ter conquistado 4.1 milhões de telespectadores em seu primeiro episódio.
Elenco de Seinfeld dá recorde de audiência para Curb Your Entushiasm
Published October 6, 2009 Curb Your Enthusiasm , Participações , TV 1 CommentTags: Curb Your Entushiasm, hbo, Jason Alexander, Jerry Seinfeld, Julia Louis-Dreyfus, Larry David, Michael Richards, nbc, Seinfeld
O retorno da turma de ‘Seinfeld’ foi sensacional para ‘Curb Your Entushiasm’ da HBO. O episódio em que reuniu novamente Seinfeld (Jerry Seinfeld), Elaine (Julia Louis-Dreyfus), George (Jason Alexander), Kramer (Michael Richards) e Larry David foi visto por 1.6 milhão de telespectadores, a maior audiência da história da série do canal a cabo.

Adicione aí a audiência da reprise, o episódio terá sido visto por 2.6 milhões de telespectadores, sedentes para acompanhar novamente as aventuras da gangue da NBC.
Mad Men – Terceira temporada
Published August 28, 2009 TV 4 CommentsTags: 1960, 60's, amc, breaking bad, don draper, elizabeth moss, hbo, its hbover, its not tv, january jones, john slattery, jon hamm, ken cosgrove, kennedy, mad men, matthew weiner, o prisoneiro, out of town, pete campbell, sal romano, season 3, season premiere, sopranos, sterling cooper, terceira temporada, terceiro ano, the prisoner
Mad Men, é uma série inovadora – na abordagem, não na estética – criada por Matthew Weiner, roteirista de Sopranos. É a série que colocou o canal a cabo AMC na rota dos canais de seriado. Parte da “culpa” é da HBO, que recusou o projeto quando Weiner bateu à porta da emissora e até hoje a emissora se nega a falar sobre este ocorrido. Mas aí são outros 500, quem entende de TV sabe que estes são dias sombrios para a HBO e a ladeira é muito íngrime. Como dizem por aí: “It’s not TV, it’s HBover”.
Já o pequenino canal a cabo AMC nunca foi gente grande e da noite para o dia viu-se com a melhor série da televisão em suas mãos. Sua programação sempre foi pífia, repleta de filmes, talk shows e reruns. Agora, começa investir pesado nos chamados “programas originais”, ou seja, criados pela emissora. Entre eles, outras duas séries merecem atenção: Breaking Bad e o remake da clássica, cult, incrível, divisora de águas e tudo mais de bom que você puder pensar, The Prisoner (O Prisioneiro), aqui, no formato minissérie. Um adendo a isto tudo é a audiência de Mad Men, que triplicou em dois anos: enquanto a series premiere foi assistida por 915 mil telespectadores, a estréia da segunda temporada teve 2 milhões de telespectadores e a estréia da terceira, no último dia 16, abocanhou 2,8 milhões de telespectadores.

Muitos são os fatores responsáveis pelo sucesso da série: assim como James Gandolfini em Sopranos, Jon Hamm parece ter nascido para interpretar Don Draper. O resto do elenco também é primoroso, com destaques para Elizabeth Moss, January Jones e John Slattery. Os plots são bem trabalhados, respeitando o tempo dos personagens. O timing é algo tão valorizado na tela, que vez ou outra, parece que estamos diante de um documentário com pessoais reais. E as situações, lógico: talvez o grande mérito de Mad Men, seja a precisão histórica, veracidade em que apresenta situacões cotidianas do início da década de 1960. Muita coisa vivida na época está alí: o boom da publicidade, a vida mesquinha de Nova York, o glamour, a repressão das mulheres, o cigarro, a bebida, o racismo, adultério e até eleições presidenciais, no caso, a disputa pelo poder entre o senador democrata Kennedy e o na época vice-presidente Nixon.
A terceira temporada começa não se preocupando muito em explicar a série para quem até agora não a assistiu: o “previously” dura apenas um minuto e há uma passagem de tempo entre o fim do segundo ano e a atual season premiere. O ano é 1963 e Kennedy ainda é presidente. Diferente do que imaginávamos ao fim da segunda temporada, após Betty perdoar Don e deixá-lo voltar para casa, aqui, vemos um Don Draper não muito diferente do de sempre, praticando o adultério assim que a oportunidade aparece.
‘Out of Town’, nome do episódio, destina bastante de seu tempo mostrando Don e Sal Romano em uma viagem de negócios enquanto a Sterling Cooper, agora vendida para uma firma inglesa, e com novos CEOS, pega fogo. Por falar em pegar fogo, em um pequeno acidente no hotel em que Don e Sal se hospedam, Don descobre sobre a homossexualidade de Sal, mas não o confronta – e realmente não faz o fetio de nosso protagonista.

Enquanto isso, com a demissão do gerente de contas da agência, o novo diretor de finanças, Lane Pryce, promove ao mesmo tempo Pete Campbell e Ken Cosgrove a diretores – causando conflito entre os dois. Peggy é cada vez mais importante para a agência e agora possui sala, secretária e, mais importante, o respeito de Joan.
Ao mesmo tempo em que é romântica e nostálgica, Mad Men é um exercício de crítica: sempre que pode, coloca o dedo na ferida nos problemas da época. Sempre que pode, nos faz admirar Don Draper e seu penteado reluzente em seus ternos impecáveis, passando a imagem de que o protagonista é um ser acima do bem e do mal, e é como realmente nosso protagonista se comporta.
Considerando que a série deve durar cinco anos, esta terceira temporada com seu senso incomum de estilo, tem tudo para ser a temporada das mudanças, pois chegamos no meio da jornada dos personagens. E a julgar pela season premiere, o isolamento e sentimento de solidão serão temas recorrentes desta temporada – sempre em paralelo com as mudanças culturais que acontecem de uma temporada para outra. Como diz Don Draper em determinado momento do episódio: “Continuo indo em novos lugares e continuo dando de cara com algum lugar em que já estive.”
Matthew Weiner, criador do programa, já disse que pretende levar a série ao ar por cinco anos, para fechar o arco de dez anos na vida dos personagens. Ponto para Weiner e “Mad Men”: cinco temporadas é o tempo perfeito para que uma série tenha começo, meio e fim. Mad Men é tão bem conduzida, que aos poucos vai se tornando ao mesmo tempo um ícone cult e pop.
Mad Men
Published September 3, 2008 TV 7 CommentsTags: amc, breaking bad, david chase, elizabeth moss, hbo, james gandolfini, january jones, john slattery, jon hamm, mad men, matthew weiner, prisoner, sopranos
Com certo atraso (ok, big atraso) resolvi discorrer um pouco sobre o show que considero ser o melhor programa norte-americano atualmente no ar. Este atraso se deve justamente pelo “medo” que esta série ainda me causa. Lógico que estou falando do drama “Mad Men”.
“Medo” pela capacidade absurda da série de retratar quatro temas: 1962, uma agência de publicidade em 1962 , o coditiano de publicitários em 1962 e o coditiano de publicitários nova-iorquinos da Madison Avenue em 1962. Muito já se falou sobre a série. Falar o que o termo “mad men” significa é redundante, considerando que o mesmo é a primeira explicação do piloto da série, com a tela ainda em fade. Não vou perder tempo. Problema é seu se você ainda não se interessou pela série.
Diversas sinopses e argumentos podem ser atribuidos a “Mad Men”. Pode-se dizer que é um programa sobre uma agência de publicidade, é verdade. Porém, não seria equivocado dizer que a trama fala sobre as dúvidas e incertezas do cotidiano de um sujeito, Don Draper. Também não vou perder tempo. Deixo a sinopse para você.
O que precisa ser dito é que “Mad Men”, é uma série inovadora – na abordagem, não na estética – criada por Matthew Weiner, roteirista de “Sopranos”, e que é a série que colocou o canal a cabo AMC na rota dos canais de seriado. Parte da “culpa” é da HBO, que recusou o projeto quando Weiner bateu à porta da emissora. Mas aí são outros 500, quem entende de TV sabe que estes são dias sombrios para a HBO e a ladeira é muito íngrime.
Já o pequenino canal a cabo AMC nunca foi gente grande e da noite para o dia viu-se com a melhor série da televisão em suas mãos. Sua programação sempre foi pífia, repleta de filmes, talk shows e reruns. Agora, começa investir pesado nos chamados “programas originais”, ou seja, criados pela emissora. Entre eles, outras duas séries merecem atenção: “Breaking Bad” e o remake da clássica, cult, incrível, divisora de águas e tudo mais de bom que você puder pensar, “The Prisoner” (O Prisioneiro). Um adendo a isto tudo é a audiência de “Mad Men”, que dobrou em um ano: enquanto a series premiere foi assistida por 915 mil telespectadores, praticamente ninguém, a estréia da segunda temporada teve 2 milhões de telespectadores.
Enfim, muitos são os fatores responsáveis pelo sucesso da série: assim como James Gandolfini em “Sopranos”, Jon Hamm parece ter nascido para interpretar Don Draper. O resto do elenco também é primoroso, com destaques para Elizabeth Moss, January Jones e John Slattery. Os plots são bem trabalhados, respeitando o tempo dos personagens. O timing é algo tão valorizado na tela, que vez ou outra, parece que estamos diante de um documentário com pessoais reais. E as situações, lógico: talvez o grande mérito de “Mad Men”, seja a precisão histórica, veracidade em que apresenta situacões cotidianas do início da década de 1960. Muita coisa vivida na época está alí: o boom da publicidade, a vida mesquinha de Nova York, o glamour, a repressão das mulheres, o cigarro, a bebida, o racismo, adultério e até eleições presidenciais, no caso, a disputa pelo poder entre o senador democrata Kennedy e o na época vice-presidente Nixon.
“Mad Men” também começa a gozar de muito prestígio pela crítica especializada. Depois de vencer o Globo de Ouro levando para casa a estatueta de Melhor Drama e Melhor Ator em Drama para Jon Hamm, agora, junto com a série “Damages”, é a primeira série de TV da história do cabo simples (basic cable – atinge menos domicílios) a ser indicada ao Emmy de Melhor Drama, entre outras 15 indicações (incluindo Melhor Ator de Drama para Jon Hamm).
O acúmulo de indicações e prêmios, o prestígio da mídia, do público, as mad men twitter accounts e as matérias semanais em diversos jornais e revistas do mundo, são pequenas provas de que “Mad Men” é tão bem conduzida, que aos poucos vai se tornando ao mesmo tempo um ícone cult e pop.
Matthew Weiner, criador, já disse que pretende levar a série ao ar por cinco anos, para fechar o arco de dez anos na vida dos personagens. Ponto para Weiner e “Mad Men”: cinco anos é o tempo perfeito para que uma série tenha começo, meio e fim.
Tell Me You Love Me
Published June 6, 2008 TV 14 CommentsTags: cynthia mort, diz que me ama, hbo, hbo brasil, in treatment, rodrigo garcia, séries de tv, seriados, tell me you love me
Matéria originalmente publicada no site Séries Etc.
O laço mais complexo que pode existir entre dois seres humanos é o relacionamento amoroso, afetivo – dividido com o eco em torno de quatro paredes. Os seres humanos são por si só cercados de tabus, paradigmas, anseios, receios e insegurança. Quem não ama ouvir que é amado? Melhor: quem não ama se sentir amado?
Partindo desta premissa – e a de que todo mundo é fodido por natureza – a HBO Brasil lança no dia 8 de junho, sem muito alarde, a série “Tell Me You Love Me”, que conta o dia a dia de quatro casais: o de 20 e poucos anos, o de 30 e poucos anos, o de 40 e poucos anos e, dando um salto maior, o casal de 70 e poucos anos.

Parando aí, a série já seria fantástica, pois aborda os grandes dilemas de cada faixa etária (chegaremos aos dilemas), mas ela vai além. Aproveita-se por estar em um canal a cabo (nos EUA também é da HBO) para virar quase um soft-porn europeu. Você aí de 20 e poucos anos, transa, não? De 30 também, certo? Então, na série não teria porque o sexo não fazer parte da vida de um casal. Em Diz Que Me Ama – título nacional – não há espaço para falso moralismo. Como disse Rodrigo Garcia, um dos diretores da série, mente por trás da também excelente “In Treatment”: ”Esse negócio de que mulher se cobre com o lençol até o pescoço depois do sexo não existe”.
Série é criticada por mostrar demais
Em uma coletiva de imprensa, a primeira pergunta que Cynthia Mort, criadora da série, foi obrigada a responder, foi a seguinte: “E aí, Cynthia, é tudo verdade como parece?”.
As cenas de sexo em “TMYLM” são de um realismo assustador. Apesar de negar veemente que seriam de fato, reais, Mort e sua cria foram – e estão sendo – severamente criticados – aqui, negativamente – pelo uso em excesso de sexo e, principalmente, nudismo frontal.
Talvez o que mais perturbe são as cenas que parecem ser protagonizadas por mim ou por você, pois são simplórias ao extremo: masturbação, sexo oral, aquela briga em um domingo ocioso que logo se transforma em uma inesperada rapidinha no sofá. O maior motivo das críticas ao programa não é apenas a sua simplicidade ao abordar e desconstruir relacionamentos e sexo, mas seu realismo: Tell Me descarta qualquer “glamouralização” hollywoodiana, mega produção ou maquiagem para esconder mamilos, pênis, enfim, ângulos pouco convencionais das genitálias do sexo masculino e feminino.
Os casais
Michelle Borth e Luke Farrell Kirby interpretam Jamie e Hugo, respectivamente, casal de 20 e poucos anos dividido por atos impulsivos ligados a qualquer jovem e a vontade de oficializarem sua longa relação trocando alianças. Em determinado momento do episódio piloto, os dois conversam:

JAMIE: Você flerta e eu odeio!
HUGO: Eu preciso estar apaixonado por alguém que confie em mim.
JAMIE: Você deveria estar. Só não acho que esta pessoa seja eu.
Porém, como qualquer jovem casal, pecam pela falta de segurança e maturidade em seu relacionamento. Hugo flerta com outras mulheres e Jamie não só sabe como detesta. Quando ela suplica ao cara por uma maior segurança, mais gestos de afeto – como quando ela pede para ele dizer que a ama e que nunca a irá trair -, ele responde o que todas as mulheres nunca desejariam ouvir:
HUGO: Não posso dizer isso. Não sabemos como será o amanhã, Jamie. Você realmente acha que serei o último cara para quem você vai dar na vida?
E o relacionamento começa, vagarosamente, a desmoronar. Alguns episódios depois, Jamie vai à procura de terapia e acaba no escritório da Dra. May Foster.
Sonya Walger (a Penny de Lost) e Adam Scott interpretam Carolyn e Palek, respectivamente, casal de 30 e poucos anos que tem um casamento estável, porém desequilibrado emocionalmente pela incapacidade de conseguirem ter um bebê. Ambos são saudáveis e sadios, os espermatozóides de Palek são “vencedores”, segundo seu médico, mas o casal já tenta a mais de um ano ter um filho, em vão.

Os dois protagonizam as maiores cenas de sexo explícito do programa, afinal, buscam incessantemente, um terceiro membro para a família – e o sexo em busca de um bebê não é o sexo apaixonado que um casal jovem faz quando volta pra casa, é uma transa rápida, fria, sem emoção: quase um estupro. Não. É um estupro. Com a frustração pelo insucesso, os dois acabam procurando uma terapia de casal com a Dra. May Foster.
O terceiro casal é formado pelos atores Ally Walker e Tim DeKay, que interpretam Katie e Dave, respectivamente. Os dois formam provavelmente, o casal mais fucked up do seriado. Katie entrou nos 40, é sozinha, tem um casal de filhos para cuidar e poucas amigas. Dave, é distante, parece ter repulsa por Katie e os dois, casados há 15 anos, não transam a mais de um ano – o que não impede Dave de, vira e mexe, se masturbar na cama.

Katie, mais insatisfeita que Dave, tenta reverter a situação – sem muito sucesso -, e ela acaba no consultório da Dra. May Foster, mas Dave se recusa a participar do que seria uma terapia de casal.
O último casal é representado pelos atores Jane Alexander e David Selby. Alexander interpreta justamente a Dra. May Foster, cuja presença na tela torna o seriado ainda mais sofisticado, pois após abordar casais problemáticos em crises de fidelidade, gravidez e sexo com seus cônjuges, o show oferece os anseios da psicóloga e seu casamento de 43 anos de duração.

Por ela e seu marido fazerem parte da chamada terceira idade, a TV convencional – não falo da TV aberta, mas outros canais a cabo – provavelmente nos pouparia de cenas de sexo envolvendo os dois. No duro? Por quê? Certo que idosos de 70 e poucos anos de não fazem tanto sexo assim, mas May e seu marido Arthur transam que nem coelhinhos: o terceiro episódio da série se encerra com os dois fazendo sexo e May sussurrando ao ouvindo de Arthur:
MAY: Me come! Me fode! Entra dentro de mim.
A série não só é excepcional em seu visual e realismo, mas em sua concepção de que todos os casais de diferentes faixas etárias são iguais: as mulheres de 20 e poucos têm medo de infidelidade, as de 30 de não conseguirem constituir uma família e as de 40 de viverem sozinhas, sem sexo. Os homens de 20 e poucos anos têm dificuldade em se manter em um único relacionamento, os de 30 em acompanharem persistentemente o desejo de sua mulher em ter um filho e os de 40 em manterem o desejo e prazer de fazer amor com sua parceira.
É uma generalização, que verdadeira ou não, dá certo e transforma Tell Me You Love Me na melhor estréia da temporada passada de seriados norte-americanos.
Tell Me You Love Me
Aos domingos, às 22h00
Demanda: 10 episódios
Canal: HBO Brasil
http://www.hbo-br.tv/
In Treatment
Published May 12, 2008 TV 10 CommentsTags: hbo, in treatment, séries de tv, seriados, sopranos, TV
Lembro que em uma das vezes que sentei na cadeira defronte ao meu psicólogo, quando ainda não estava acostumado com toda aquela situação paciente-médico, imaginei se não haveria uma câmera escondida em meio a livros. Câmera que posteriormente serviria para arquivar cada palavra que eu esboçasse pronunciar naquele escritório.
Os anos se passaram e levaram com eles aquela idéia de desconfiança. Terapia, análise ou como queira chamar, tornou-se parte fundamental de minha formação como pessoa, independente do tipo de pessoa que me formou.
A idéia de vigiar ou ser vigiado sempre me intrigou. Talvez eu tenha assistido Arquivo X demais. Talvez alguns traumas perdurem por toda nossa vida. Talvez vigiar, espiar (sic Bial), xeretar a vida alheia seja dos maiores prazeres que o ser humano possa ter. Eu sei que eu gosto. Confesso até me identificar com o Peeping Tom do famigerado Michael Powell.
Não é todo dia que se vê seriado bom todo dia
Agora posso culpar a HBO por agravar ainda mais esta minha necessidade de observar. Estreou em janeiro nos EUA, em meio ao caos da recém encerrada greve dos roteiristas, In Treatment, série baseada no programa israelense de mesmo nome (Be’Tipul) criado por Hagai Levi.

Produzido, desenvolvido, escrito e dirigido por Rodrigo Garcia (diretor de obras-primas televisivas como Tell Me You Love Me, Amor Imenso, A Sete Pamos e Família Soprano), o programa já seria revolucionário o suficiente se só e simplesmente abordasse as consultas do Dr. Paul Weston e seus pacientes, mas Em Terapia não só o faz como o faz diariamente.
Estrelado por Gabriel Byrne e pela esplêndida duas vezes vencedora do Oscar Dianne Wiest (Hannah e Suas Irmãs, de 1987 e Tiros na Broadway, de 1995), entre outros, a nova atração da HBO norte-americana foi ao ar five days a week na TV estadunidense e será exibida no mesmo formato no Brasil. Por nove semanas, 43 episódios com meia hora de duração serão exibidos de segunda à sexta. Um colosso, não?
Como funciona

Às segundas-feiras, o Dr. Paul Weston trata de Laura (Melissa George), uma jovem e atrativa médica que se consulta com Paul há cerca de um ano. Laura vive uma crise em seu relacionamento e vive um dilema: terminar de vez ou casar com seu namorado Andrew. Mas este dilema parece ser reduzido a nada quando Laura revela a Paul que está apaixonada por ele desde a primeira vez que o viu.

Às terças-feiras, é a vez de Alex (Blair Underwood), um arrogante piloto de caça da marinha que exige usufruir sempre apenas do melhor disponível. Alex é um novo paciente e exige que Paul mantenha com ele a fama de “melhor psicólogo da cidade”. O que leva o piloto ao consultório é o fato de ter explodido uma pequena escola iraquiana e ter matado 16 crianças que nela estudavam.

Às quartas-feiras quem vai ao consultório é Sophie (Mia Wasikowska), uma precoce ginasta e adolescente que tem como meta atingir o índice olímpico. Sua vida desmorona após ser o pivô de um grave acidente. Ela então é encaminhada ao psicólogo para que seja determinado se a menina tem ou não tendências suicidas, já que aquele não foi o único grave acidente em que esteve envolvida.

Às quintas-feiras Paul trata de um casal: Jake (Josh Charles) e Amy (Embeth Davidtz). Este é o dia que não conseguiu me fisgar ainda. Enquanto Jake é um músico sem sucesso, Amy é uma executiva premiada com uma bela carreira a conta bancária. Após passarem cinco anos tentando engravidar, finalmente conseguem. Porém, Amy começa a ter dúvidas se o bebê viria em boa hora, pois sua vida profissional vai maravilhosamente bem. Já Jake não admite o aborto, repudia a terapia e acredita que Amy não é fiel a ele.

Às sextas-feiras, oh my god. O melhor dia de todos. O Dr. Paul Weston, parecendo carregar um piano nas costas após uma semana de consultas intermináveis, recorre a Gina (Dianne Wiest), psicóloga aposentada e ex-mentora de Paul. Na primeira sexta-feira do programa, Paul decide ligar para Gina, pois quer conversar. Os dois não se viam há anos, desde que uma briga os separou. Neste meio temo, Gina perdeu seu marido, completou 60 anos, se aposentou e começou a escrever um livro com suas memórias. Quando indagado por Gina sobre o porque de seu telefonema, Paul afirma estar perdendo a paciência com seus… pacientes.
O melhor de tudo é que se você não gosta de um dos pacientes ou da dinâmica que tal dia da semana tem, pode simplesmente pular aquela seção e ir para outra, se bem que não recomendo fazê-lo, pois pequenos detalhes podem se desencadear ao fim de tal episódio e não ter nenhuma relação com o paciente do dia.
Tratamento pós Sopranos

O mais impressionante é a atuação de Gabriel Byrne como Paul, um sujeito de 50 e poucos anos, dois filhos e uma filha e um casamento mais para lá do que para cá. Paul atende em seu próprio lar e é acusado por sua mulher Kate (Michelle Forbes), de ser um psicólogo cheio de gás em seu consultório e um velho sem vida dentro de qualquer outro cômodo de sua casa.
A veracidade das consultas, daqueles 22 minutos de televisão onde o paciente fica de frente para Paul contando de sua vida é de um realismo absurdo. A série é viciante a um ponto que você não quer saber o que vai acontecer na próxima seção de tal paciente: apenas o próximo episódio já basta. Talvez não seja uma questão de vício que nos prende em frente a TV e sim a esperança de achar ali, um pouco do que vivemos aqui.
Talvez Em Terapia seja demais para nós, a frente de seu tempo, não sei. Ou talvez Gabriel Byrne seja aquele ator que não nos cansa, que nos faz ter vontade de ficar vinte horas com a cara colada na TV enquanto magistralmente imita todos os “errs”, “hmmms” e outros ruídos diversos que psicólogos da vida real rugem quando confrontados com nossas indagações tão mesquinhas e mundanas.
Após o fim de Família Soprano, é o segundo show que a HBO leva ao ar cujo um escritório de psicanálise é o tema principal da série (o primeiro foi Tell Me You Love Me). Pelo visto os executivos da emissora estão desesperadamente precisando de terapia. Eu também. Todos os dias.
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In Treatment estréia nesta segunda-feira (12/5) na HBO e será exibida de segunda a sexta, à partir das 20h25.




















