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Fall season 2012/2013

ESTRÉIAS E RETORNOS

08/08 – go on

12/08 – animal practice, hell on wheels

13/08 – major crimes, spinoff de the closer, grimm

17/08 – boss

19/08 – the last weekend

19/08 – copper

11/09 – go on (horario normal), the new normal, parenthood, sons of anarchy

12/09 – guys with kids

13/09 – glee

14/09 – grimm (horario normal)

17/09 – revolution, bones, the mob doctor

20/09 – up all night, the office, parks and recreation

23/09 – treme season 3

24/09 – castle, how i met your mother, partners, 2 broke girls, mike & molly, hawai-five-O

25/09 – private practice, NCIS, NCIS: LA, vegas, new girl, ben & kate, the mindy project

26/09 – the middle, modern family, the neighbors, animal practice (horario normal), guys with kids (horario normal), l&o:svu, criminal minds, CSI

27/09 – last resort, grey’s anatomy, scandal, big bang theory, two and a half men, person of interest, elementary

28/09 – CSI: NY, made in jersey, blue bloods, fringe

30/09 – homeland, dexter, once upon a time, revenge, 666 park avenue, the good wife, the mentalist

02/10 – hart of dixie, raising hope

03/10 – supernatural

04/10 – 30 rock

09/10 – 90210, gossip girl

10/10 – nashville, chicago fire, arrow

11/10 – vampire diaries, beauty and the beast

14/10 – the walking dead

16/10 – emily owens MD

17/10 – suburgatory

19/10 – whitney, community, nikita

23/10 – happy endings, apartment 23

26/10 – touch

02/12 – last man standing, malibu country

Novo poster de True Blood

VILF (Vampire I’d Like to Fuck), ótima sacada da HBO, é uma derivação do termo MILF (Mom I’d Like to Fuck).

The Pacific começa bem na HBO

‘The Pacific’ começou bem na HBO. Exibida no domingo a noite, a minissérie alcançou 3.1 milhões de telespectadores, audiência 22% maior que a premiere da última mini do canal: ‘John Adams’.

Mesmo assim, a HBO pareceu um pouco decepcionada com os números, uma vez que ‘The Pacific’ é a maior produção da história do canal.

Vale lembrar que em 2001, ‘Band of Brothers’ estreou com 10 milhões de telespectadores, mas os métodos para marcar audiência eram diferentes e não se aplicam mais aos dias de hoje.

Trailer: Treme, novo drama da HBO

Trailer imperdível de ‘Treme’, novo drama da HBO sobre as vidas dos sobreviventes do Katrina em New Orleans.

Criação de David Simon e Eric Overmyer.

Novo ator no elenco de True Blood

Marshall Allman entrou para o elenco fixo da próxima temporada do drama ‘True Blood’, exibido pela HBO.

Allman interpretará Tommy Mickens, irmão mais novo de Sam Merlotte. O ator é conhecido por interpretar LJ Burrows nas quatro temporadas de ‘Prison Break’, da Fox.

TRAILER: A quarta temporada de Big Love

Aqui vai um trailer quentinho promovendo o quarto ano do drama ‘Big Love’, exibido na HBO.

A música do trailer é ‘Untitled’, do Interpol.

Finale de Curb é a mais vista em cinco anos

A season finale da sétima temporada de ‘Curb Your Enthusiasm’, que reuniu todo o elenco de ‘Seinfeld’ novamente, foi o episódio mais visto da série nos últimos cinco anos.

Cerca de dois milhões de pessoas assistiraram ao episódio no domingo a noite. O número é 24% maior quando comparado a season finale do sexto ano da série, em 2007.

Se somarmos exibições na TV, as reprises por DVR e as exibições no HBO On Demand (streaming), ‘Curb’ fecha a temporada com uma média de 5.1 milhões de telespectadores, audiência 36% maior que a da temporada passada.

TRAILER: HBO estreia The Pacific

Nova minissérie da HBO sobre sobre três fuzileiros do exército norte-americano:

Vai ao ar esta semana na emissora.

more about “TRAILER: HBO estreia The Pacific“, posted with vodpod

 

HBO renova In Treatment

É oficial!

Depois de meses de silêncio e especulações, a HBO finalmente se pronunciou: ‘In Treatment’ acaba de ser renovada para uma terceira temporada.

intreatment

A produção do terceiro ano está marcada para começar no primeiro semestre de 2010. Ainda não há notícias sobre o elenco e a volta de personagens.

Big Love retorna em janeiro na HBO

A HBO anunciou que a quarta temporada do drama ‘Big Love’ estreia dia 10 de janeiro na emissora a cabo. A última temporada também começou a ser exibida em janeiro.

sissy

A grande novidade em relação ao retorno da série é a presença da atriz Sissy Spacek, que foi integrada ao elenco fixo do show. Sua participação começa no terceiro episódio.

Spacek foi indicada seis vezes ao Oscar de Melhor Atriz e levou a estatueta duas vezes para casa.

HBO renova Bored to Death

A HBO renovou esta semana a comédia ‘Bored to Death’ para uma segunda temporada. A decisão é uma estratégia recente das emissoras de TV a cabo, enviando subliminarmente uma mensagens aos fãs: “pode se viciar nesta série preocupações, ela não será cancelada”.

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Exibida após ‘Curb Your Enthusiasm’, a novata foi renovada com apenas três episódios exibidos, mas seu grande feito foi ter conquistado 4.1 milhões de telespectadores em seu primeiro episódio.

Elenco de Seinfeld dá recorde de audiência para Curb Your Entushiasm

O retorno da turma de ‘Seinfeld’ foi sensacional para ‘Curb Your Entushiasm’ da HBO. O episódio em que reuniu novamente Seinfeld (Jerry Seinfeld), Elaine (Julia Louis-Dreyfus), George (Jason Alexander), Kramer (Michael Richards) e Larry David foi visto por 1.6 milhão de telespectadores, a maior audiência da história da série do canal a cabo.

curb

Adicione aí a audiência da reprise, o episódio terá sido visto por 2.6 milhões de telespectadores, sedentes para acompanhar novamente as aventuras da gangue da NBC.

Rapidinhas do Twitter – Semana 21/09

*post atualizado durante toda a semana.

Debandada no elenco de ‘Law & Order: CI’

Segundo fontes do seriado, é de se esperar que os atores Vincent D’Onofrio, Kathryn Erbe e Eric Bogosia deixem a produção da franquia ao longo da nona temporada.

Julianne Nicholson deixou o programa na temporada passada, com isso, a esperança de Dick Wolf caem nos ombros de Jeff Goldblum, que entrou para o elenco fixo na última temporada, ao lado da atriz Saffron Burrows.

Atriz de Gossip Girl ganha medida cautelar contra ex-marido

Kelly Rutherford, a Lily do seriado ‘Gossip Girl’, exibido pela CW, obeteve esta semana uma medida cautelar contra o ex-marido Daniel Giersch, segundo a revista People.

A atriz procurou a justiça depois que Giersch começou a seguir a atriz, sua mãe e a babá de seus filhos, além de seguidas ameaças.

O ex-casal briga pela disputa dos filhos desde 2008.

Qualidade ou propaganda?

O NYT publicou uma matéria interessante em seu site indagando sobre a qualidade da programação da TV norte-americana: teria ela melhorado ou a propaganda e o famigerado buzz é que anda fortes? Clique aqui para ler.

ABC prepara nova série policial

Depois de estrear ‘The Forgotten’, de Jerry Bruckheimer, ABC já prepara ‘Hopscotch’, cop show do produtor para a próxima temporada. O piloto está sendo escrito por Chris Levinson.

Os detalhes até aqui são poucos, mas parece se tratar de uma série de investigações de homicídios durante diversos dias não-consecutivos.

Detalhe curioso: Chris Levinson, o roteirista, é filho de Richard Levinson, produtor famoso por ter estabelecido o gênero na TV norte-americana com shows como ‘Columbo’ e ‘Murder, She Wrote’.

Gossip Girl da vida real

A CW encomendou a produção de um piloto de reality show sobre uma gossip girl da vida real. A emissora explorará a vida de jovem e rica Tinsley Mortimer, socialite de Manhattan. Mortimer é apontada pelos jornalistas de celebridades – e pela Nylon – como a “next big thing”.

A jovem também participou da season premiere da segunda temporada de ‘Gossip Girl’ e foi juri do programa ‘Fashion Show’, que vai ao ar no canal a cabo Bravo, nos EUA.

A demanda para este novo reality é de oito episódios de meia hora. A produção executiva é de Andrew Gassman e Mike Aho.

ABC estreia ‘FlashForward’

A ABC leva ao ar hoje a series premiere de ‘FlashForward’, piloto mais guardado da fall season norte-americana.

O NYT escreveu uma crítica do piloto que é destaque na Home de Arts da versão online do jornal. Clique aqui para ler. Quanto a minha opinião sobre o piloto, foi publicada na Revista Paradoxo. E, claro, aqui no blog.

Jennifer Morrison, a Cameron, está saindo de ‘House’

A Entertainment Weekly deu agora pouco com exclusividade: a atriz Jennifer Morrison, que por cinco temporadas interpretou Cameron em ‘House’, está se despedindo do seriado.

O que foi dito é que a atriz não teria pedido desligamento ou sido demitida. Esta seria uma decisão criativa da produção. Considerando que Jesse Spencer continua na série no papel de Chase, já da pra ter uma idéia do que vai acontecer, né?

Stephen Root vai participar de ’24 Horas’

O ator Stephen Root vai participar de dois episódios do oitavo dia mais difícil da vida de Jack Bauer. Root fará o papel de Ben Prady, oficial do Departamento de Correção. O ator já foi visto este ano no drama ‘True Blood’, da HBO.

Oito cenas que não queremos ver

O TV Guide fez uma lista divertida das oito cenas de sexo que NÃO queremos ver na TV. Confira aqui.

Quer saber tudo que vai acontecer na sua série favorita?

Spoilers de ‘CSI’, ‘True Blood’, ‘The Office’, ‘Fringe’, ‘Dexter’, ‘Bones’, ‘Heroes’, ‘Heroes’, ‘Mad Men’, ‘Smalville’ e muito mais, aqui.

Retornos e estreias na TV

Para quem ainda não viu ‘FlashForward’, um dos pilotos mais antecipados da fall season, vale a pena deletar o pre-air e baixar o piloto em HD, que vai ao ar hoje nos EUA. Outras séries que voltam hoje: ‘Grey’s Anatomy’, ‘CSI’ e ‘The Mentalist’.

Simon Cowell e Fox querem versão americana de ‘X Factor’

A Fox está prestes a fechar um contrato milionário com Simon Cowell, que além de juri do ‘American Idol’, é criador do show de talentos britânico ‘X Factor’.

Já faz tempo que o jurado demonstra vontade de trazer sua cria inglesa para a tv norte-americana, mas seu contrato com ‘American Idol’ sempre o impediu.

Mas agora parece que o desejo é mútuo e as primeiras conversas já aconteceram. A idéia da Fox é ter uma versão US de ‘American Idol’ para a temporada 2011-2012 e assim, segurar Cowell como jurado de Idol até a mesma época.

Em movimento ousado, CW encomenda temporadas completas

A CW parece determinada a ganhar a confiança de seus fãs (tem alguém ai?). Na noite de ontem, em atitude surpreendente, a emissora encomendou novos episódios ao drama ‘One Tree Hill’ e as novatas ‘Vampire Diaries’ e ‘Melrose Place’.

O canal aberto havia encomendado apenas 13 episódios do drama veterano, mas agora com o anúncio, a temporada completa está confirmada. Quanto a Diaries, a aposta é grande, já que o novo drama teen-vampiresco teve a premiere mais assistida da história da CW.

Já Melrose, até aqui foi só decepção. Mas os executivos parecem estar com paciência, assim como tiveram a mesma paciência com a turma de ‘90210’. E desde que Heather Locklear confirmou sua volta a Melrose, o futuro parece menos tenebroso – será?

NBC compra ‘The Mountain’

A NBC foi até o Canadá atrás de novidades. A emissora acaba de adquirar ‘The Mountain’, co-produção canadense sobre uma mulher que se muda com sua família para as montanhas, onde herdou uma cabana de seu suposto falecido avô.

As filmagens começam no mês de outubro em Montreal e Doug Barr, que escreveu o piloto, também acumulará a função de diretor e produtor executivo, ao lado de Joel Rice e Jeff Grant.

O piloto possui duas horas de duração e tem o formato de telefilme. Ele serve como cartão de visitas para um eventual sinal verde da emissora para produzir um seriado.

FX prepara série animada para 2010

A FX está prestes a se aventurar nas animações. O canal a cabo norte-americano fechou parceria com a empresa Shine Intl. para produzir uma animação com previsão de estréia para 2010.

‘Archer’, título do projeto, será um thriller animado sobre espiões. No elenco estão Jon Benjamin, na voz do espião-mestre Sterling Archer, Jessica Walter, Aisha Tyler, Chris Parnell e Judy Greer.

JJ Abrams prepara nova comédia para Fox

A Bad Robot, produtora de JJ Abrams (criador de ‘Alias’ e ‘Lost’) fechou um contrato com a Fox para escrever uma nova comédia para o canal. Mike Markowitz foi chamado para roteirizar a idéia.

O show ainda não tem título e detalhes sobre a trama estão sendo mantidos em segredo por Abrams, que produzirá a comédia. O que se sabe até aqui é que o programa é descrito como uma “comédia médica”. Algo na linha de Scrubs, talvez?

Lembrando que não é a primeira vez que a Bad Robot se aventura nas comédias. Em 2006-2007, a produtora de JJ produziu ‘What About Brian’.

Betty White como ela mesma em ’30 Rock’

Betty White aparecerá como ela mesmo em ’30 Rock’. Famosa por ser uma das Golden Girls, White gravará sua participação na semana que vem.  Segundo Tina Fey, agora o seriado corre atrás de Meryl Streep, Paul McCartney, Robert Pattinson e Justin Timberlake.

Spin-offs memoráveis

O TV Guide fez uma lista super bacana com os 12 spin-offs mais memoráveis da TV norte-americana. Clique aqui para conferir. Na lista, nomes muito importante na história dos seriados como ‘Rhoda’, ‘Frasier’ e ‘The Jeffersons’.

Novidades no elenco de ‘Damages’

Campbell Scott e Martin Short entram para o elenco fixo de ‘Damages’. Enquanto isso, a produção anunciou outros dois nomes de peso que farão participações na terceira temporada. São eles: Keith Carradine e Lily Tomlin. As filmagens do novo ano iniciam hoje, 23 de setembro.

Spielberg prepara série para Showtime

O diretor e produtor Steven Spielberg prepara nova série para o canal a cabo norte-americano Sowtime. O show deverá narrar os bastidores de uma produção musical da Broadway. O bacana aqui é que o seriado acompanhará a pré-produção, produção e pós-produção da peça. E após isso, a peça sai da telinha e entra em cartaz de verdade.

Lost

A ABC liberou nesta terça-feira, 22/09, o título do quarto episódio da sexta temporada de ‘Lost': ‘The Substitute’. Lembrando que os outros três primeiros já tinham vazado: ‘LA X’ (S06E01 e S06E02) e ‘What Kate Does’ (S06E03, lembrando que o nome do S02E09 é ‘What Kate Did’).

Geralmente, os quartos episódios das temporadas de ‘Lost’, são focados em… Locke. Agora, volte pro nome do episódio. Faz sentido, não?

Heather Locklear está de volta a Melrose Place

Heather Locklear, a eterna Amanda Woodward, vai voltar para o remake de ‘Melrose Place’. No começo do ano, a atriz descartou reprisar o papel que a lançou ao estrelado, mas parece que Locklear mudou de idéia.

O anúncio foi feito esta semana pela The CW e a primeira participação da atriz no programa deve acontecer no dia 17 de novembro. Detalhes de sua volta não foram divulgados – há especulações de que ela seria relacionada a Ella -, mas sabe-se que ela voltará a morar no prédio em que habitou na versão original do seriado.

CBS encomenda novos pilotos

A CBS está produzindo dois novos dramas. Um do roteirista Peter Tolan (‘Rescue Me’) e outro de Ed Redlich (‘Without a Trace’). Os dois são produções da Sony Pictures TV e possuem grandes multas caso seus pilotos não sejam produzidos. O projeto – sem título – de Tolan é sobre um professor excêntrico que desvenda crimes. O piloto está sendo escrito em quatro mãos, as outras duas são de Michael Wimer.

Já ‘The Remember’, de Redlich, é focado em uma detetive de Nova York que tem a habilidade de lembrar absolutamente tudo que passa por sua vida. Sarah Timberman e Carl Beverly são os outros dois nomes atrelados ao piloto.

25 séries que fracassaram

A Entertainment Weekly fez uma matéria SUPER bacana com as 25 séries mais hypadas da história que deram errado. Todos os anos diversas produções atingem o status de hit antes mesmo de sua estréia, e o que se vê depois é um fracasso de crítica e audiência que gera um cancelamento muitas vezes prematuro.

Entre alguns nomes, estão ‘The Fugitive’ (95-96), ‘Watching Ellie’ (2002-2003), ‘My Own Worst Enemy’ (2008), ‘The Lone Gunmen’ (2001), ‘Karen Sisco’ (2003-2004), ‘Smith’ (2006), e talvez o principal de toda a história da TV: ‘Studio 60 On the Sunset Strip’ (2006-2007). Confirma a lista completa aqui: http://is.gd/3zaRq

The Good Wife

Hoje tem series premiere de ‘The Good Wife’, novo drama da CBS e uma das minhas apostas pra fall season. A série é estrelada por Chris Noth (o Mr Big de ‘Sex and The City’) e Julianna Margulies. Noth faz o papel de um político protagonista de uma sex tape que vaza para a mídia. Margulies faz o papel de sua esposa. A série foi destaque na home do NYT: http://is.gd/3za05

Glee

A série ‘Glee’ mal estreou e já recebeu uma temporada completa da Fox. A emissora norte-americana encomendou outros 9 episódios, além dos 13 planejados inicialmente. Portanto, a demanda total é de 22 episódios. ‘Glee’ é uma criação de Ryan Murphy, que já nos trouxe ‘Nip/Tuck’.

Obama

Presença de Obama ontem no Letterman deu ao talk show sua maior audiência em quatro anos, audiência 195% maior que a de Conan O’Brien.

Rapidinhas do Twitter – Semana 14/09

Nova seção aqui do blog. A idéia é reunir as notinhas sobre seriados que escrevo no Twitter (e Facebook) e juntá-las aqui. A Rapidinhas do Twitter é semanal e será atualizado durante toda a semana.

Sons of Anarchy

Muito boa a season premiere de ‘Sons of Anarchy’. Mais pesada, mais política. Em breve comentários completos aqui no blog.

My Boys

TBS renova a pequenina e charmosa ‘My Boys’ para uma quarta temporada: http://is.gd/3ghPK

10 Things I Hate About You

ABC Family renova ’10 Things I Hate About You’ para uma 2a temp. Para quem não sabe, a série é baseada no filme de 1999. http://is.gd/3ghZK

Gossip Girl

Leighton Meester, a Blair de ‘Gossip Girl’, fazendo lobby pra ser a próxima Barbarella, hahaha. http://is.gd/3gir5

Por falar em ‘Gossip Girl’, a série volta hoje com sua terceira temporada e o episódio ‘Reversals of Fortune’.

Vale lembrar que as séries teens são famosas por despencar na audiência quando os protagonistas se separam e vão pra faculdade. Veremos.

E o box da segunda temporada da série foi lançado aqui no Brasil na semana passada.

Eric McCormack

Depois de protagonistar a fracassada ‘Trust Me’ ano passado, Eric McCormack será protagonista de uma nova comédia ainda sem emissora.

Jericho

Aos que pensam em comprar os boxes de ‘Jericho’, sugiro que esperem. A Paramount lançará a série completa em DVD dia 20/10.

Fringe

Para os fãs de ‘Fringe': a série volta nos EUA esta quarta com sua 2a temporada. Já a primeira, será lançada em DVD no Brasil no dia 22/10.

A Lei e o Crime

‘A Lei e o Crime’, série da Record bem recebida pelo público e pela crítica, terá sua primeira temporada lançada em DVD no dia 28/10.

Pessoalmente, gostei bastante de ‘A Lei e o Crime’. Bem melhor que ‘Maysa’ (foram ao ar na mesma época). A 2a temporada já está confirmada.

Life

Já a segunda temporada de ‘Life’, melhor série da TV aberta na última temporada norte-americana, será lançada em DVD no Brasil no dia 30/10.

Sarah Connor Chronicles

A segunda de ‘Sarah Connor Chronicles’ também vem por aí em DVD: 19/11.

One Tree Hill

Outra série que está voltando hoje é ‘One Tree Hill’, outro drama teen da CW. A sétima temporada é provavelmente a última do seriado.

The Beautiful Life

E dia 16, quarta-feira, tem a series premiere de ‘The Beautiful Life’, mais um drama teen da CW sobre jovens modelos em um mundo de inseguranças e muita competição em torno da indústria da moda. Quem estrela é Mischa Barton.

Retornos

‘Bones’, ‘It’s Always Sunny in Philadelphia’, ‘Parks and Recreation’ e ‘The Office’ retornam na quinta-feira, além da já citada ‘Fringe’ e da novata ‘Community’, comédia estrelada por Chevy Chase e exibida pela NBC.

The Mentalist

Já se encontra em pronta-entrega o box da primeira temporada de ‘The Mentalist’. O preço sugerido pela Warner é R$ 129,90.

Minisséries

HBO prepara duas minisséries históricas sendo uma delas da produtora da Oprah Winfrey sobre Ida Tarbell, jornalista pioneira da década de 20.

Jay Leno

Tudo que você precisa saber sobre a importância do novo show do Jay Leno que foi ao ar ontem a noite: http://is.gd/3iGV1 – imprescindível.

E aqui, um review do programa com novos quadros. Mas a dúvida persiste: hit ou miss? http://is.gd/3iH3w

VMAs

Surpresa. O VMAs está na contramão de outras premiações. A audiência do evento este ano subiu em 6%, alcançando 8,97 milhões de telespectadores. Esta foi a maior audiência dos VMAs desde 2004.

Patrick Swayze

Morreu ontem o ator Patrick Swayze. Patrick tinha 57 anos e morreu de câncer pancreático após mais de um ano de luta. O ator chegou a protagonizar ano passado o seriado policial ‘The Beast’.

Aqui tem uma lista com os 10 papeis mais marcantes da carreira de Swayze: http://is.gd/3iJ3P e aqui uma lista com os melhores quotes das personagens do ator: http://is.gd/3iMQ8

The Jay Leno Show

Não há mais dúvida: é um hit, fato. De acordo com a Nielsen, 17 milhões de norte-americanos assistiram o novo programa de Jay Leno segunda a noite na NBC.

Lost

Katey Sagal, a Gemma de ‘Sons of Anarchy’, vai participar novamente de ‘Lost’ no papel de Helen, affair de Locke.

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BEM legal! Lista com os melhores e os piores anúncios da fall season norte-americana: http://is.gd/3j1JX

The Jay Leno Show

No segundo episódio do ‘The Jay Leno Show’, houve uma queda muito grande de audiência. 42% a menos que a premiere, mas ainda sim, ganhou o timeslot.

Flash Forward

O AXN continua mandando muito bem. Comprou os direitos de exibição de ‘Flash Forward’, série mais hypada da fall season. Estréia será em 2010. Sonya Walger, a Penny de ‘Lost’, está no elenco.

Melhor Comédia do Ano

30 Rock, Entourage, Family Guy, Flight of the Conchords, How I Met Your Mother, The Office e Weeds. O Zap2It quer saber: qual é a melhor comédia do ano? http://is.gd/3nJO0

Sons of Anarchy

‘Sons of Anarchy’ vacila e perde 20% de audiência na exibição do S02E02. Mesmo assim, série foi vista por 3,7 milhões de telespectadores, sendo 3 milhões da demo 18-49, principalmente demo da audiência. Os números ainda são ótimos. Quando comparada a series premiere, a season premiere da segunda temporada teve um crescimento absurdo de 95% na audiência.

Gossip Girl

Bacana observar que na volta de ‘Gossip Girl’, a série mandou muito bem na amostragem mulheres de 18 a 34 anos, crescendo 0,1 ponto percentual.

The Beautiful Life

Eric Balfour, famoso por participar de séries prematuramente canceladas, fará um arco de dois episódios em ‘The Beautiful Life’.

Audiências HBO

Segundo o Broadcasting & Cable, ‘Hung’ teve a melhor audiência de uma série estreante da história da HBO. E a season finale fechou com 2,9 milhões de telespectadores, um bom número.

Já ‘True Blood’, apesar do lixo que é, é o novo grande hit da HBO. A season finale fechou com excelentes 5,1 milhões de telespectadores. O crescimento em relação a season finale da temporada passada, foi de 100%.

Californication

Vazaram os dois primeiros episódios da terceira temporada de ‘Californication’. A série estreia apenas no dia 27 de setembro. O vazamento não é acidental, já que a Showtime, cabo norte-americano que exibe o programa, é famosa por usar esta estratégica para divulgar suas séries.

Mad Men – Terceira temporada

Mad Men, é uma série inovadora – na abordagem, não na estética – criada por Matthew Weiner, roteirista de Sopranos. É a série que colocou o canal a cabo AMC na rota dos canais de seriado. Parte da “culpa” é da HBO, que recusou o projeto quando Weiner bateu à porta da emissora e até hoje a emissora se nega a falar sobre este ocorrido. Mas aí são outros 500, quem entende de TV sabe que estes são dias sombrios para a HBO e a ladeira é muito íngrime. Como dizem por aí: “It’s not TV, it’s HBover”.

Já o pequenino canal a cabo AMC nunca foi gente grande e da noite para o dia viu-se com a melhor série da televisão em suas mãos. Sua programação sempre foi pífia, repleta de filmes, talk shows e reruns. Agora, começa investir pesado nos chamados “programas originais”, ou seja, criados pela emissora. Entre eles, outras duas séries merecem atenção: Breaking Bad e o remake da clássica, cult, incrível, divisora de águas e tudo mais de bom que você puder pensar, The Prisoner (O Prisioneiro), aqui, no formato minissérie. Um adendo a isto tudo é a audiência de Mad Men, que triplicou em dois anos: enquanto a series premiere foi assistida por 915 mil telespectadores, a estréia da segunda temporada teve 2 milhões de telespectadores e a estréia da terceira, no último dia 16, abocanhou 2,8 milhões de telespectadores.

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Muitos são os fatores responsáveis pelo sucesso da série: assim como James Gandolfini em Sopranos, Jon Hamm parece ter nascido para interpretar Don Draper. O resto do elenco também é primoroso, com destaques para Elizabeth Moss, January Jones e John Slattery. Os plots são bem trabalhados, respeitando o tempo dos personagens. O timing é algo tão valorizado na tela, que vez ou outra, parece que estamos diante de um documentário com pessoais reais. E as situações, lógico: talvez o grande mérito de Mad Men, seja a precisão histórica, veracidade em que apresenta situacões cotidianas do início da década de 1960. Muita coisa vivida na época está alí: o boom da publicidade, a vida mesquinha de Nova York, o glamour, a repressão das mulheres, o cigarro, a bebida, o racismo, adultério e até eleições presidenciais, no caso, a disputa pelo poder entre o senador democrata Kennedy e o na época vice-presidente Nixon.

A terceira temporada começa não se preocupando muito em explicar a série para quem até agora não a assistiu: o “previously” dura apenas um minuto e há uma passagem de tempo entre o fim do segundo ano e a atual season premiere. O ano é 1963 e Kennedy ainda é presidente. Diferente do que imaginávamos ao fim da segunda temporada, após Betty perdoar Don e deixá-lo voltar para casa, aqui, vemos um Don Draper não muito diferente do de sempre, praticando o adultério assim que a oportunidade aparece.

‘Out of Town’, nome do episódio, destina bastante de seu tempo mostrando Don e Sal Romano em uma viagem de negócios enquanto a Sterling Cooper, agora vendida para uma firma inglesa, e com novos CEOS, pega fogo. Por falar em pegar fogo, em um pequeno acidente no hotel em que Don e Sal se hospedam, Don descobre sobre a homossexualidade de Sal, mas não o confronta – e realmente não faz o fetio de nosso protagonista.

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Enquanto isso, com a demissão do gerente de contas da agência, o novo diretor de finanças, Lane Pryce, promove ao mesmo tempo Pete Campbell e Ken Cosgrove a diretores – causando conflito entre os dois. Peggy é cada vez mais importante para a agência e agora possui sala, secretária e, mais importante, o respeito de Joan.

Ao mesmo tempo em que é romântica e nostálgica, Mad Men é um exercício de crítica: sempre que pode, coloca o dedo na ferida nos problemas da época. Sempre que pode, nos faz admirar Don Draper e seu penteado reluzente em seus ternos impecáveis, passando a imagem de que o protagonista é um ser acima do bem e do mal, e é como realmente nosso protagonista se comporta.

Considerando que a série deve durar cinco anos, esta terceira temporada com seu senso incomum de estilo, tem tudo para ser a temporada das mudanças, pois chegamos no meio da jornada dos personagens. E a julgar pela season premiere, o isolamento e sentimento de solidão serão temas recorrentes desta temporada – sempre em paralelo com as mudanças culturais que acontecem de uma temporada para outra. Como diz Don Draper em determinado momento do episódio: “Continuo indo em novos lugares e continuo dando de cara com algum lugar em que já estive.”

Matthew Weiner, criador do programa, já disse que pretende levar a série ao ar por cinco anos, para fechar o arco de dez anos na vida dos personagens. Ponto para Weiner e “Mad Men”: cinco temporadas é o tempo perfeito para que uma série tenha começo, meio e fim. Mad Men é tão bem conduzida, que aos poucos vai se tornando ao mesmo tempo um ícone cult e pop.

O piloto de Hung

Há alguns anos a HBO era o canal a cabo modelo para todos os outros. Menos pelo seu marketing, mais pelos programas que levava ao ar. Carnivale, Six Feet Under, Deadwood e Sopranos – deixando The Wire de fora já que a série não chegou ao fim ainda – foram alguns dramas que alavancaram o nome e a audiência do canal nos últimos dez anos. Não podemos esquecer de citar também a comédia Sex and the City (ou como costumo a chamar: a série que todo mundo viu). Por melhor que sejam, séries como In Treatment e True Blood estão anos luz atrás de suas antecessoras.

A HBO foi o carro forte da chamada era de ouro da TV norte-americana. A safra foi tão boa que outros programas foram ao ar na TV aberta, com status de “too good for open tv”. Para não me prolongar, cito The West Wing e Studio 60 for the Sunset Strip.

A era do ouro foi embora há um tempo, a safra é péssima, a HBO ficou de fora da categoria Melhor Drama no último Globo de Ouro e perdeu seu posto de “canal diferenciado” para menores como FX e Showtime. Este é o retrato atual da TV norte-americana. Aos poucos, a emissora busca trazer seu público de volta. Hora com erros, como Eastbound & Down, hora com acertos, como é o caso de Hung.

hung
Estrelada por Thomas Jane, o protagonista de The Mist, a dramédia – assim considerada pela HBO, mas para mim é apenas drama – é ambientada nos tempos atuais, no coração de Detroit, um dos estados americanos que mais sofre com a crise econômica e imobiliária. Jane dá vida a Ray Drecker, sujeito que no high school era “atleta, popular, charmoso, cheio de vida e bem dotado”, como descrito por sua ex-mulher em dado momento do episódio piloto. Agora, ainda parafraseando Jessica, vivida por Anne Heche, é “apenas bem dotado”.

Ray é treinador universitário de basquete. Após perder a mulher, os dois filhos, a moral e a auto-estima, vai atrás de uma aula de “Como se tornar um milionário” para perdedores. É lá, e com a ajuda de um caso, uma poetisa, que Ray tem a idéia que o deixará rico. Quando incentivados pelo professor em descobrir o que há de diferente dentro de si dos demais, Ray percebe: não é muito inteligente e sua época já passou. O que sobrou para Ray? Seu enorme pênis. A partir daí, o ex-treinador resolve se prostituir com a ajuda de Tanya, a ex-poetisa que agora se tornará sua cafetina.

A HBO lançou algumas séries nos últimos anos mais engraçadinhas e menos dramáticas. Nenhuma delas vingou como esperado. Hung é diferente das demais por ter muita carisma. Anos atrás diríamos que uma série boa de outro canal tinha cara de HBO. Hoje, digo que Hung tem cara de Showtime.

Agora, se é o programa que colocará a HBO de volta nos trinques, é cedo demais para afirmar. Alguns veículos, como o San Francisco Chronicle, já citam a série como “the next big thing”, mas acho muito cedo. O piloto, que teve uma audiência de 2.8 milhões de telespectadores, tem sim muitas ramificações e possibilidades que podem render boas histórias para uma primeira temporada: Ray é muito carismático e o cenário escolhido como pano de fundo da série, a crise norte-americana, é interessantíssimo de se acompanhar.

A história do Golden Globe e todos os vencedores

Pense nas dez séries mais premiadas da história do Globo de Ouro. Arriscaria um palpite? Seinfeld? Six Feet Under? Com certeza não. Arquivo X? Sopranos? Sim, sim, talvez. M*A*S*H? Definitivamente!

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Pesquisando os prêmios do Globo de Ouro, imaginem minha surpresa ao descobrir que M*A*S*H, com nada menos do que oito estatuetas, encabeça ao lado de Sex and the City e All in the Family (!), a lista das séries mais vencedoras da premiação que incluem programas para lá de bizarros como, por exemplo, o The Carol Burnett Show. Oito estatuetas pode parecer pouco para as três séries mais vitoriosas do Globo de Ouro, mas se pensarmos que a premiação tem bem menos categorias para televisão do que o Emmy e que em algumas categorias ainda concorre junto com o cinema (como os coadjuvantes), oito acaba se tornando um bom número.

O Globo de Ouro é uma premiação norte-americana criada em 1944 que visa premiar os melhores filmes e os melhores programas de televisão do ano. Não é a toa que é considerado uma prévia do Oscar: a audiência e sua tradição perdem apenas para a festinha dos tios da Academia e para o Grammy, respectivamente. A premiação, que tradicionalmente acontece no começo de todo ano, é baseada quase que por completo, nos votos de mais de 80 veículos jornalísticos de Hollywood.

Apesar do primeiro Globo de Ouro ter sido em 1943 e ter ido parar nos estúdios da 20th Century Fox, foram apenas 12 anos depois, em 1956, que surgiram na cerimônia os prêmios para os melhores da televisão. Porém, a coisa era ainda um pouco confusa, com prêmios diferentes a cada ano, sem um padrão ano após anos. Apenas em 1970, foi estabelecido o conceito que conhecemos hoje, o de Melhor Drama, Comédia/Musical, Ator, Atriz, Ator e Atriz coadjuvante. Ou seja, pode-se dizer que a história do Globo de Ouro para os aficionados por televisão tem apenas 39 anos.

Partindo desse princípio, criei uma lista com as dez séries mais vitoriosas de todos os tempos (que na verdade são 11 – calma aí que já explico) na categoria televisão. Saiba qual foi a primeira série a ganhar o prêmio, qual série mais ganhou, com quem ela concorria, quais eram as expectativas e muito mais!

Sopranos, Arquivo X, L.A. Law, Dinastia, Alice e The Carol Burnett Show

Em último lugar, com cinco votos para cada, temos seis séries. Com isso, o TOP 10 acaba virando TOP 11, pois acima dessas seis, empatadas, temos cinco séries com mais do que cinco estatuetas.

The Carol Burnett Show

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De todas as dez séries, a primeira a ganhar o prêmio de melhor série (no caso programa) foi The Carol Burnett Show, em 1971, humorístico ao vivo – diferente da maioria dos programas da época que eram pré-gravados) apresentado por Carol Burnett, Tim Conway, Harvey Korman, Vicki Lawrence e Lyle Waggoner que levou ao ar originalmente na CBS 278 episódios entre 1967 a 1978.

O programa, longe de revolucionário, era até bem bacana e apresentou alguns quadros inesquecíveis como “Went with the Wind”, paródia de “E O Vento Levou” onde Burnett representava Scarlett O’Hara.

A série original acabou tendo outras versões caça-níqueis como “Carol Burnett and Friends” e “Carol & Company”, duas tentativas frustradas por parte da CBS e NBC, respectivamente, de repetir o sucesso do original. Em 1991, a CBS ainda tentou fazer um revival do programa, trazendo-o de volta para uma nova temporada. Resultado? Fracasso absoluto e apenas nove episódios exibidos.

Em seu auge, The Carol Burnett Show, que chegou a ter participações muito especiais como as de Shirley MacLaine, Liza Minelli, Cher e Vincent Price, era difícil de ser batida. Com cinco Globo de Ouro debaixo do braço, ganhou consecutivamente o prêmio de melhor atriz de comédia em 77 e 78 e também consecutivamente o prêmio de melhor ator coadjuvante 75 e 76.

Apesar dos cinco prêmios na bagagem, a estatueta de Melhor Série de Comédia foi levada pelos comediantes apenas em 1971, mesmo ano em que a série Missão: Impossível estrelada por Martin Landau sagrava-se vitoriosa em Melhor Drama.

Alice

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Exibida pela primeira vez em 1976, Alice foi uma sitcom de grande sucesso. Estrelado por Linda Lavin no papel-título e exibida pela CBS, era baseada no filme vencedor do Oscar de Melhor Atriz, Alice Não Mora Mais Aqui, de 1974.

Alice contava a historia de uma mulher que após a perda de seu marido, resolve sair de New Jersey com seu filho e viajar de carro para Los Angeles, na esperança de se tornar uma cantora de sucesso. Com o carro quebrado em Phoenix e sem dinheiro para o conserto, Alice arruma um emprego como garçonete na lanchonete Mel’s Diner e de lá só sairia novamente em 2 de julho de 1985, quando foi ao ar o último episódio da série.

Mesmo com a forte concorrência da antológica série Taxi, que venceu o Globo de Ouro três vezes consecutivas de 1979 a 1981 na categoria Melhor Série de Comédia, Alice não se intimidou, “roubou” metade do Globo de Ouro de 1980, quando ao lado da série de Andy Kaufman, também consagrou-se vencedora na categoria Melhor Comédia.

No ano anterior, 1979, apesar de Taxi ter faturado o prêmio de melhor série, foi Alice quem faturou o de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. No primeiro prêmio, Linda Lavin desbancou a própria Carol Barnett, favorita naquele ano. Já na segunda estatueta, Polly Holliday, que concorria por sua popular personagem Flo em Alice, desbancou Marilu Henner, uma das protagonistas de Taxi.

Voltando para 1980, a história parecia fadada a se repetir. Na categoria de Melhor Série, que Taxi ganhava pela segunda vez consecutiva, também concorriam entre outras, Alice e M*A*S*H. Mas se Taxi desbancou M*A*S*H, Alice desbancou Taxi. E novamente nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante. Dessa vez, o páreo de Linda Lavin era acirrado: de um lado, Jean Stapleton, protagonista de All in the Family, do outro, Loretta Swit, a major Margaret Houlihan de M*A*S*H. Já na categoria coadjuvante, novamente Polly Holliday contra Marilu Henner. E novamente deu Holliday.

Dynasty

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Um dos maiores equívocos da televisão é a soap opera (mais novela do que seriado – vide Desperate Housewives) Dinastia, famosa por seus cliffhangers e erros de continuidade.

Exibida pela ABC de 1981 a 1989, Dinastia tinha seus conflitos em torno de duas famílias de Denver, Colorado que se odiavam: Carringtons e Colbys.

A primeira temporada teve audiência consistente, mas foi apenas no segundo ano da série, mais especificamente em sua season premiere, que Dinasty decolou, abrindo com o episódio “Enter Alexis”, um clássico, onde o personagem misterioso da primeira temporada retirava seus óculos escuros revelando a atriz inglesa Joan Collins (muito Ugly Betty, isso).

Alguns episódios depois a série já estava no topo da audiência figurando sempre no Top 20 da Nielsen. Em 1985, na quinta temporada, alcançou o apogeu conquistando o primeiro lugar na audiência e ganhando convidados para lá de luxuosos como o ex-presidente americano Gerald Ford – também não é para tanto, nos EUA tudo quanto é político participa de seriado. Mas na mesma velocidade em que os números subiram, eles declinaram: com o revival de comédias que se estabelecia na época (Cosby Show, Cheers etc.) Dynastia acabou perdendo o primeiro lugar para nunca mais voltar ao topo.

Apesar de todos os altos e baixos, a série teve uma carreira de sucesso nos Globo de Ouro. Levou cinco estatuetas para casa, incluindo a de Melhor Série de Drama em 1984, quando bateu a concorrência de Hill Street Blues – vencedora nos dois anos anteriores. O grande feito da novelinha talvez tenha sido conquistar estatuetas em três anos seguidos – 1982-1984. Em 82, Linda Evans deu o primeiro troféu da premiação ao programa ao vencer o prêmio de Melhor Atriz em Drama empatada com Barbara Bel Geddes, sua concorrente direta em Dallas. 1983, era uma incógnita: com grandes séries como M*A*S*H, Hill Street Blues, Dallas, Magnum, Cheers e Fame na disputa, Dynastia saiu no lucro ao levar para casa duas estatuetas: as de melhor ator e atriz de drama para John Forsythe e Joan Collins, respectivamente.

Em 1984, além do prêmio de Melhor Drama do ano, John Forsythe viria a ser coroado novamente como melhor ator do ano em drama.

Sua grande contribuição para a TV foi o surgimento de um personagem gay – que tinha até amante – em uma trama noturna de grande audiência, fazendo com que as pessoas olhassem para a situação dos gays em plena era da AIDS.

L.A. Law

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Criada por Steven Bochco, criador de Nova York Contra o Crime (NYPD Blue), L.A. Law pode ser considerada a mãe das séries de tribunal e sem dúvida, dá um show em qualquer criação de David E. Kelley, que participou aqui como escritor e produtor executivo e alcançou a glória com Emmys de Melhor Roteiro em 1990 e 91.

Vencedora de cinco estatuetas do Globo de Ouro, a série teve uma longa duração de nove temporadas e é considerada até hoje uma das séries mais populares do final da década de 80, início da de 90.

Mostrando o dia-a-dia de uma firma de direito de Los Angeles, a série deu bastante sorte em 87 e 88 quando venceu consecutivamente o prêmio de Melhor Drama do ano barrando concorrentes como Murder, She Wrote, drama/suspense que havia vencido também consecutivamente o prêmio de melhor série de drama nos dois anos anteriores.

Ainda no ano de 1988, talvez na maior zebra daquele ano, L.A. Law consagrou a atriz Susan Dey, vencedora do prêmio de Melhor Atriz de Drama, batendo a favorita da noite, Angela Lansbury (de Murder, She Wrote). Já em 1989, a historia se fadava a repetir e Jill Eikenberry acaba saindo-se a grande vencedora da noite na mesma categoria, batendo de novo Lansbury.

1990 e 1991 foram os grandes anos de Cheers e Twin Peaks e L.A. Law acabou saindo um pouco dos holofotes. Apenas em 1992 a série retornou como favorita em alguma indicação: Amanda Donohoe levou a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante, derrotando as protagonistas de The Golden Girls e Cheers.

L.A. Law durou até 1994 e acumulou diversos prêmios em sua bagagem, incluindo três Emmys consecutivos de Melhor Série de Drama entre 1989 e 1991.

Quem já viu L.A. Law sabe que David E. Kelley vem copiando pequenas coisas da série em todas as séries.

Arquivo X

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Arquivo X, uma das grandes séries de todos os tempos, é uma criação de Chris Carter e foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1993. O seriado é considerado um dos primeiros hits da Fox americana e ficou famoso por emplacar slogans mundialmente famosos na cultura pop como “The Truth Is Out There”, “Trust No One”, “Deny Everything” e “I Want to Believe”, como Heroes hoje em dia com o seu precoce “Save the cheerleader, save the world!”.

A série rodava em torno da vida dos agentes Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson), responsáveis pelas investigações dos chamados “arquivos x”, arquivos marginalizados pelo FBI devido a seu conteúdo paranormal. Duchovny fazia o papel do agente de mente aberta enquanto a personagem de Anderson havia sido originalmente transferida para o departamento para investigar as ações do trabalho inconvencional de Mulder. Apenas originalmente, pois mais tarde eles acabam virando parceiros, amigos e, bem… marido e mulher.

O auge da série foi no meio dos anos 90 e depois de cinco temporadas a série ainda gerou um filme de sucesso (“Arquivo X: O Filme”) para depois encerrar com mais quatro temporadas e um outro filme: “Arquivo X: I Want to Believe”. Nas duas últimas temporadas, a série teve um significante declínio, principalmente pelo esgotamento criativo dos roteiristas que não sabiam mais onde levar aquelas personagens e pela vontade de Duchovny de sair da série para se dedicar a sua carreira no cinema.

Na época de seu episodio final, em maio de 2002, Arquivo X era em toda a história, a série de ficção cientifica a mais tempo no ar (nove temporadas e 201 episódios) mas eventualmente perdeu o posto para Stargate SG-1. É considerada pelo TV Guide como a série de maior culto de todos os tempos, atrás apenas da franquia Star Trek. Estamos falando de um culto americano, pois mundialmente falando, perderia para Dr. Who e O Prisioneiro.

A carreira de Arquivo X no Globo de Ouro teve quatro anos de duração, sendo que em três, sendo eles 1995, 97 e 98, a série saiu-se vitoriosa na categoria Melhor Série de Drama. Em 95, a concorrência não era lá essas coisas e a série só teve que passar por cima de ER.

Em 97, houve a grande consagração da série, que levou para a Fox os três mais importantes prêmios da noite. Na categoria de melhor drama, 95 se repetiu, só que aqui a disputa foi mais apertada, mas não com ER e sim com Party Of Five que havia vencido na categoria no ano anterior. Em Melhor Ator, Duchovny passou de bom ator para grande celebridade do ano ao vencer ninguém menos do que George Clooney que concorria por ER. Interessante aqui, é que quem também concorria na categoria, era Lance Henriksen, protagonista de Millennium, série também criada por Carter. Já em Melhor Atriz, Gillian superou a incrível Christine Lahti que começava a se destacar por seu papel em Chicago Hope. Um dia inesquecível para qualquer “excer”.

O final ainda estava longe, assim como seu declínio, mas 98 chegou e foi o último ano que ganhou alguma coisa na premiação. Sem os prêmios de Melhor Ator e Atriz, parecia que Arquivo X sairia com as mãos abanando, já que dessa vez era a série que corria por fora no prêmio de Melhor Drama enquanto ER e Law & Order disputavam os holofotes. Doce engano. Somava ali, sua quinta e última estatueta na premiação.

The Sopranos

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Uma das séries mais importantes dos últimos anos The Sopranos é ambientada na terrível New Jersey. O seriado mostra o dia-a-dia de Tony Soprano (James Gandolfini), ítalo-americano que tem como desafio comandar duas famílias. De um lado, sua mulher, seu filho e sua filha. Do outro, a máfia. Grande marco da HBO ao lado de Six Feet Under, a série estreou no final da década de 1990 para no ano seguinte já conquistar quatro estatuetas do Globo de Ouro.

Desde que foi ao ar em 1999, o seriado se tornou um fenômeno cultural ganhando popularidade pelo mundo ao mostrar com exatidão a comunidade ítalo-americana, os efeitos da violência e a tênue linha que divide o certo e o errado na sociedade.

Além da notável habilidade de atuação por parte do elenco, alguns atores também se destacam por um lado mais negativo: o de quando a vida imita a arte. Como exemplo, o ator Robert Iler, que da vida a Anthony Jr., que em 2001, foi preso por assaltar à mão armada dois turistas brasileiros. O ator foi condenado a quinze anos de prisão, mas por ser menor de idade e ter alegado culpa, ganhou uma condicional de três anos.

Sopranos começou com o pé direito no Globo de Ouro. Em 2000, levou para casa os principais prêmios da cerimônia: Melhor Drama, Melhor Ator de Drama e Melhor Atriz de Drama, sem falar no prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Sem dúvida a maior concorrente da série no ano, era a premiada The West Wing, porém, o prêmio ficou mesmo com James Gandolfini.

Na categoria feminina parecia certo que o prêmio iria para Sopranos. A verdadeira questão, era para quem: Edie Falco ou Lorraine Bracco, que interpretavam Carmela Soprano e Dra. Jennifer Melfi, respectivamente. No fim, melhor para Falco. Ainda em 2000, o show levou outra estatueta: a de Melhor Atriz Coadjuvamente, pelo brilhante papel de Livia Soprano, mãe de Tony, interpretado pela incrível Nancy Marchand.

Com os anos seguintes monopolizados por The West Wing e Six Feet Under, Sopranos acabou levando apenas mais uma estatueta: Melhor Atriz em Drama, de novo para Falco, em 2003, derrotando nomes como Jennifer Garner e Rachel Griffiths.

Cheers

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Cheers estreou na NBC em 1982 e tinha como ponto de partida um bar de Boston onde um grupo de pessoas se reunia para beber e se divertir. Quase cancelado ainda em sua primeira temporada devido a péssima audiência, os produtores apostaram um pouco mais e Cheers acabou durando 11 temporadas e 273 episódios.

Vencedora de 26 Emmys, a série teve uma bela carreira no Globo de Ouro, sendo a quarta maior vencedora da história da premiação, e responsável pela consagração de Kelsey Grammer que interpretava a personagem Frasier, que eventualmente ganhou seu próprio show. Frasier também teve passagem pelo Globo de Ouro com dois prêmios para o próprio Grammer na categoria Melhor Ator em Comédia.

Os anos dourados de Cheers foram 1990 e 1991. Porém, foi em 1983 que a série ganhou pela primeira vez. Concorrendo com nomes de peso como Loretta Swit de M*A*S*H, Shelley Long não era favorita por ser o primeiro ano de Cheers no evento, mas a zebra rolou e Long venceu, dando a Cheers não apenas sua primeira estatueta no Globo de Ouro, mas a primeira na historia do seriado em premiações.

Em 1985, a série levou um prêmio mais importante: o de Melhor Atriz de Comédia. O engraçado aqui, é que novamente a vencedora foi Shelley Long, já que os produtores resolveram apostar e indicá-la como Melhor Atriz, uma vez que sua personagem havia crescido consideravelmente de importância durante os anos.

Depois de um longo sumiço, em 1990 a série voltou a figurar entre as vencedoras ao levar o prêmio de Melhor Ator em Comédia, faturado por Tad Danson que desbancou o grande favorito da noite, o grandalhão John Goodman, que concorria por Roseanne.

Sem dúvida, 91 foi o grande ano para Cheers no Globo de Ouro que faturou a tríplice coroa: Melhor Série, Ator e Atriz de Comédia. Na categoria de melhor ator, Danson novamente superou Goodman (e Burt Reynolds!) e levou a melhor. Já em Melhor Atriz, a vencedora foi Kirstie Alley por Cheers, ela mesma, de Fat Actress e Veronica’s Closet.

Murder, She Wrote

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Apesar de ter sido um sucesso em sua época, vencedora de seis Globo de Ouro, série de suspense de maior longevidade da história, e ter tido doze temporadas, Murder, She Wrote sempre foi renegada pela crítica.

Murder, She Wrote era assim: uma série de suspense sobre Jessica Fletcher (Angela Lansbury), famosa escritora de romances policiais que sempre, e por sempre eu digo SEMPRE, esbarrava com assassinatos em todos os lugares que ia. A polícia então começava a investigar, sem muito êxito culpando alguém qualquer, e Jessica não satisfeita com a resolução, dava uma de detetive e resolvia o crime sozinha.

Não me levem a mal, a série era sim muito boa, mas doze temporadas, ou 263 episódios é dose.

Claro que sempre rolava aquele negócio da polícia vir e mandar Jessica largar o caso por não fazia parte das investigações, mas a escritora, acabava conseguindo uma vaga de perita por ter algum fã de seus livros dentro da polícia.

Iniciada em 1984 na CBS, Murder, She Wrote foi sucesso absoluto de público, porém, ao longo de suas temporadas, foi declinando na audiência pelo esgotamento criativo dos roteiristas que até tentaram dar uma nova guinada na série mudando Jessica para Nova York, mas era tarde demais: Em 1994 estreava Friends na televisão e por dois anos “Murder” teve que concorrer diretamente com a comédia. Os índices começaram a despencar até que eventualmente, em 1996, o show deu seu adeus definitivo.

A carreira da série no Globo de Ouro começou em 1985 quando levou os prêmios de Melhor Drama do Ano (derrotando as favoritas Dinastia e Hill Street Blues) e Melhor Atriz de Drama para Lansbury. Em 86, novamente a série fatura o prêmio, dessa vez, deixando para trás Miami Vice e Dinastia entre outras.

Em 1987, 90 e 92, Lansbury novamente ganhava o prêmio de Melhor Atriz de Drama consolidando-se como uma das grandes atrizes da televisão do final dos anos 90. Suas principais concorrentes em cada ano foram John Collins de Dinastia, Susan Dey e Jill Eikenberry por L.A. Law e Dey novamente por L.A Law, respectivamente.

Ao longo de Murder, She Wrote, diversos rostos conhecidos do grande público passaram pela série, dando ao público oportunidade de rever seus atores favoritos da infância e adolescência.

Sex and the City

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Sex and the City, também conhecida como “a série que todo mundo já viu no Brasil”, estreou em 1998 e teve seis temporadas, terminando em 2004.

Mostrando a vida de Nova York através dos olhos de Carrie Bradshaw, colunista de sexo de um jornal da capital, a série foi um enorme sucesso no mundo todo e foi uma das mais revolucionárias e divisoras de águas da televisão, ao falar tão abertamente sobre sexo. Algo que claro, só a HBO trazia na época (hoje em dia temos outras como FX, AMC e Showtime).

A série, baseada no livro homônimo de Candace Bushnell, focava a vida de quatro melhores amigas de trinta e poucos anos e suas desventuras com os homens, o sexo e a noite nova-iorquina regada a muitos cosmopolitans.

Por ter sido um verdadeiro marco da televisão, foi um arrasa quarteirão no Globo de Ouro: nomeada 24 vezes a premiação e levou nada menos do que oito estatuetas. Em 2000, 2001 e 2002 não teve para ninguém e o programa faturou consecutivamente o prêmio de Melhor Comédia do ano. Na categoria de Melhor Atriz de Comédia, mesma coisa: Sarah Jessica Parker faturou três vezes consecutivas. Durante os três anos, a atriz teve como grande concorrência Calista Flockhart por Ally McBeal e Debra Messing por Will & Grace. Já a série, teve como concorrentes favoritas, Ally McBeal, Will & Grace e Spin City (vencedora do prêmio de 98 a 2000 e em 2001).

Em 2003 e 2004 a série saiu da premiação com um prêmio em cada ano. No primeiro, o de Melhor Atriz Coadjuvante para Kim Cattrall, dona do papel de Samantha, personagem inesquecível na mente de qualquer marmanjo. Em 2004, novamente o de Melhor Atriz de Comédia para Sarah Jessica Parker, tornando-a a maior vencedora da categoria na história da premiação.

All in the Family

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Voltemos para 1971, um ano após a revolução do formato do Globo de Ouro. A série All in the Family, clássico da televisão, foi vencedora de também oito estatuetas e foi ao ar pela primeira vez em 12 de janeiro de 1971 na CBS.

Baseada na série britânica Til Death Us Do Part, era protagonisada por Jean Stapleton e foi revolucionário em seu tempo por abordar verdadeiros tabus da sociedade como racismo, homossexualismo, liberdade da mulher, estupro, câncer e impotência.

Em 2002, buscando as 50 melhores séries, o TV Guide apontou All in the Family como o quarto melhor programa de todos os tempos e apontou Archie Bunker, personagem da série, como melhor personagem de todos os tempos. Por falar em Archie Bunker, em 1979, a série foi reformulada e simplesmente mudou de nome (!) para Archie Bunker’s Place. Quatro anos se passaram até que foi finalmente cancelada em 1983.

Os oito prêmios aconteceram entre 1972 e 1978, sendo quatro para Melhor Série de Comédia (72-74 e 1978), dois para Melhor Atriz de Comédia (1973 e 1974), um para Melhor Ator de Comédia (1972) e um para Melhor Atriz Coadjuvante (1975).

Em Melhor Comédia, não teve dificuldades para vencer três anos consecutivos. Suas maiores concorrentes foram The Carol Burnett Show e M*A*S*H. Em Melhor Atriz, a concorrência foi mais apertada. Em 1973, Jean Stapleton teve que passar por cima de Carol Burnett e Julie Andrews (ela mesma!). Em 1974, de novo Carol Burnett, e Cher! Na categoria de Melhor Ator, de volta a 1972, Carroll O’Conner não teve dificuldades para sair-se vencedor, porém, passando pelo talentosíssimo Dick Van Dyke.

Em 1975, a série ganhava seu sétimo prêmio: o de Melhor Atriz Coadjuvante para Betty Garrett que concorreu com Vicki Lawrence de The Carol Burnett Show, entre outros. Por fim, o último prêmio da série no Globo de Ouro: o quarto de Melhor Comédia, em 1978. A concorrência no ano não era tão forte: apenas The Carol Burnett Show já em descenso. Sua verdadeira oponente naquela noite era Happy Days, que faturou o prêmio duplo de Melhor Ator de Comédia para Henry Winkler e Ron Howard (sim, ele mesmo, que como diretor, era um ótimo ator…).

No Brasil, All in the Family foi exibida por apenas um ano, com o título de Tudo em Família. Depois, foi retirada do ar pela censura.

M*A*S*H

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Criada por Larry Gelbart em 1972, a série era inspirada no livro Catch-22 e baseada no filme de mesmo nome dirigido por Richard Hooker em 1970.

Foi através de M*A*S*H que surgiu o termo “dramédia”, devido ao seu conteúdo parte drama, parte comédia, sem uma linha de segmentação fixa. O programa, produzido pela 20th Century Fox para a CBS, acompanhava um time de médicos e seus funcionários em um hospital de Uijeongbu, durante a Guerra da Coréia. Apesar da sinopse, é visível que a série tinha como verdadeira inspiração, a Guerra do Vietnã.

M*A*S*H não foi inesquecível apenas por seus oito Globo de Ouro, mas também por ter tido a series finale de maior audiência da historia da televisão mundial. A “dramédia” teve 251 episódios e durou onze temporadas, cobrindo um período de três anos de guerra.

A história de M*A*S*H no Globo de Ouro começou em 1974, quando McLean Stevenson levou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em Comédia. Em 1975 e 1976, Alan Alda levou o prêmio consecutivamente ao derrotar nomes de peso como Carroll O’Connor e Johnny Carson. De 1977 a 1979, Alda continuou concorrendo, mas sem nenhuma vitória. Os anos dourados estavam por vir: Em uma incrível sucessão de prêmios, Alda levou a estatueta de Melhor Ator em Comédia em quatro anos consecutivos: de 1980 a 1983, sendo que em 82, M*A*S*H ainda consagrou-se como Melhor Série de comédia do ano.

M*A*S*H foi a primeira série da história da exibir um episódio com a narrativa em tempo real. Escrito por Alan Alda, em 1978, o roteiro mostrava médicos realizando uma cirurgia em 20 minutos. No canto inferior da tela, um relógico cronometrava tudo.

Que venham as próximas…

Bem capaz que esta lista permaneça intacta por alguns bons anos enquanto não surgir uma nova Sex and the City, uma nova All in the Family ou uma nova M*A*S*H. A conferir.

Planilha

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Criei uma planilha com os vencedores de todos os anos nas principais categorias do Globo de Ouro. Para consultar, clique aqui ou na imagem acima.

As Séries Mais Esperadas do Ano de 2022

2022 tem sido um ano interessante. Não bastassem acontecimentos históricos em âmbito social, educacional, econômico e político – como a recente eleição de Soninha Francina à presidência de república -, faz-se também necessário um olhar mais detalhado ao campo cultural, mais precisamente ao universo referente aos seriados de TV.

Vai ao ar esta semana no primetime da NBC a trigésima segunda e última temporada da série de drama ficcional mais duradoura da história da TV: “Law & Order” – somando um total de 687 episódios. É esperada uma audiência histórica para a series finale, considerando que o penúltimo episódio, exibido semana passada, foi o episódio mais assistido dos anos 2010 alcançando uma audiência recorde de dois milhões de espectadores.

Coincidentemente, no dia seguinte, na terça feira, mesmo horário, mesmo bat-canal (lembram dessa?) é a vez de “Law & Order” dar luz para seu sétimo spin-off: “Law & Order: Terrorism Alert”, drama estrelado por Penn Badgley e sucessora de “Law & Order”, “Law & Order: Special Victims Unit”, “Law & Order: Criminal Intent”, “Law & Order: Trial By Jury”, “Law & Order: Victim/Witness Program” e a famigerada “Law & Order: The Pedophile’s Files”. Badgley ficou famoso nos anos 2000 por dar vida ao personagem Dan Humphrey na série “Gossip Girl”. Porém, após o término da quarta temporada do programa teen, ainda em 2010, o ator abandonou a série para dedicar sua carreira ao cinema, e cá entre nós, já sabemos como tudo isso termina (“Velozes e Furiosos 9″, “Alien & Predador Vs. Indiana Jones 2″, “O Filho do Homem de Ferro 3″).

Por sinal, 2010 foi o mesmo ano da falência da emissora CW, gerando o cancelamento de todos os seus programas, incluindo “Smallville”, “Supernatural”, “One Tree Hill”, “Gossip Girl” e da recém estreada “Rory”, continuação de “Gilmore Girls” que narrava a vida adulta de Rory (Alexis Bledel) ao lado de seu novo amor – Paris Geller (Liza Weil) -, vivendo loucamente em L.A..

Enquanto isto, a quarta-feira promete ser épica para a FOX: Kieran Culkin e Emma Watson estrelam o remake mais aguardado da história da TV: “X Files: The New Files”. Criada por Joss Whedon em parceria com Chris Carter, a série promete ser uma mistura de refilmagem e prelúdio de “Arquivo X”. O episódio piloto vazado na Internet semana passada, agradou aos críticos, que em sua maioria, disseram ser uma obra fiel a sua progenitora. O mesmo não pode ser dito em relações aos fãs, que olham desconfiados para a parceria Whedon-Carter, visto que nos anos 1990, estas séries possuíam um público distinto.

Apesar da euforia da crítica, todo cuidado é pouco se olharmos para trás e lembrarmos de “Dawn, The Vampire Slayer”, remake de “Buffy” criado por Whedon após o fracasso de “Dollhouse”, série da longínqua 2009, estrelada por Elisha Dushku. Vale ressaltar que os protagonistas do novo “Arquivo X” possuem um ponto em comum: ambos alcançaram à fama na infância/adolescência e ambos gastaram rios de dinheiros com drogas, sendo internados na mesma famigerada clínica de reabilitação onde, em 2010, Amy Winehouse cometeu suicido cortando os pulsos (sério, será que algum dia nós saberemos da onde veio aquela faca?).

A quinta-feira deve passar batida, pois além do retorno de “A. J. Soprano” e sua quarta temporada no AMC, temos apenas o retorno de “Two And a Half Women” na CBS, série estrelada por Claire Danes, Mischa Barton e Suri Cruise.

A sexta-feira dá as caras e a semana vai chegando ao fim comprovando a tendência iniciada no final dos anos 2000: remakes. Desta vez, o chamado “J. J. Abrams HUGE comeback”, ou, o remake de “Twin Peaks”, criado por Abrams, criador de “Felicity”, “Alias”, “Lost”, “Fringe” e “Wicked”, o HUGE fracasso de sua carreira. Após o cancelamento de “Wicked”, Abrams entrou em uma grande depressão, foi diagnosticado esquizofrênico e se exilou em uma ilha no Havaí, jurando se chamar Jack Shepard. Agora, recuperado, volta ao trabalho no remake da série clássica criada por David Lynch e Marc Frost. A produção, claro, é do AMC.

Na semana que vem falaremos dos números que estas séries atingiram, pois certamente será uma semana de quebra de recordes nos anos 2010. A semana que vem também marca o aniversário fatídico de cinco anos daquela coletiva da HBO sobre a retirada do canal do mercado de seriados para focar exclusivamente na produção de filmes made-for-tv.

Mad Men

Com certo atraso (ok, big atraso) resolvi discorrer um pouco sobre o show que considero ser o melhor programa norte-americano atualmente no ar. Este atraso se deve justamente pelo “medo” que esta série ainda me causa. Lógico que estou falando do drama “Mad Men”.

“Medo” pela capacidade absurda da série de retratar quatro temas: 1962, uma agência de publicidade em 1962 , o coditiano de publicitários em 1962 e o coditiano de publicitários nova-iorquinos da Madison Avenue em 1962. Muito já se falou sobre a série. Falar o que o termo “mad men” significa é redundante, considerando que o mesmo é a primeira explicação do piloto da série, com a tela ainda em fade. Não vou perder tempo. Problema é seu se você ainda não se interessou pela série.

Diversas sinopses e argumentos podem ser atribuidos a “Mad Men”. Pode-se dizer que é um programa sobre uma agência de publicidade, é verdade. Porém, não seria equivocado dizer que a trama fala sobre as dúvidas e incertezas do cotidiano de um sujeito, Don Draper. Também não vou perder tempo. Deixo a sinopse para você.

O que precisa ser dito é que “Mad Men”, é uma série inovadora – na abordagem, não na estética – criada por Matthew Weiner, roteirista de “Sopranos”, e que é a série que colocou o canal a cabo AMC na rota dos canais de seriado. Parte da “culpa” é da HBO, que recusou o projeto quando Weiner bateu à porta da emissora. Mas aí são outros 500, quem entende de TV sabe que estes são dias sombrios para a HBO e a ladeira é muito íngrime.

Já o pequenino canal a cabo AMC nunca foi gente grande e da noite para o dia viu-se com a melhor série da televisão em suas mãos. Sua programação sempre foi pífia, repleta de filmes, talk shows e reruns. Agora, começa investir pesado nos chamados “programas originais”, ou seja, criados pela emissora. Entre eles, outras duas séries merecem atenção: “Breaking Bad” e o remake da clássica, cult, incrível, divisora de águas e tudo mais de bom que você puder pensar, “The Prisoner” (O Prisioneiro). Um adendo a isto tudo é a audiência de “Mad Men”, que dobrou em um ano: enquanto a series premiere foi assistida por 915 mil telespectadores, praticamente ninguém, a estréia da segunda temporada teve 2 milhões de telespectadores.

Enfim, muitos são os fatores responsáveis pelo sucesso da série: assim como James Gandolfini em “Sopranos”, Jon Hamm parece ter nascido para interpretar Don Draper. O resto do elenco também é primoroso, com destaques para Elizabeth Moss, January Jones e John Slattery. Os plots são bem trabalhados, respeitando o tempo dos personagens. O timing é algo tão valorizado na tela, que vez ou outra, parece que estamos diante de um documentário com pessoais reais. E as situações, lógico: talvez o grande mérito de “Mad Men”, seja a precisão histórica, veracidade em que apresenta situacões cotidianas do início da década de 1960. Muita coisa vivida na época está alí: o boom da publicidade, a vida mesquinha de Nova York, o glamour, a repressão das mulheres, o cigarro, a bebida, o racismo, adultério e até eleições presidenciais, no caso, a disputa pelo poder entre o senador democrata Kennedy e o na época vice-presidente Nixon.

“Mad Men” também começa a gozar de muito prestígio pela crítica especializada. Depois de vencer o Globo de Ouro levando para casa a estatueta de Melhor Drama e Melhor Ator em Drama para Jon Hamm, agora, junto com a série “Damages”, é a primeira série de TV da história do cabo simples (basic cable – atinge menos domicílios) a ser indicada ao Emmy de Melhor Drama, entre outras 15 indicações (incluindo Melhor Ator de Drama para Jon Hamm).

O acúmulo de indicações e prêmios, o prestígio da mídia, do público, as mad men twitter accounts e as matérias semanais em diversos jornais e revistas do mundo, são pequenas provas de que “Mad Men” é tão bem conduzida, que aos poucos vai se tornando ao mesmo tempo um ícone cult e pop.

Matthew Weiner, criador, já disse que pretende levar a série ao ar por cinco anos, para fechar o arco de dez anos na vida dos personagens. Ponto para Weiner e “Mad Men”: cinco anos é o tempo perfeito para que uma série tenha começo, meio e fim.

Tell Me You Love Me

Matéria originalmente publicada no site Séries Etc.

O laço mais complexo que pode existir entre dois seres humanos é o relacionamento amoroso, afetivo – dividido com o eco em torno de quatro paredes. Os seres humanos são por si só cercados de tabus, paradigmas, anseios, receios e insegurança. Quem não ama ouvir que é amado? Melhor: quem não ama se sentir amado?

Partindo desta premissa – e a de que todo mundo é fodido por natureza – a HBO Brasil lança no dia 8 de junho, sem muito alarde, a série “Tell Me You Love Me”, que conta o dia a dia de quatro casais: o de 20 e poucos anos, o de 30 e poucos anos, o de 40 e poucos anos e, dando um salto maior, o casal de 70 e poucos anos.

Parando aí, a série já seria fantástica, pois aborda os grandes dilemas de cada faixa etária (chegaremos aos dilemas), mas ela vai além. Aproveita-se por estar em um canal a cabo (nos EUA também é da HBO) para virar quase um soft-porn europeu. Você aí de 20 e poucos anos, transa, não? De 30 também, certo? Então, na série não teria porque o sexo não fazer parte da vida de um casal. Em Diz Que Me Ama – título nacional – não há espaço para falso moralismo. Como disse Rodrigo Garcia, um dos diretores da série, mente por trás da também excelente “In Treatment”: “Esse negócio de que mulher se cobre com o lençol até o pescoço depois do sexo não existe”.

Série é criticada por mostrar demais

Em uma coletiva de imprensa, a primeira pergunta que Cynthia Mort, criadora da série, foi obrigada a responder, foi a seguinte: “E aí, Cynthia, é tudo verdade como parece?”.

As cenas de sexo em “TMYLM” são de um realismo assustador. Apesar de negar veemente que seriam de fato, reais, Mort e sua cria foram – e estão sendo – severamente criticados – aqui, negativamente – pelo uso em excesso de sexo e, principalmente, nudismo frontal.

Talvez o que mais perturbe são as cenas que parecem ser protagonizadas por mim ou por você, pois são simplórias ao extremo: masturbação, sexo oral, aquela briga em um domingo ocioso que logo se transforma em uma inesperada rapidinha no sofá. O maior motivo das críticas ao programa não é apenas a sua simplicidade ao abordar e desconstruir relacionamentos e sexo, mas seu realismo: Tell Me descarta qualquer “glamouralização” hollywoodiana, mega produção ou maquiagem para esconder mamilos, pênis, enfim, ângulos pouco convencionais das genitálias do sexo masculino e feminino.

Os casais

Michelle Borth e Luke Farrell Kirby interpretam Jamie e Hugo, respectivamente, casal de 20 e poucos anos dividido por atos impulsivos ligados a qualquer jovem e a vontade de oficializarem sua longa relação trocando alianças. Em determinado momento do episódio piloto, os dois conversam:

JAMIE: Você flerta e eu odeio!
HUGO: Eu preciso estar apaixonado por alguém que confie em mim.
JAMIE: Você deveria estar. Só não acho que esta pessoa seja eu.

Porém, como qualquer jovem casal, pecam pela falta de segurança e maturidade em seu relacionamento. Hugo flerta com outras mulheres e Jamie não só sabe como detesta. Quando ela suplica ao cara por uma maior segurança, mais gestos de afeto – como quando ela pede para ele dizer que a ama e que nunca a irá trair -, ele responde o que todas as mulheres nunca desejariam ouvir:

HUGO: Não posso dizer isso. Não sabemos como será o amanhã, Jamie. Você realmente acha que serei o último cara para quem você vai dar na vida?

E o relacionamento começa, vagarosamente, a desmoronar. Alguns episódios depois, Jamie vai à procura de terapia e acaba no escritório da Dra. May Foster.

Sonya Walger (a Penny de Lost) e Adam Scott interpretam Carolyn e Palek, respectivamente, casal de 30 e poucos anos que tem um casamento estável, porém desequilibrado emocionalmente pela incapacidade de conseguirem ter um bebê. Ambos são saudáveis e sadios, os espermatozóides de Palek são “vencedores”, segundo seu médico, mas o casal já tenta a mais de um ano ter um filho, em vão.

Os dois protagonizam as maiores cenas de sexo explícito do programa, afinal, buscam incessantemente, um terceiro membro para a família – e o sexo em busca de um bebê não é o sexo apaixonado que um casal jovem faz quando volta pra casa, é uma transa rápida, fria, sem emoção: quase um estupro. Não. É um estupro. Com a frustração pelo insucesso, os dois acabam procurando uma terapia de casal com a Dra. May Foster.

O terceiro casal é formado pelos atores Ally Walker e Tim DeKay, que interpretam Katie e Dave, respectivamente. Os dois formam provavelmente, o casal mais fucked up do seriado. Katie entrou nos 40, é sozinha, tem um casal de filhos para cuidar e poucas amigas. Dave, é distante, parece ter repulsa por Katie e os dois, casados há 15 anos, não transam a mais de um ano – o que não impede Dave de, vira e mexe, se masturbar na cama.

Katie, mais insatisfeita que Dave, tenta reverter a situação – sem muito sucesso -, e ela acaba no consultório da Dra. May Foster, mas Dave se recusa a participar do que seria uma terapia de casal.

O último casal é representado pelos atores Jane Alexander e David Selby. Alexander interpreta justamente a Dra. May Foster, cuja presença na tela torna o seriado ainda mais sofisticado, pois após abordar casais problemáticos em crises de fidelidade, gravidez e sexo com seus cônjuges, o show oferece os anseios da psicóloga e seu casamento de 43 anos de duração.

Por ela e seu marido fazerem parte da chamada terceira idade, a TV convencional – não falo da TV aberta, mas outros canais a cabo – provavelmente nos pouparia de cenas de sexo envolvendo os dois. No duro? Por quê? Certo que idosos de 70 e poucos anos de não fazem tanto sexo assim, mas May e seu marido Arthur transam que nem coelhinhos: o terceiro episódio da série se encerra com os dois fazendo sexo e May sussurrando ao ouvindo de Arthur:

MAY: Me come! Me fode! Entra dentro de mim.

A série não só é excepcional em seu visual e realismo, mas em sua concepção de que todos os casais de diferentes faixas etárias são iguais: as mulheres de 20 e poucos têm medo de infidelidade, as de 30 de não conseguirem constituir uma família e as de 40 de viverem sozinhas, sem sexo. Os homens de 20 e poucos anos têm dificuldade em se manter em um único relacionamento, os de 30 em acompanharem persistentemente o desejo de sua mulher em ter um filho e os de 40 em manterem o desejo e prazer de fazer amor com sua parceira.

É uma generalização, que verdadeira ou não, dá certo e transforma Tell Me You Love Me na melhor estréia da temporada passada de seriados norte-americanos.

Tell Me You Love Me
Aos domingos, às 22h00
Demanda: 10 episódios
Canal: HBO Brasil
http://www.hbo-br.tv/


Editor


Pedro Beck é jornalista e crítico de TV.


Contato:
pedrobeck@gmail.com

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