Beckstage #1

Coluna originalmente publicidada na Revista Paradoxo.

Terminator / Dollhouse

Realmente não sei o que dizer da renovação de ‘Dollhouse’ e o cancelamento de ‘Terminator: The Sarah Connor Chronicles’. As séries praticamente empatavam em todas as demos, tinham a mesma audiência quase toda semana, mas como uma diferença: a primeira é péssima enquanto a segunda, se tratando de TV aberta, era uma pequena jóia.

A Fox, entre outros motivos, alegou esgotamento criativo. Patético. Enquanto isso, os executivos da emissora renovam Dollhouse alegando que Joss Whedon tem um público muito fiel. A minha dúvida é: desde que TV é TV, para sobreviver, é preciso ter anunciantes. Para ter anunciantes, é preciso ter audiência. Quem sabe em um futuro próximo, exibições via streaming e downloads legais e ilegais contem, mas atualmente, ainda não conta. Sendo assim, onde está esta base de fãs fieis, seguidores de Whedon?

Prometo não falar mais deste assunto.

Criminal Minds

Achei a season de ‘Criminal Minds’ impecável, mas a finale, apesar de dupla e tudo mais, é muito fraca. OK, a decisão de exibir uma season finale dupla, em termos de audiência, foi acertada, não questiono isso. Mas o plot do episódio foi um dos mais fracos da temporada. E vamos combinar, este lenga lenga de terminar temporada de cop show com alguém levando um tiro já cansou. A série volta e o personagem, quando muito, está no hospital e sobrevive.

24 Horas

Ninguém merece Sprague Grayden em 24. Péssima em John Doe, Six Feet Under, Weeds, Over There, Joan of Arcadia, Sons of Anarchy e péssima em 24.

Agora, impressionante é como em todas as temproadas de 24 Horas, por trás de um grande ditador negro, sempre há um terrorista doméstico. Mesma fórmula over and over again. E, mesmo assim, admiro a capacidade dos produtores de levarem o show tão longe, ainda que a audiência não responda mais com tanto fervor.

Serião. A Kim Bauer deve ter jogado muita pedra na cruz, há sete anos que ela só atrai maluco, assassino, sequestrador, psychos de todos os tipos. Por mais gostosa que ela seja, se batasse aqui em casa, eu saia correndo.

A próxima temporada do seriado terá um novo cenário de fundo. Nova York substitui Los Angeles/Washington. O oitavo ano tem tudo para ser muito bom, ainda mais depois do boatos de que seria o último pior dia da vida de Jack Bauer.

Quanto a temporada, não achei TÃO boa igual falaram por aí. A Presidente Talor é muito fraca, pior é saber que ela volta para a próxima temporada. Outra coisa que me desagradou bastante foi a última cena da season finale. Sem sal. Pensar que 24 Horas já teve cliffhangers como Mia Kirshner tentando assassinar o Presidente Palmer.

Glee

A audiência da pré-estréia de ‘Glee’ foi boa. Foi acertada a decisão da Fox de levar ao ar o piloto agora e ter um feedback inicial não só de burburinho e crítica, mas de audiência. Glee, se bem trabalhada, tem tudo para se tornar o próximo hit da Fox.

Supernatural

Sensacional a season finale de ‘Supernatural’. O cliffhanger é previsível, mas o episódio em si é maravilhoso. Palmas para toda a temporada, sem dúvida a melhor. Quanto mais sombrio o show se torna, mais qualidade vemos nos episódios. Sem falar que este foi, foi o que mais vimos episódios mitológicos e o que menos vimos monsters of the week, o que sempre valoriza a série.

Melhor ainda é saber que o Misha Collins, o anjo Castiel, entra para o elenco regular na próxima temporada – que aliás, em minha opinião, deveria ser a última. Não só porque sou a favor de seriados com ciclos de cinco temporadas, mas porque acredito que a jornada dos irmãos Winchester deveria ter um fim anunciado e não esbarrar em um eventual cancelamento por parte da CW.

Lost

Não sou um fã entusiasta e incondiconal de Lost. Sou um admirador. Não acredito nos produtores quando dizem que desde o episódio piloto já tinham em mente o desenrolar de TODA a série. Aliás, quem acredita nisso?

Achei a quinta temporada boa. Só boa. É melhor que a terceira e a quarta, mas muito inferior a primeira e a segunda. Alguns personagens fazem a diferença, Faraday deu super certo, é verdade, outros ainda não vimos tudo que eles podem dar, caso de Miles – que, sem dúvida, terá um papel IMPORTANTÍSSIMO na temporada derradeira que se aproxima.

Quanto a season finale, é PÉSSIMA. Se eu quisesse brincar de escolhas e andar de lá pra cá, jogaria Doom. Incompreensível os personagens mudarem tanto suas motivações e opiniões.

Mas há de se fazer algumas ressalvas:

Fala-se muito mal do Jack, mas para mim, ele é um personagem fascinante e observar como, aos poucos, ele abandona a ciência e abraça a fé é de parar, levantar e aplaudir a construção do personagem.

Outra. A cena inicial da season finale É MEMORÁVEL, FABULOSA. Talvez a melhor coisa que tenha visto em Lost. Pensar nas implicâncias daquela cena é de explodir a mente.

No fim, após o término da série, Lost será lembrada como a primeira grande série do século XXI a ter um culto igual ao maior que o de Arquivo X. Mas também será lembrada  como a série que, por seis temporadas, construiu o que poderia ter sido exibidido em três. Parte culpa dos produtores, mas a grande culpa aqui é da ABC, claro, que visa potencializar ao máximo seus shows – basta ver o limbo criativo no qual Desperate Housewives se meteu após seu primeiro ano.

Fringe

Alguns falam muito mal de Fringe. Não bastasse carregar o rótulo de “novo Arquivo X”, é uma criação de JJ Abrams, criador de Felicity, Alias e Lost.

Para mim, é uma das melhores séries da temporada. Não acho que o show demore para ficar bom, igual dizem por aí. Acho que demora para achar seu caminho, sua trama, sua mitologia. E esta demora é justificável quando colocamos a temporada na balança e vemos os 20 episódios entregues. Fringe tem audiência, anunciantes, ótimos roteiros, um bom cast e, principalmente, uma ótima protagonista.

Tenho certeza que o caminho é longo para esta série – e assim torço, sou fã.

Quanto a season finale,  os últimos cinco minutos são sensacionais, o cliffhanger então… de cair o queixo – ainda que bastante apelativo. Mas o episódio como um todo, foi meia boca.

30 Rock

Sensacional a season finale de 30 Rock. Todas as participações especiais foram ótimas e colocar o Clay Aiken para ser primo do Kenneth foi GENIAL. You go, Tina Fey! A temporada em si teve seus altos e baixos, nem sempre participações mais que especiais seguram as pontas, exemplo de Steve Martin e Jennifer Aniston. Outras, como a de Oprah, foram ridículas de tão engraçadas.

Para a próxima temporada, alguém podia transformar o Dr. Leo Spaceman em regular. O personagem é PERFEITO!
Que tal uma compilação com TODAS as falas do Tracy Jordan desta temporada? http://migre.me/1jWC

That’s a deal-breaker, ladies!

***

Dexter

A quarta temporada de Dexter já tem data oficial de retorno:  27 de setembro. Outra boa notícia envolvendo a série, é que Keith Carradine voltará para viver novamente o agente Frank Landis.

My Name is Earl

Earl tinha uma pequena chance de sobreviver depois do cancelamento da série pela NBC. Ethan Suplee, o Randy, anunciou via Twitter que o programa está oficialmente cancelado depois de 96 episódios. O mais triste aqui é uma série tão bacana ficar sem um gran finale. Merecia.

24 Horas

Freddie Prinze Jr, casado com Sarah Michelle Gellar e astro dos filmes do Scooby-Doo, está confirmado no oitavo (e último?) dia mais difícil da vida de Jack Bauer – que terá sua  season premiere em 17 de janeiro de 2010.

Mad Men

A boa notícia é que a série, que anteriormente só voltaria em 2010, volta em agosto. A má notícia? Por causa da crise, a AMC pediu que todos os episódios da série tenham dois minutos a menos, assim a emissora pode colocar mais um comercial durante a transmissão do programa. Pode parecer pouco pra você, mas são 26 minutos a menos da melhor série no ar atualmente.

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Editor


Pedro Beck é jornalista e crítico de TV.


Contato:
pedrobeck@gmail.com

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