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Audiência TV americana – 07/10

A maioria dos seriados dos principais canais da TV aberta norte-americana perderam audiência no primetime da noite de quarta-feira. O bloco de comédias da ABC foi a principal vítima desta queda de audiência. Com isso, a CBS tomou conta da noite.

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‘Hank’ teve queda de 24%, fechando com 6.7 milhões de telespectadores e 1.6 pontos na demo qualificada de 18-49. ‘The Middle’ teve queda de 19%, fechando o horário das 9pm com 6.8 milhões e 2.1 pontos. Já ‘Modern Family’ e ‘Cougar Town’, tiveram queda de 16% e 18%, respectivamente. A primeira fez 3.2 pontos e atraiu 8.5 milhões de pessoas. A segunda encerrou o bloco das comédias da emissora com apenas 1.8 ponto e 5.3 milhões telespectadores. Fechando a noite da emissora, outra má notícia: ‘Eastwick’ teve queda de 22% e fechou o slot das 10pm com 1.8 ponto e 5.3 milhões de telespectadores.

A Fox e a CBS tiveram uma batalha daquelas pra ver quem ganharia a noite na demo qualificada, mas a CBS, como quase sempre, acabou levando vantagem. A emissora levou ao ar as comédias ‘New Adventures of Old Christine’, que fez 2.0 pontos na demo e 7.3 milhões, e ‘Gary Unmarried’, com 2.2 pontos e 7.2 milhões. ‘Criminal Minds’ e ‘CSI: NY’ fecharam a noite da emissora. Ambos com queda de 11%. O primeiro show fez 13.5 milhões e 3.4 pontos, e o segundo 12.0 milhões e 2.9 pontos na demo qualificada. ‘Minds’ foi o programa mais assistido da noite.

‘So You Think You Can Dance’, da Fox, finalmente teve queda, depois de só subir por semanas. Fez 2.7 pontos e 6.2 milhões, enquanto ‘Glee’ fechou com 3.3 pontos e 7.3 milhões de telespectadores.

A NBC exibiu ‘Mercy’ (7.3 milhões e 1.8 ponto) em queda de 14%, ‘Law & Order: SVU’ (8.1 milhões e 2.6 pontos) e ‘The Jay Leno Show’ (5.7 milhões e 1.7 ponto), em queda de 11%.

A CW ficou em último com a exibição de ‘Americas’ Next Top Model’ (3.3 milhões e 1.5 ponto).

Audiência TV americana – 30/09

As novas sitcoms da ABC, ‘Hank’ e ‘The Middle’, foram apenas ok em suas estreias na emissora, enquanto novos episódios de ‘Modern Family’ e ‘Cougar Town’ se sairam muito bem – apesar da pequena queda em relação as suas premieres.

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A ABC fechou a noite em terceiro na demo qualificada (18-49) com seu bloco de duas de comédia. ‘Hank’ fez 2.1 pontos e 8.3 milhões de telespectadores, enquanto ‘The Middle’ foi um pouco melhor: 2.6 pontos e 8.7 milhões. As duas estreias foram inferiores aos números iniciais de ‘Modern Family’ (11.4 milhões e 4.3 pontos) e ‘Cougar Town’ (os mesmos 11.4 e 4.3).

Lembrando ainda, que a crítica recebeu ‘Hank’ com muita frieza e ‘The Middle’ com certo otimismo. Mas em suma, os números são bons, já que as comédias bateram a programação do mesmo horário na CBS: ‘The New Adventures of Old Christine’ fez 6.7 milhões e 1.9 pontos e ‘Gary Unmarried’ ficou com 6.7 milhões e 2.2 pontos.

Já os episódios de ‘Modern Family’ (10.0 milhões e 3.8 pontos) e ‘Cougar Town’ (9.3 milhões e 3.8 pontos) desta semana, tiveram pequena queda: 12% e 18%, respectivamente. A emissora fechou a noite com ‘Eastwick’ perdendo 20% de sua estreia: 6.6 milhões e 2.3 pontos na demo qualificada.

A Fox e a CBS brigaram com força pelo segundo lugar. ‘So You Think You Can Dance’, da Fox, subiu 8%, atingindo 6.8 milhões de telespectadores e 2.7 pontos. É a segunda semana consecutiva em que o programa sobe na audiência. Já ‘Glee’, grande aposta do ano da emissora, não só parou de cair, mas também subiu um pouquinho, fazendo 3.3 pontos e 7.4 milhões de telespectadores.

Já os dramas da CBS tiveram queda considerável: ‘Criminal Minds’ (14.2 milhões e 3.8 pontos) caiu 14%, enquanto ‘CSI: NY’ (13.2 milhões e 3.3 pontos) perdeu 18% de sua audiência. Mesmo com a queda, ‘Criminal Minds’ foi a série mais assistida da noite.

A NBC ficou em quarto lugar exibindo o segundo episódio de ‘Mercy’ (7.4 milhões e 2.1 pontos). ‘Law & Order: SVU’ se manteve firme com 8.5 milhões de telespectadores e 2.5 pontos. A emissora fechou a noite com ‘The Jay Leno Show’ com pequena queda de 5%: 6.1 milhões de telespectadores e 1.9 ponto na demo qualificada.

A CW fechou a noite em último com a exibição de ‘America’s Next Top Model’ fazendo 1.5 ponto e atraindo 3.3 milhões de telespectadores. ‘Melrose Place’ reprisou um episódio fazendo 1.1 milhão e 0.5 ponto na demo.

CBS prepara spinoff de Criminal Minds

Agora é certo: o spinoff de ‘Criminal Minds’ sairá do papel até o final do ano. A CBS prepara terreno para o novo programa que será criador por Ed Bernero e terá Chris Mundy como produtor executivo e encarregado de escrever o piloto, que deve ir ao ar como um episódio de ‘Criminal Minds’ na primavera.

Assim como a série original, o show derivado será produzido pela ABC Studios, Mark Gordon Co. e CBS Studios. Os detalhes ainda são escassos, mas é esperado que a equipe nova de profilers seja totalmente nova, sem nenhum membro do elenco da original.

CRIMINAL MINDS

As conversas para tornar ‘Criminal Minds’ em uma franquia começaram a mais de um ano atrás, mas a CBS preferiu focar primeiro no spinoff de ‘NCIS’, que estreou semana passada na emissora como o drama mais assistido da fall season: 18.7 milhões de telespectadores e 4.4 pontos na demo qualificada 18-49.

‘Criminal Minds’ também voltou em alta com 15.8 milhões de telespectadores e os mesmos 4.4 pontos na demo.

Dead Like Me – The Movie

Os norte-americanos e sua obsessão por transformar seriados em filmes. Isto acontece desde que a TV existe, é verdade, mas é possível contar nas mãos os trabalhos revelantes que foram derivados de seriados – nestes, incluo Beavis and Butt-Head Do America, Arquivo X – Fight the Future, Os Intocáveis e MASH, entre poucos outros. Dead Like Me – O Filme não é o caso.

Estrelada por Mandy Patinkin (“Chicago Hope”, “Criminal Minds”), “Dead Like Me” foi uma dramédia levada ao ar pelo canal a cabo Showtime no ano de 2003 e contava a história de Georgia “George” Lass, uma menina perdida em seus 18 anos: sem ambições, emprego, diploma, amigos. Joy – repara no nome -, mãe de George, a força a conseguir um emprego em uma agência de empregos temporários chamada Happy Time, que acaba por selar o destino da menina, uma vez que ao sair para sua primeira hora de almoço, é vítima fatal de um assento sanitário que cai de uma estação espacial.

Onde uma história de vida deveria acabar, é apenas onde começa. George descobre que foi escolhida para ser uma Ceifadora de Almas e após conhecer seus co-workers, sua nova vida e seu novo trabalho, começa a questionar sobre suas escolhas quando era viva. Em suma, Dead Like Me era uma série sobre a vida após a vida.

Por diversos motivos incluindo problemas contratuais e a venda da MGM para a Sony, “Dead Like Me” foi cancelada em 2004, após duas temporadas, deixando para fãs e críticos, aquela sensação de que poderia ter rendido muito mais – não há dúvidas quanto a isto.

Eis que cinco anos depois, é confirmado o boato que há muito rondava diversos sites e foruns sobre seriado: Dead Like Me se tornaria um filme. Nunca fui um destes entusiastas da idéia, mas o filme aconteceu. Pior: foi lançado com release direct-to-DVD e sem Mandy Patinkin, que não aceitou fazer o projeto – sábio. Sim, eu acredito que a série ainda tinha alguma coisa a dizer, mas não acredito que isto poderia ser feito através de um filme de oitenta minutos em DVD. Não é o formato ideal e ainda, considero a linguagem da série um pouco datada.

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E a verdade, é que para não dizer nada, pouquíssimas coisas funcionam no filme. A fita abre com uma narração similar a de George na series premiere da série: todo aquele lenga lenga sobre como Deus criou a morte e como a mesma fugiu, aquele lance do sapo e tudo mais. Mas já começamos com um porém: esta abertura é feita através de uma linguagem de quadrinhos, ou seja, vemos tudo isto em uma HQ que tem suas páginas viradas conforme Goerge vai narrando a história. Me desculpe, mas por quê? O que a temática quadrinhos tem a ver com “Dead Like Me” ou com a mitologia da série? Nada. Esta temática é usada e abusada durante o filme.

Outro grande problema é que o filme, que tem apenas uma hora e vinte, perde quase 10 minutos introduzindo as personagens, fato extremamente irritante. Ao contrário de filmes como Beavis and Butt-Head Do America, Arquivo X – Fight the Future, Os Intocáveis e MASH, fica claro que não é um filme apenas para fãs, para matarmos a saudade das personagens, e sim um produto voltado a conquistar novos adeptos. Por que motivo eu realmente não sei, considerando que a série tem ZERO chance de voltar ao ar e uma franquia cinematográfica é praticamente uma utopia – ainda bem.

O plot do filme é o seguinte: err… qual é o plot do filme? São tantos, ao mesmo tempo, que tudo é tão profundo como um pires. Temos o plot do desaparecimento de Rube, temos o plot de George se aproximando de Reggie, temos o plot de Reggie apaixonada por um menino em coma, temos o plot do sofrimento de Delores com os últimos dias de seu gato Murry, temos o plot de Joy (Cynthia Stevenson perfeita como sempre) se aventurando como autora de auto-ajuda e mediadora de grupos para pais que perderam filhos, e temos o plot da chegada de Cameron, o substituto de Rube.

O filme não tem um plot principal e com isto, todos se tornam bobos, supérfluos. Para que introduzir um novo chefe, se Cameron (interpretado por Henry Ian Cusick, o Desmond de “Lost”), aparece na tela por no máximo cinco minutos ou quatro cenas? E o que dizer de Crystal, recepcionista da Happy Time, uma das melhores personagens da série, que no filme, aparece em apenas UMA CENA sem ter ao menos UMA FALA? E qual foi da descaracterização do Mason? Na série ele era um loser, fracassado, que não conseguia se dar bem com mulher alguma. No filme, eis que ele se torna um garanhão e pega duas ao mesmo tempo.

Delores Herbig… and her big brown eyes continua incrível. Retomamos um dos plots do final da série, a doença de Murry, e ela proporciona as cenas mais engraçadas do filme. Roxy não muda muito também e continua badass. Já Daisy, que na série era magistralmente interpretada por Laura Harris, aqui é terrivelmente vivida por Sarah Wynter – que em uma coincidência bizarra, contracenou ao lado de Harris na segunda temporada de “24 Horas”. Se Harris não quis voltar, por que não deixar sua personagem quieta? Ou por que não introduzir uma nova interpretada para Wynter?

Ellen Muth continua incrível com aquela mesma cara de bunda e sexy ao mesmo tempo. O problema é que o plot de George se aproximando de Reggie simplesmente não cola. As duas se reencontram porque o namoradinho secreto de Reggie na escola é um atleta que sofre um acidente e entra em coma. E adivinhem? George é a responsável por recolher a alma do cara. Tudo no filme é forçado demais.

Impossível contar os erros deste filme, que já se desenhava uma bomba quando Bryan Fuller, produtor original da série, recusou-se a participar do mesmo. “Dead Like Me” foi uma série muito importante para o Showtime, ajudou a consolidar o canal a cabo no mapa, mas sua mitologia parece meio ultrapassada, para não dizer brega. “Dead Like Me – The Movie” é um exemplo de como algumas coisas enterradas, devem permanecer assim. Mas o que realmente assusta é que o filme acaba com um SUPER cliffhanger (gancho) que, dependendo das vendas do DVD, pode ocasionar uma continuação.


Editor


Pedro Beck é jornalista e crítico de TV.


Contato:
pedrobeck@gmail.com

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