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Matt LeBlanc vai estrelar comédia Episodes na Showtime como ele mesmo

Matt LeBlanc está voltando para a televisão. Visto pela última vez em ‘Joey’, spin-off de ‘Friends’, o ator protagonizará nova comédia do Showtime em parceria com a BBC, criada por David Crane e Jeffrey Klarik (‘The Class’ e ‘Mad About You’).

matt

A série focará em casal britânico que possui um seriado de sucesso que é adaptado para versão americana. O diferencial aqui é que LeBlanc interpretará ele mesmo.

O ator, de 42 anos, disse estar muito feliz de estar envolvido com o projeto. Os criadores ainda não liberaram muitas informações sobre o piloto, mas pode-se esperar muito cenas de bastidores do programa dentro do seriado. A estreia deve acontecer na fall season de 2010.

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Dexter e Californication voltam com audiências históricas

Os executivos da Showtime devem estar soltando fogos. A quarta temporada de ‘Dexter’ estreou com a maior audiência da história da série: 1.5 milhão de telespectadores. Quando comparada a última season premiere, esta teve um crescimento de 25%. Como se já não fosse ótimo, foi o programa mais assistido do canal desde 2004.

californication

Já a season premiere de ‘Californication’ atingiu 821 mil pessoas, audiência 57% maior que a estréia da temporada passada. Pode parecer pouco, mas é um número alto para a série, que tem um público muito mais segmentado que a primeira.

E se somarmos a reprise do episódio que foi ao ar no mesmo dia, algumas horas depois, esta audiência cresce para 1.2 milhão de pessoas – enquanto a de ‘Dexter’ vai para 1.9 milhão.

O piloto de Hung

Há alguns anos a HBO era o canal a cabo modelo para todos os outros. Menos pelo seu marketing, mais pelos programas que levava ao ar. Carnivale, Six Feet Under, Deadwood e Sopranos – deixando The Wire de fora já que a série não chegou ao fim ainda – foram alguns dramas que alavancaram o nome e a audiência do canal nos últimos dez anos. Não podemos esquecer de citar também a comédia Sex and the City (ou como costumo a chamar: a série que todo mundo viu). Por melhor que sejam, séries como In Treatment e True Blood estão anos luz atrás de suas antecessoras.

A HBO foi o carro forte da chamada era de ouro da TV norte-americana. A safra foi tão boa que outros programas foram ao ar na TV aberta, com status de “too good for open tv”. Para não me prolongar, cito The West Wing e Studio 60 for the Sunset Strip.

A era do ouro foi embora há um tempo, a safra é péssima, a HBO ficou de fora da categoria Melhor Drama no último Globo de Ouro e perdeu seu posto de “canal diferenciado” para menores como FX e Showtime. Este é o retrato atual da TV norte-americana. Aos poucos, a emissora busca trazer seu público de volta. Hora com erros, como Eastbound & Down, hora com acertos, como é o caso de Hung.

hung
Estrelada por Thomas Jane, o protagonista de The Mist, a dramédia – assim considerada pela HBO, mas para mim é apenas drama – é ambientada nos tempos atuais, no coração de Detroit, um dos estados americanos que mais sofre com a crise econômica e imobiliária. Jane dá vida a Ray Drecker, sujeito que no high school era “atleta, popular, charmoso, cheio de vida e bem dotado”, como descrito por sua ex-mulher em dado momento do episódio piloto. Agora, ainda parafraseando Jessica, vivida por Anne Heche, é “apenas bem dotado”.

Ray é treinador universitário de basquete. Após perder a mulher, os dois filhos, a moral e a auto-estima, vai atrás de uma aula de “Como se tornar um milionário” para perdedores. É lá, e com a ajuda de um caso, uma poetisa, que Ray tem a idéia que o deixará rico. Quando incentivados pelo professor em descobrir o que há de diferente dentro de si dos demais, Ray percebe: não é muito inteligente e sua época já passou. O que sobrou para Ray? Seu enorme pênis. A partir daí, o ex-treinador resolve se prostituir com a ajuda de Tanya, a ex-poetisa que agora se tornará sua cafetina.

A HBO lançou algumas séries nos últimos anos mais engraçadinhas e menos dramáticas. Nenhuma delas vingou como esperado. Hung é diferente das demais por ter muita carisma. Anos atrás diríamos que uma série boa de outro canal tinha cara de HBO. Hoje, digo que Hung tem cara de Showtime.

Agora, se é o programa que colocará a HBO de volta nos trinques, é cedo demais para afirmar. Alguns veículos, como o San Francisco Chronicle, já citam a série como “the next big thing”, mas acho muito cedo. O piloto, que teve uma audiência de 2.8 milhões de telespectadores, tem sim muitas ramificações e possibilidades que podem render boas histórias para uma primeira temporada: Ray é muito carismático e o cenário escolhido como pano de fundo da série, a crise norte-americana, é interessantíssimo de se acompanhar.


Editor


Pedro Beck é jornalista e crítico de TV.


Contato:
pedrobeck@gmail.com

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