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Audiência TV americana – 22/10

Rolou um acidente grave em ‘Survivor’ essa semana e a CBS fez um puta marketing em cima disso. Resultado? O reality atingiu sua maior audiência nesta temporada. Ah, a publicidade…

O programa foi assistido por 12.9 milhões de telespectadores e atingiu 4.0 pontos na demo qualificada 18-49. Mesmo reprisando quase todas as suas séries, a emissora ainda foi capaz de conseguir um terceiro lugar na medição por demo. Não é pouco.

SURVIVOR: SAMOA

A ABC ganhou sua quinta quinta-feira consecutiva com as exibições de ‘FlashForward’ (9.8 milhões e 3.0 pontos), ‘Grey’s Anatomy’ (14.7 milhões e 5.2 pontos) e ‘Private Practice’ (10.0 milhões e 3.3 pontos na demo).

A Fox continua exibindo os playoffs do baseball norte-americano e atingiu 10.3 milhões de telespectadores e 3.3 pontos na demo, aumento de 27% em relação ao mesmo dia ano passado.

A NBC, prestes a renovar ‘Community’, esperava que a série subisse um pouco na audiência para motivar ainda mais os executivos, mas não foi isso que aconteceu: em queda de 5%, a série atingiu 5.2 milhões de telespectadores e 1.9 ponto na demo.

‘Parks & Recreation’ (5.0 milhões e 2.1 pontos) subiu 5% e deve receber em breve temporada completa. A emissora fechou a noite com ‘The Office’ (8.5 milhões e 4.2 pontos), ’30 Rock’ em alta de 7% (6.7 milhões e 3.2 pontos) e ‘The Jay Leno Show’ (5.0 milhões e 1.6 ponto) em queda de 11%.

A CW apenas exibiu reprises.

Audiência TV americana – 21/10

Finalmente um dia bom para a NBC esta temporada, que recebeu com certo alívio as boas audiências de ‘Mercy’ e ‘Law & Order: SVU’. Não, a emissora não ficou em primeiro. Nem em segundo. Nem em terceiro. Ficou na costumeira quarta posição, mas em quanto séries da Fox, CBS e ABC cairam, as da NBC subiram.

CRIMINAL MINDS

A CBS e a Fox disputaram o primeiro lugar na demo qualificada e que levou a melhor foi a Fox, com a CBS vencendo a noite em número de telespectadores.

A Fox exibiu ‘So You Think You Can Dance’ em queda de 7% (6.8 milhões e 2.6 pontos na demo qualificada 18-49) e ‘Glee’ em queda de 6% (7.2 milhões e 3.2 pontos). A CBS exibiu ‘Old Christine’ (7.0 milhões e 2.1 pontos), ‘Gary Unmarried’ (7.1 milhões e 2.2 pontos), ‘Criminal Minds’ em queda de 5% (13.7 milhões e 3.6 pontos), e ‘CSI: NY’ em queda de 6% (12.6 milhões e 3.0 pontos).

A ABC ficou em terceiro com seu bloco de comédias seguido de ‘Eastwick’: ‘Hank’ (5.8 milhões e 1.5 ponto), ‘The Middle’ em queda de 6% (6.4 milhões e 2.0 pontos), ‘Modern Family’ em queda de 8% (8.6 milhões e 3.3 pontos) e ‘Cougar Town’ em queda de 9% (7.4 milhões e 3.0 pontos). ‘Eastwick’ fechou a noite da emissora com 4.9 milhões de telespectadores e apenas 1.7 ponto na demo.

Em quarto lugar, a NBC. ‘Mercy’ (7.3 milhões e 2.0 pontos) finalmente cresceu – e melhor: pela segunda semana consecutiva. ‘Law & Order: SVU’ (9.3 milhões e 2.9 pontos) subiu bons 12%. Se ‘Mercy’ continuar nesse ritmo, consegue uma temporada completa de 22 episódios. Ainda assim, um segundo ano é improvável. ‘The Jay Leno Show’ fechou a noite da emissora com queda perigosa de 17%: 5.1 milhões e 1.5 ponto.

O piloto de Hung

Há alguns anos a HBO era o canal a cabo modelo para todos os outros. Menos pelo seu marketing, mais pelos programas que levava ao ar. Carnivale, Six Feet Under, Deadwood e Sopranos – deixando The Wire de fora já que a série não chegou ao fim ainda – foram alguns dramas que alavancaram o nome e a audiência do canal nos últimos dez anos. Não podemos esquecer de citar também a comédia Sex and the City (ou como costumo a chamar: a série que todo mundo viu). Por melhor que sejam, séries como In Treatment e True Blood estão anos luz atrás de suas antecessoras.

A HBO foi o carro forte da chamada era de ouro da TV norte-americana. A safra foi tão boa que outros programas foram ao ar na TV aberta, com status de “too good for open tv”. Para não me prolongar, cito The West Wing e Studio 60 for the Sunset Strip.

A era do ouro foi embora há um tempo, a safra é péssima, a HBO ficou de fora da categoria Melhor Drama no último Globo de Ouro e perdeu seu posto de “canal diferenciado” para menores como FX e Showtime. Este é o retrato atual da TV norte-americana. Aos poucos, a emissora busca trazer seu público de volta. Hora com erros, como Eastbound & Down, hora com acertos, como é o caso de Hung.

hung
Estrelada por Thomas Jane, o protagonista de The Mist, a dramédia – assim considerada pela HBO, mas para mim é apenas drama – é ambientada nos tempos atuais, no coração de Detroit, um dos estados americanos que mais sofre com a crise econômica e imobiliária. Jane dá vida a Ray Drecker, sujeito que no high school era “atleta, popular, charmoso, cheio de vida e bem dotado”, como descrito por sua ex-mulher em dado momento do episódio piloto. Agora, ainda parafraseando Jessica, vivida por Anne Heche, é “apenas bem dotado”.

Ray é treinador universitário de basquete. Após perder a mulher, os dois filhos, a moral e a auto-estima, vai atrás de uma aula de “Como se tornar um milionário” para perdedores. É lá, e com a ajuda de um caso, uma poetisa, que Ray tem a idéia que o deixará rico. Quando incentivados pelo professor em descobrir o que há de diferente dentro de si dos demais, Ray percebe: não é muito inteligente e sua época já passou. O que sobrou para Ray? Seu enorme pênis. A partir daí, o ex-treinador resolve se prostituir com a ajuda de Tanya, a ex-poetisa que agora se tornará sua cafetina.

A HBO lançou algumas séries nos últimos anos mais engraçadinhas e menos dramáticas. Nenhuma delas vingou como esperado. Hung é diferente das demais por ter muita carisma. Anos atrás diríamos que uma série boa de outro canal tinha cara de HBO. Hoje, digo que Hung tem cara de Showtime.

Agora, se é o programa que colocará a HBO de volta nos trinques, é cedo demais para afirmar. Alguns veículos, como o San Francisco Chronicle, já citam a série como “the next big thing”, mas acho muito cedo. O piloto, que teve uma audiência de 2.8 milhões de telespectadores, tem sim muitas ramificações e possibilidades que podem render boas histórias para uma primeira temporada: Ray é muito carismático e o cenário escolhido como pano de fundo da série, a crise norte-americana, é interessantíssimo de se acompanhar.


Editor


Pedro Beck é jornalista e crítico de TV.


Contato:
pedrobeck@gmail.com

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